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Livramento de Deus Nome
:Maria Ap. O. Carvalho
Cidade :Bauru
Estado :SP
Mensagem:
Ficamos pasmos, imensamente tristes e abalados com a
crueldade do jovem que ceifou as vidas de adolescentes e crianças em uma
escola em Realengo -RJ - Brasil. A morte no lugar onde havia tanta vida
e alegria.
Hoje, um dia após, nos deparamos com o testemunho de fé
de Mateus. Veja a notícia que foi publicada no Jornal Ultimo Segundo -
do IG - site: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/menino+religioso+foi+o+unico+a+ter+a+clemencia+de+atirador/n1300036175973.html
Titulo: Mateus Moraes conta que pediu a Deus e teve
clemência do atirador
Mateus Moraes, 13 anos, foi talvez o único aluno que teve
a clemência do atirador Wellington Menezes, na Escola Municipal Tasso
Vieira, em Realengo. Enquanto o criminoso disparava, frio e impassível
contra seus colegas, Mateus orava perto do quadro negro, sem ser
incomodado, na sala 1801, no primeiro andar do prédio da escola.
Fala de Mateus: “Eu estava em pé e era um dos mais
nervosos. Pedi para ele não me matar, e ele disse: ‘Fica tranqüilo que
não vou te matar.’ E não atirou em mim”, contou o menino.
Uma possível explicação, acredita Mateus, é o fato de que
ele ficou o tempo todo orando. Fiel da Igreja Assembleia de Deus, o
menino atribui a uma força superior o fato de ter saído vivo do ataque.
“Deus me protegeu.”
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O poder da oração Nome
:Vanderlei Velasco Nunes
Cidade :Bauru
Estado :SP
Mensagem: O poder da oração
No dia 07 de abril de
2010, Luis Antonio dos Santos Nunes, ao atravessar a Avenida Rodrigues
Alves, na cidade de Bauru/SP, confundindo a sua preferência quando um
ônibus da empresa circular parou na faixa de segurança para pedestres,
afim de descer passageiros, foi atropelado por uma caminhonete que não
teve sequer tempo de frear.
Luis
tem 39 anos, e vítima de um AVC quando completara 26 anos, tem
dificuldades de visão e diminuição de movimentos, visão do lado
esquerdo, teve uma deficiência cerebral de detectar anticorpos no seu
organismo, assim seu sangue coagula com qualquer corpo estranho,
provocando tromboses. Depois de muitos exames conseguiram detectar que é
portador da uma síndrome do anticorpo antifosfolipede, que para ter
defesa necessita tomar antigoagulantes para não obter tromboses. Em
consequencia do atropelamento, teve: a cabeça com um corte profundo,
luxação no ombro, quebra de quatro costelas, da bacia e do pé, tudo do
lado esquerdo.
O
resgate do Corpo de Bombeiros compareceu no local e após imobilizá-lo o
conduziram ao pronto-socorro municipal.
Lá,
diante das dificuldades de hoje, o atendimento foi orientado pelos seus
pais em a respeito dos seus problemas e medicamentos que toma e
procederam radiografias e tomografia onde foi constatado a perfuração do
pulmão e baço, com conseguente hemorragia.
O
quadro relatado pelo médico da UTI foi sério, o paciente tomando o medicamento Marevan, para não
deixar o sangue coagular, ocasionou a complicação de que se fosse para
mesa de cirurgia morreria por não ter coagulação e se não operasse a
hemorragia poderia causar-lhe a morte e se não drenassem o sangue
derramado internamente, poderia obter uma infecção que lhe causaria a
morte. Em resumo quadro dele era péssimo.
Nosso
Pastor, José Carlos Coine esteve no pronto socorro e iniciou oração e
benção e durante o culto da noite toda igreja como também outros
irmãos e amigos, clamaram, ao Senhor por um milagre. Na manhã do dia 09
sem explicação médica, fomos informados que a hemorragia havia parado e
o organismo estava se recuperando e inclusive não haveria mais a
necessidade de dreno ou cirurgia. No quinto dia recebeu alta da UTI e
passou para tratamento intensivo e mais quatro dias recebeu alta para ir
para casa.
O próprio médico
assistente emitiu um atestado alegando que o paciente ficaria no mínimo
90 dias sem qualquer condição física, social ou trabalhista.
Não houve cirurgia
ortopédica e todos seus ossos foram se restaurando normalmente e com 30
dias ele já estava andando e voltando às suas atividades normais.
Louvado seja o nosso Deus. |
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Salvação de Rodolfo
Arantes

Rodolfo Abrantes
(ex- integrante da banda ´Os Raimundos´)
No ano de
2000, eu estava cheio do que o mundo diz que é o auge, que é o
tesouro, que é beleza e significa fama, dinheiro, etc... Tudo isso
que o mundo pode oferecer para uma pessoa, mas as pessoas se matam
por isso.
Eu estava cheio de tudo isso, mas por dentro eu estava na maior
miséria que já havia enfrentado na vida.
Eu viajei com meu irmão pra praia da Pipa para passar um revellion
junto com ele e durante o tempo que eu passei com ele eu só sabia
falar cinco frases que eram: ‘vamo fuma’, ‘vamo come’, ‘vamo chapá’,
‘vamo surfá’ e ‘vo não’. Porque quando ele me chamava para fazer uma
coisa diferente dessas eu dizia ‘vo não’.
Em um mês eu falei apenas cinco frases com meu irmão, de tão drogado
que eu era, de tão infeliz, de tão sem assunto e de tão vazio,
porque ninguém dá o que não tem. Como é que eu ia falar alguma
coisa, eu não tinha nada!
Eu era seco, vazio, um nada , um boneco, apenas corpo presente ali.
Em qualquer lugar que eu estivesse, minha cabeça estava em marte. Eu
não sabia nem onde estava. Tem cidades que eu fui que eu nem sabia
que lá já tinha ido.
Lesado, completamente drogado. Estragado. Usava drogas desde os
treze anos de idade. Mas Deus viu a minha situação e sabia que dali
em diante eu não conseguia carregar nada sozinho.
Eu estava morrendo, e com os sintomas de um monte de doenças no meu
corpo. Por ser filho de médicos (mãe pediatra e pai ginecologista e
obstetra) conheço um pouco de doença, então sabia que o que tinha no
meu corpo era algo muito sério.
Comecei a emagrecer de uma hora para outra e tinha uma dor no
estômago que me corroia todos os dias. Começou a aparecer um monte
de caroços debaixo do braço que doíam muito, cheguei a contar nove
caroços debaixo do braço, fora os da virilha que eram enormes, doíam
demais. Eu tinha que tomar dois anti-inflamatórios por dia para
poder fechar os braços.
Eu estava em um estado terrível porque sabia que ia morrer. Ter
saúde é uma bênção e quando a temos não damos valor. Estava nesse
estado, sozinho, morando em São Paulo, com uma vida louca, trezentas
namoradas por aí, espalhadas, drogas a valer, balada todos os dias,
fãs de montão, disco de platina, dinheiro na conta, agenda lotada de
shows, mas completamente infeliz.
Aí tinha a Alexandra, que é minha esposa, que ‘estava passando,
vindo do campo’. Eu a conheci em 1994, e fui reencontrá-la no ano de
2000.
Deus nos colocou juntos de uma forma milagrosa pois havia seis anos
que tínhamos nos conhecido e pelo menos uns três que não nos víamos,
eu me reencontrei com ela e nós não desgrudamos mais. Trouxe-a para
São Paulo, para morar comigo. Ela estava mais drogada do que eu. As
drogas que ela consumia eram muito mais fortes dos que as que eu
usava. Mas acontece que a Alexandra tinha uma coisa dentro dela que
eu não tinha, uma coisa que vale mais do que o mundo inteiro.
Ela tinha uma semente que se chama Palavra de Deus dentro do coração
dela, porque aos quinze anos, quando ela me conheceu, ela conheceu a
Jesus também.
Só que naquela época ela não seguiu nem a mim e nem a Jesus. Mas era
o suficiente para saber que Jesus era o auxílio na hora da
dificuldade. Toda vez que a coisa ficava preta, ela corria para
dentro da igreja. Essa era a mulher que Deus colocou ao meu lado,
uma mulher torta.
Muita gente podia dizer que essa mulher era pior do que eu. Mas Deus
não faz acepção de pessoas e Deus escolhe quem quer.
Não interessa se você é o Presidente da República ou se você é gari.
Um homem torto, com uma mulher torta. E começamos a brigar e a nos
agredir.
A nossa vida virou um reflexo de tudo o que nós fazíamos: um casal
drogado, vivendo em pecado, na mentira, porque os pais dela nem
sabiam que ela morava comigo.
Na casa dos pais dela podiam falar cão, mas não podia falar Rodolfo.
Hoje minha sogra é uma bênção e trabalha conosco.
O cenário para o diabo operar estava completo. Mas Deus, que é o
todo poderoso, começou a mexer as coisas também. E a Alexandra
começou a buscar a JESUS e a se encher. E dizer: Se tu me deres o
Rodolfo, eu nunca mais te largo.
E o fogo começou a aumentar e os capetas tentando apagar através de
mim, que era um saco de demônios, mas Deus estava ali protegendo a
brazinha dela, e o foguinho foi pegando e pegou num ponto que
consumiu o Rodolfo no coração dela, ao ponto dela dizer: Senhor, com
Rodolfo ou sem Rodolfo eu nunca mis te largo!
Já não era eu mais em primeiro lugar, era Deus. Deus estava em
primeiro lugar, aí Deus começou a transbordar na vida dela. Ela
convidou umas irmãs para fazerem uma campanha de oração dentro de
casa para ajudar a Alexandra a carregar a cruz dela, não pense que
ela conseguiu sozinha.
Elas começaram uma campanha de sete segundas-feiras lá em casa. Eu
fugi das três primeiras. Na quarta, Deus me pegou, não teve jeito.
Eu não queria saber de crente e achava que era a pior raça, que
crente só servia para tirar dinheiro dos outros. ‘Eu sou doido, mas
crente é ainda mais doido, não presta’. Eu aceitei Jesus naquele
dia, sabe porquê?
Porque Deus dominou o lugar, Deus dominou o lugar completamente, eu
não sabia isso na hora, claro.
Hoje eu sei. Aquelas irmãs chegaram com simplicidade. Eu que nunca
tinha visto um culto evangélico na minha vida. O primeiro era um
culto ultra, mega, super pentecostal ao extremo dentro de casa,
dentro da sala em que eu fumava maconha. Era irmã correndo, dentro
do banheiro todo enfumaçado em que eu tinha acabado de fumar. Vi lá
uma irmã orando na latinha, aliás, uma latona de maconha que eu
tinha. Era irmã orando pra tudo quanto é lado. E eu perguntava: Deus
que negócio é esse?
Sabe o que aconteceu?
Deus tomou conta do lugar, Deus tomou conta de tudo. Era a presença
de Deus enchendo aquilo ali. Glória a Deus! Aceitei Jesus naquela
tarde, meio sem saber o que estava fazendo. Não sei porque eu
aceitei Jesus. Acho que foi para elas irem embora. Mas eu aceitei
Jesus e Ele entrou e não teve mais como escapar.
Ele entrou e ficou e quando Ele entrou, começou a trabalhar, e
começou a mexer as coisas. Passou uma semana, e o Rodolfão estava lá
no segundo culto da vida dele, dentro de casa, porque eu era tão
doido que eu nunca ia pisar numa igreja, e aí Deus é tão
misericordioso que Ele enfiou uma igreja prontinha dentro de minha
casa.
Nessa segunda semana, Deus se revelou para mim dessa maneira, a irmã
começou a orar sem eu pedir nada.
Ela começou a orar e abaixou a mão até a minha barriga e me disse
que Jesus estava me curando de um câncer para você saber que Ele é
Deus, que Ele te ama e que Ele tem uma grande obra para fazer na sua
vida. Ela falou que era um câncer de estômago. O interessante é que
eu não tinha contado isso a ninguém.
Meu avô morreu de câncer, dois tios meus morreram de câncer no
estômago, duas tias minha tiveram que arrancar os seios porque
tiveram câncer; era uma maldição que se alastrava na minha família.
Graças a Deus Jesus Cristo cortou essa maldição quando chegou em
mim.
Naquela tarde a minha dor de estômago desapareceu, e todos os
caroços que eu tinha desapareceram. Passei a engordar, chegando a
engordar uns 18 quilos, não de uma hora para outra. Fui ficando
saudável e engordando, feliz. Jesus foi entrando em minha vida. Fui
curado, passei a viver apaixonadamente por Jesus e aquelas irmãs
começaram a me ajudar, com muito amor.
Fomos caminhando. Fui expelido daquela banda como um dente que
cariou e que tem que ser arrancado. Deus me tirou de lá. Graças a
Deus, no momento certo. Levei muitas pedradas por causa disso, levo
até hoje. Deus tem um treinamento intensivo com quem se coloca à sua
disposição.
Você quer servir a Cristo? Então te prepara irmão!
É um privilégio maravilhoso servir a Deus. Naquele momento os pais
da Alexandra que estavam desviados, começaram a ver a obra, a ver
que agente não se drogava mais, que estávamos noivos, depois nos
casamos rapidinho.
Em meu primeiro testemunho, subi no púlpito e comecei a chorar. Eu
só sabia dizer: fui curado e não uso mais droga, não conseguia falar
nada mais, só chorava. Eu não entendia mais nada e pensava: pra
falar palavrão no microfone quando era da Banda eu falava tão bem,
porque que pra falar das coisas de Deus eu não consigo?
É porque até você se acostumar com o fogo do altar leva tempo!
É o fogo queimando as impurezas ainda.
Quer ter vitória, anda no caminho do Senhor, obedeça, leia a Bíblia
e siga seus conselhos.
Hoje eu não bebo, não é porque eu não possa, é porque eu não quero.
Eu quero ter comunhão com o Pai. Isso vai atrapalhar minha comunhão,
então fora com a bebida! Atitude inteligente é você andar por um
caminho que te leva pra vida e não em um caminho que te leva pro
buraco!
Vai pra vida e você vai ver que você será feliz sem uma gota de
álcool! Sem cigarro, sem droga. Você vai ver o que é ser
verdadeiramente feliz e sem nada dessas porcarias!
O caminho da felicidade nada mais é que a Presença de Deus em nós!
Isso satisfaz o ser humano.”
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A Palavra de Deus
não volta vazia.
Nome :João Ferreira da Costa
Cidade :Goiânia
Estado :Go
Mensagem: Testemunhos
Meu pai é do tipo que não agüentava ficar sem comunicar, mesmo sendo
agricultor , sempre arrumava um jeito de estar no meio do povo, tinha
assunto de sobra para qualquer ocasião, por isso quando podia , dava
carona a todos que pediam.
Vindo do CEASA em direção à chácara na saída de Goiânia estava dois
rapazes parados pedindo carona na Vila Canaã , concedeu -lhes essa
carona mesmo apertado, colocou os dois na cabine. Dentro da camioneta,
meu pai percebeu que eles não eram pessoas de confiança, pelo linguajar,
só gírias, o tipo também denunciava-os . Já que não havia mais jeito
de fazê-los descer começou a especular; nisso era perito; compete
com os mais refinados investigadores. Conversa vai, conversa vem,
um dos rapazes disse ao que estava ao lado , diz pra ele quem somos.
"Nois somos ladrão cara" , emendou um relatório de crimes
praticados por eles. Isso não foi surpresa, meu pai já tinha desconfiado,
pensou consigo: o único jeito de aniquilar o pensamento desses jovens
é falando de Jesus Cristo, e começou. Vocês sabem que Jesus é o Salvador
do mundo e ama os ladrões também? Já vira contar a história de Cristo
na cruz, ao lado de dois, onde um foi salvo por ele? Nessa viagem
meu pai soube tudo a respeito deles. Eram violentos, em determinados
momentos achou que não escaparia, combateu -os com a pregação do evangelho
e conselhos para emendar de vida. Chegou no ponto final do percurso,
à Chácara. Da rodovia mostrou o rancho onde morava, convidou - os
para uma refeição ou um pedaço de rapadura, mas não quiseram descer.
No final um deles dava atenção à pregação, chorava muito ao ouvir
- lá , converteu, enquanto o outro ficou com muito furor, seguiram
viagem. Um comovido chorando, o outro irado seguiram viagem. Só Deus
sabe o que eles possa ter praticado a partir desse dia, mas que ouviram
o evangelho, ouviram.
Como já disse num testemunho anterior meu pai era muito bom para atender
reivindicações de caronas. Só não atendia o pedido se não houvesse
jeito mesmo, desta feita foi um senhor aparentando, quarenta
anos o felizardo, ganhando locomoção, ainda por
cima a salvação, tudo de graça. O percurso: só 30 Km de
Goiânia ao Guapo. Esse senhor era muito conversador, tagarelou todo
percurso contando vantagem, falando nomes de pessoas ricas ,
fazia e acontecia, contou suas façanhas com despachos em encruzilhadas,
era bem atendido pelas entidades espirituais, seus trabalhos eram
sucessos. Meu pai deu corda ; pensava, vou ver até onde
esse homem vai com essa conversa. Chegou no trevo
do Guapo esse cidadão já falado sua vida toda, contou muitas vantagens,
mas o resumo é que passava dificuldades. Fazia tudo acontecer, mas
vivia uma vida pobre , sem horizontes. Desceu da camioneta,
perguntou quanto era a passagem meu pai disse que não cobrava carona.
Então insistiu com ele para beber uma doze de pinga , disse
que era um prazer pagar, meu pai rejeitou a pinga, ele ofereceu
uma cerveja, também rejeitou a cerveja. Já que o Senhor não quer cobrar
nem beber nada, vou explicar umas coisinhas, para o Sr. Olha se por
acaso essa camioneta estragar, levar no mecânico arrumar , continuar
estragada pode saber que foi coisa feita. Esse negocia de carro é
muito melindroso só com trabalho pra resolver; meu pai deixou explicar
muita besteira até que disse: Olha, até aqui, eu
vinha observando o senhor com suas experiências, agora vou contar
a minha. Começou contando desde quando era alcoólatra, sua conversão,
seu estilo de vida nova, pregou muito para esse senhor macumbeiro.
Ele virou para o meu pai e disse: engraçado seu Leomar,
na semana passada eu estava de carona parei nesse mesmo lugar,
a pessoa que me ofereceu a carona me falou justamente isso que o Sr.
acabou de me dizer. Meu pai disse que Deus estava dando oportunidades
a ele, para aceitar Jesus, mudar de vida. Nesse momento começou
a chorar e perguntar se ainda tinha jeito pra ele, se havia perdão
para um macumbeiro que fez tantos desarranjos familiares , trabalhos
para colocar doenças e matar pessoas. Foi bem esclarecido, mas no
começo não queria decidir depois de alguns minutos falando do amor
de Deus e que todos tem oportunidades resolveu aceitar, chorando levantou
os braços na beira da rodovia e recebeu oração. “Mais um peixe
preso nas malhas da rede do Senhor Jesus”:
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Muito antes de comprar a chácara em Goianira meu pai arrendou
uma no entroncamento do Varjão a 80 Km de Goiânia, aproximadamente
100 Km do CEASA . Acabava de colher verduras tarde, para superar o
atraso, pisava fundo na sua camioneta Dorgd oito
cilindros , tornava essa distancia mínima. Muitas vezes os guardas
rodoviários multava-o e repreendia. O Senhor está voando! Não
deve correr tanto.
Nessa trajetória encontrava um doido , mala nas costas
como dizem, às vezes ele vinha outrora ia, mas todas vezes meu
pai o via em um determinado trecho dessa estrada.
Um
dia retornava à chácara, o doido vinha em direção
contrária em uma distancia, comovido pelo Espírito Santo; como se
fosse uma voz, ele sentiu algo mandando ele falar de Jesus Cristo
ao homem. Parou no acostamento, em frente dele, certificou que
a estrada estava livre e chamou: hei!.. Você aí vem cá. O doido
respondeu:
-
Está falando
comigo?
-
Sim é com
você mesmo, vem cá.
Ele
ficou sem confuso sem saber se atendia o chamado, ou se corria, com
a insistência ele foi aproximando desconfiado. Meu pai perguntou:
Pra onde você está indo?
-
Eles me disseram
que é pra eu ir para lá, depois é pra eu voltar.
-
Eles quem?
-
Eles.
Meu
pai disse a ele: Olha, eu vejo que você gosta de andar,
viajar e eu também, por isso te convido a fazer uma grande viajem
comigo , nessa viajem vai muita gente de todos lugares. O homem
regalou os olhos e respondeu:
-
Pra onde, quando vai ser a viajem ?
-
A viajem
é para os céus, breve iremos. Jesus vai nos levar. Você quer
ir?
- Não
posso, eles não deixam.
-
Pode sim
Jesus é maior, te liberta.
A
pregação durou certo tempo até que o doido converteu, ajoelhou, recebeu
oração foi liberto, ficou lúcido, contou sua história: era de uma
cidade em MG, começou a ouvir vozes, perdeu o sentido até chegar nesse
estágio. Ficou liberto ali naquele momento. Certamente voltou
à sua terra porque não mais foi visto andando naquela rodovia.
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O
Amor de Cristo.
Nome:
Vanderlei V. Nunes
Cidade:
Bauru
Estado:
SP
Mensagem: O verdadeiro amor
No
inicio da minha conversão, freqüentávamos uma comunidade Cristã, em
Bauru, composta na maioria de jovens. Eu, minha esposa e meus três
filhos éramos muito atuantes.
Certo dia, combinamos
de participar de um culto em Piratininga, cidade vizinha, onde se
apresentaria um grupo de Brasília, eram artistas convertidos.
Naquela noite ministrou
um artista plástico chamado Nilton e ele falou do amor de Jesus. No
final da pregação fez o apelo para aqueles que sentissem falta de
amor viesse receber uma oração e surpreendentemente quase toda platéia
foi à frente.
No meu sentido crítico
comecei a murmurar...
- “Crente é muito
cheio de probleminhas – olha quanta gente que só quer receber... –
Eu não vou lá porque sou muito amado. - Minha esposa, meus filhos,
meus amigos, muitos jovens da igreja que estão direto freqüentando
minha casa, se não me amassem evitariam. - Sempre que chego
a igreja, muitos vem me abraçar. - Porque ser hipócrita e ir lá receber
uma oração por algo que eu tenho de sobra?”
O culto acabou por
volta de 22h30min e chegamos em casa a meia noite. Naquela segunda
feira tínhamos um compromisso com um grupo que se reunia numa casa
para buscar o Senhor, em oração, às 5 horas da madrugada. E lá fui
eu, minha esposa e meus filhos. O grupo era de aproximadamente 15
pessoas, todos jovens, sentávamos no chão, num círculo, na sala de
visitas, onde pudessem ficar um frente os outros. Um por um orava
por aquilo que viesse no coração e todos concordávamos. Durante as
orações começou a vir em meu pensamento o culto do dia anterior, a
falta de amor.
Algo me questionava
dizendo: - Será que você é amado mesmo? – Estes jovens te amam de
verdade? - Ou será que ele te toleram por causa dos teus
filhos, jovem ama jovem e eles me “engolem” porque tenho uma boa casa
para recebê-los, tenho um carro que posso levá-los a muitos lugares
e sempre que posso lhes pago o lanchinho, quando vamos a uma lanchonete
e etc... Fiquei muito incomodado com aquelas dúvidas no meu
coração.
Repentinamente ouvi
um dos participantes dizer: - “O Senhor está me dizendo que
devemos um orar com o outro que mais ama." Eu entendi assim,
e de olhos fechados fiquei imaginando que no mínimo uns três viriam
orar comigo. Por uns instantes notei que estava só e dei uma olhadinha
no grupo que para minha surpresa eu estava “impar” e ninguém veio
a mim.
Irmãos, que decepção,
a dor foi enorme. Me sentir marginalizado, um abandonado. Doeu tanto
que começou a brotar lágrimas dos meus olhos. Bruscamente levei as
mão para esfregá-los e disfarçar as lágrimas, porque não queria
demonstrar nenhuma fraqueza, mas pareceu-me que esbarrei com força,
nos olhos, porque se deu um clarão amarelado, como se tivesse mesmo
me machucado e ao tentar enxergar vi tudo embaçado.
Não dava para ver
ninguém na sala, era como uma névoa muito forte e de repente eu vi
um vulto de um homem alto, vestido de túnica até os pés, de cabelos
longos e uma luz muito forte por detrás dele que me impediu de enxergar
sua fisionomia. Era semelhante alguém na noite escura, com neblina,
na frente de um carro com os faróis acesos, andando na minha direção.
Eu estava sentado
no chão e aquele vulto parou bem na minha frente, de pé, e falou-me:
- Isso que você
está sentindo aí dentro, é o que Eu sinto em relação a ti. Gostaria
que me amasse na medida em que te amo. Eu vim para te mostrar o meu
amor.
Não me agüentei e
explodi em choro. Todos que estavam na sala não entenderam nada e
ficaram preocupados por me verem sozinho, minha visão voltou imediatamente.
A confusão na minha cabeça foi grande, não conseguia acreditar no
que acabara de acontecer, achei que poderia ser um sonho, pois estava
muito cansado e resolvi não contar para o pessoal, por achar que tinha
sido fruto da minha mente.
Realmente tudo pareceu
um sonho, mas no meu coração tive a certeza de que Jesus se apresentou
para dizer-me que nos ama.
Daquele dia em diante
não mais tive dúvidas a respeito de Deus e posso afirmar que Jesus
vive e está presente onde dois ou mais estiverem reunidos no seu nome. |
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Deus o encontrou
Esta é uma história
verídica, narrada por John Powell, S.J., professor de Teologia da
Fé, da Loyola University de Chicago, EUA. .
"Um dia, há muitos anos atrás, eu estava de pé na porta da sala,
esperando meus alunos entrarem para nosso 1º dia de aula do semestre.
Foi aí que vi Tom, pela primeira vez. Não consegui evitar que meus
olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus
cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte cm abaixo dos ombros.
Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava
apenas começando nessa época.
Mesmo sabendo que o que importa não é o que está fora, mas o que vai
dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado. Imediatamente
classifiquei Tom com um "E" de Estranho... muito estranho!
Tommy acabou se revelando o "ateísta de plantão" do meu
curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objeções ou questionava
sobre a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente.
Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que
admitir que às vezes ele era bastante incômodo.
No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou, num tom ligeiramente
irônico:
- O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
Resolvi usar uma terapia de choque:
- Não, eu não acredito! - respondi.
- Ah! - ele respondeu - Pensei que era este o produto que o senhor
esteve tentando nos vender nos últimos meses.
Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto:
- Eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta
certeza de que Ele o encontrará um dia.
Ele deu de ombros e foi embora da minha sala e da minha vida. Algum
tempo depois soube que Tommy tinha se formado e, em seguida, recebi
uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal. E antes que
eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver. Quando entrou
na minha sala, percebi que seu físico tinha sido devastado pela doença
e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia.
Entretanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem
diferente daquele garoto que conheci.
- Tommy, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente! - falei.
- Ah, é verdade, estou seriamente doente. Tenho câncer nos dois pulmões.
É uma questão de semanas, agora.
- Você consegue conversar bem a esse respeito?
- Claro, o que o senhor gostaria de saber?
- Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que está morrendo?
- Acho que poderia ser pior.
- Como assim?
- Bem, eu poderia ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou
ideais, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro
são as coisas mais "importantes" da vida.
Lembrei-me da classificação que atribuí a ele: "E" de "
Estranho".(Parece que as pessoas que recebem classificações desse
tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o
assunto).
- Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo - disse Tom - foi a
frase que o senhor me disse no último dia de aula. (Ele se lembrava!...)
Tom continuou:
- Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus
algum dia e o senhor respondeu 'Não', o que me surpreendeu. Em seguida,
o senhor disse, "mas Ele o encontrará". Eu pensei um bocado
a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado
no assunto. Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha
e me
disseram que se tratava de um tumor maligno, comecei a pensar com
mais seriedade sobre a idéia de procurar Deus. E quando a doença se
espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados
nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não
apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma
coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado, desanimado.
Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto
atrás de onde Deus poderia estar... ou não... eu desisti, simplesmente.
- Decidi que de fato não estava me importando... com Deus, com uma
possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E de cidi utilizar
o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Pensei
no senhor e nas suas aulas e me lembrei de uma
coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: "A tristeza mais
profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão
triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às
pessoas queridas o quanto você as amou."
Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai.
Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele:
- Papai...eu disse.
- Sim, o que é? - ele perguntou, sem baixar o jornal.
- Papai, eu gostaria de conversar com você.
- Então fale.
- É um assunto muito importante!
O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente.
- O que é?
- Papai, eu o amo muito. Só queria que você soubesse disso. O jornal
escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia
visto:
Ele chorou e me abraçou com força. E conversamos durante toda a noite,
embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom
poder me sentar junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir
seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava!...
Foi uma emoção indescritível!
- Foi mais fácil com minha mãe e com meu irmão mais novo. Eles choraram
também e nós nos abraçamos e falamos coisas realmente boas uns para
os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo
por tantos anos, e que era tão bom partilhar. Só lamentei
uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, me privando de
momentos tão especiais.
Naquela hora eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas
que amava.
- Então, um dia, eu olhei, e lá estava ELE. Ele não veio ao meu encontro
quando Lhe implorei. Acredito que estava agindo como um domador de
animais que, segurando um chicote, diz: - Vamos, pule!
Eu lhe dou três dias... três semanas... Parece que Deus não se deixa
impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que importa
é que Ele estava lá. Ele me encontrou. O senhor estava certo. Ele
me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.
- Tommy - eu disse, bastante comovido - o que você está dizendo é
muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar.
Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira certa de encontrar
Deus, não é fazendo dEle um bem pessoal, uma solução para os nossos
problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim tornando-se disponível
para o verdadeiro Amor. O apóstolo disse isto: "Deus é Amor e
aquele que vive no Amor, vive com Deus e Deus vive com ele".
- Tom, posso lhe pedir um favor? Você sabe que me deu bastante trabalho
quando foi meu aluno. Mas (aos risos) agora você pode me compensar
por aquilo. Você viria à minha aula de Teologia da Fé e contaria aos
meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes
contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!
- Oooh!... eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado
para enfrentar seus alunos.
- Então, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim.
Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com a minha
turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcamos
uma data.
Mas, o dia chegou... e ele não pode ir. Ele tinha outro encontro,
muito mais importante do que aquele. Ele se foi... Tom havia dado
o grande passo para a verdadeira realidade. Ele foi ao encontro de
uma nova vida e de novos desafios. Antes dele morrer, ainda conversamos
uma vez.
- Não vou ter condições de falar com sua turma. - ele disse.
- Eu sei, Tom.
- O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria... com todo
mundo por mim?
- Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que
puder.
Portanto, a todos vocês que foram pacientes, lendo esta declaração
de amor tão sincera, obrigado por fazê-lo. E a você Tommy, onde quer
que esteja, aí está: eu falei com todo
mundo... do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que
tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos,
para que mais gente possa conhecê-la..."
"OS AMIGOS SÃO O MEIO PELO QUAL DEUS GOSTA DE CUIDAR DE NÓS!..."
IRMÃO SILVEIRA
Servo do Deus Vivo
"Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro
que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." |
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Éramos uma única família
Éramos a única família
no restaurante com uma criança. Eu coloquei Daniel numa cadeira para
crianças e notei que todos estavam tranqüilos, comendo e conversando.
De repente, Daniel gritou animado, dizendo: "Olá, amigo!",
batendo na mesa com suas mãozinhas gordas. Seus olhos estavam bem
abertos pela admiração e sua boca mostrava a falta de dentes. Com
muita satisfação, ele ria, se retorcendo. Eu olhei em volta e vi a
razão de seu contentamento. Era um homem andrajoso, com um casaco
jogado nos ombros: sujo, engordurado e rasgado. Suas calças eram trapos
com as costuras abertas até a metade, e seus dedos apareciam através
do que foram, um dia, os sapatos. Sua camisa estava suja e seu cabelo
não havia sido penteado por muito tempo. Seu nariz tinha tantas veias
que parecia um mapa.
Estávamos um pouco longe dele para sentir seu cheiro, mas asseguro
que cheirava mal. Suas mãos começaram a se mexer para saudar. "Olá,
neném. Como está você?", disse o homem a Daniel. Minha esposa
e eu nos olhamos: "Que faremos?". Daniel continuou rindo
e respondeu, "Olá, olá, amigo".
Todos no restaurante nos olharam e logo se viraram para o mendigo.
O velho sujo estava incomodando nosso lindo filho. Trouxeram a comida
e o homem começou a falar com o nosso filho como um bebê. Ninguém
acreditava que o que o homem estava fazendo era simpático. Obviamente,
ele estava bêbado. Minha esposa e eu estávamos envergonhados. Comemos
em silêncio; menos Daniel que estava super inquieto e mostrando todo
o seu repertório ao desconhecido, a quem conquistava com suas criancices.
Finalmente, terminamos de comer e nos dirigimos à porta. Minha esposa
foi pagar a conta e eu lhe disse que nos encontraríamos no estacionamento.
O velho se encontrava muito perto da porta de saída. "Deus meu,
ajuda-me a sair daqui antes que este louco fale com Daniel",
disse orando, enquanto caminhava perto do homem. Estufei um pouco
peito, tratando de sair sem respirar nem um pouco do ar que ele pudesse
estar exalando. Enquanto eu fazia isto, Daniel se voltou rapidamente
na direção onde estava o velho e estendeu seus braços na posição de
"carrega-me". Antes que eu pudesse impedir, Daniel se jogou
dos meus braços para os braços do homem. Rapidamente, o velho fedorento
e o menino consumaram sua relação de amor. Daniel, num ato de total
confiança, amor e submissão, recostou sua cabeça no ombro do desconhecido.
O homem fechou os olhos e pude ver lágrimas correndo por sua face.
Suas velhas e maltratadas mãos ? cheias de cicatrizes, dor e trabalho
duro ? suave, muito suavemente, acariciavam as costas de Daniel. Nunca
dois seres haviam se amado tão profundamente em tão pouco tempo. Eu
me detive, aterrado. O velho homem, com Daniel em seus braços, por
um momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse
com voz forte e segura: "Cuide deste menino". De alguma
maneira, com um imenso nó na garganta, eu respondi: "Assim o
farei". Ele
afastou Daniel de seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor.
Peguei meu filho e o velho homem me disse: "Deus o abençoe, senhor.
Você me deu um presente maravilhoso". Não pude dizer mais que
um entrecortado "obrigado". Com Daniel nos meus braços,
caminhei rapidamente até o carro. Minha esposa
perguntava por que eu estava chorando e segurando Daniel tão fortemente,
e por que estava dizendo: "Deus meu, Deus meu, me perdoe".
Eu acabava de presenciar o amor de Cristo através da inocência de
um pequeno menino que não viu pecado, que não fez nenhum juízo; um
menino que viu uma alma e uns adultos que viram um montão de roupa
suja. Eu fui um cristão cego carregando um menino que não era.
Eu senti que Deus estava me perguntando: "Estás disposto a dividir
seu filho por um momento?", quando Ele compartilhou Seu Filho
por toda a eternidade.
O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou: "Eu asseguro
que aquele que não aceite o reino de Deus como um menino, não entrará
nele." (Lucas 18 - 17).
Apenas repita esta frase e verá como Deus se move: "Senhor Jesus
Cristo, te amo e te necessito, vem a meu coração, por favor".
NÃO O IGNORE E ELE TE ABENÇOARÁ!!!
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Como Deus nos usa
Nome:
Vanderlei Velasco Nunes
Cidade: Bauru
Estado: SP
Mensagem: A
Obra de Deus
Certa ocasião, estive
ajudando um pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, da Vila Dutra
de Bauru. Um bairro humilde, na periferia da cidade. Iniciamos um
grupo de "visita aos lares" para levar a benção de Deus
às famílias necessitadas que abrissem suas portas. Nosso principal
objetivo era levar a "Palavra de Deus" e incentivar as famílias
congregarem com a igreja, freqüentando discipulados, cultos e conhecer
melhor o Senhor Jesus, aprendendo sobre a libertação e salvação. Havíamos
organizados para toda quarta feira, as 20horas.
Uma certa quarta feira,
havia acabado de chegar de viagem, era umas 19:00 horas e estava um
pouco cansado, disse para minha esposa que não estava disposto a ir
na visita daquele dia. Liguei a TV e deitei-me para descansar e começou
a vir na minha mente o compromisso da visita, pensava nos integrantes
quais não tinham ainda muita experiência da obra e como eu costumo
honrar com meus compromissos não seria justo simplesmente deixar de
ir sem avisar ninguém. O único telefone que possuía não atendeu, pensei
comigo: - Deve ter já saído para encontrar o grupo.
O cansaço estava falando
mais alto, já era 19:30 e dizia para Deus: - Pai, me perdoa mas estou
indisposto hoje, separa alguém lá para conduzir o grupo e a reunião
e os abençoe no Nome de Jesus.
Comecei a ficar muito
incomodado e Deus falava no meu coração que deveria ir porque já havia
assumido o compromisso que deveria honrá-lo e não deixar as pessoas
me esperando sem qualquer aviso. Isso não é o que eu gostaria para
mim e que não deveria fazê-lo. Levantei e fui movido a ir, já era
19:40 e a Vila fica distante uns 10km da minha residência e tinha
que ir um pouco rápido para chegar em tempo no local combinado, que
era a porta da Igreja.
Cheguei lá faltava uns
cinco minutos para as 20 horas e não tinha ninguém me esperando. Confesso
que fiquei meio preocupado e pensando: não veio ninguém e eu
nem sei onde é a visita... não é justo que cansado do jeito
que estou e vindo de tão longe vou perder a viagem... tenha misericórdia
Senhor, será que mereço isso? Já era 20 horas, vou esperar mais cinco
minutos e se não aparecer ninguém vou embora e não apareceu.
Falei com meu Senhor:
Pai, o que estou fazendo de errado, estava em casa indisposto, o Senhor
me fez vir aqui e parece que perdi a viagem, são 20 km ida e vinda,
tenha misericórdia. Liguei o carro e estava manobrando para sair e
ir embora quando ouvi um voz me chamando, ao longe. Era uma irmãzinha
que vinha apressadamente abanando a mão, para me chamara a atenção.
Aguardei e ela chegou dizendo: - desculpe, é que tinha mais pessoas
do que o normal e não caberiam no carro e foram andando e esqueceram
de deixar alguém para lhe avisar. Quando lembramos voltei correndo.
Perguntei-lhe onde era
a visita e disse-me ser na casa de uma pessoa que começou a ir na
igreja, na semana passada e estava com muita dificuldades, seu companheiro
era sorveteiro (vendia sorvete na rua, empurrando o carrinho) e bebia
muito, gastava quase todo dinheiro, que ganhava durante o dia, em
aguardente.
Meu Deus... pensei eu.
Eu não mereço isso. Depois de um dia exaustivo, estava indisposto,
no conforto do meu lar, o Senhor me fez vir até aqui para visitar
um sorveteiro que é bêbado, tenha dó de mim.
Andamos até o fim de
uma rua sem pavimentação e pediu-me para parar perto do grupo de umas
seis pessoas, porque tínhamos que pegar um "carreador" (trilha)
até a casa da visita. Fomos pelo caminho uns 50 metros e chegamos
num casebre de três cômodos (cozinha, quarto e varanda) e a senhora
nos acomodou no quarto, porque não tinha sala e uns sentados na cama
outros em pé conversando as preliminares quando alguém perguntou se
o companheiro da senhora estava ali e ela respondeu com um gesto de
que ele estava embriagado e disse que estava saindo do banho, num
banheirinho ao lado da varanda, fora da casa. Falei para o grupo começar
a cantar uns "courinhos de louvor" a fim de ir libertando
porque "a coisa ali iria ser brava" e nos meus pensamentos
continuava com muita pena de mim cobrando de Deus a minha frustrada
visita. Disse comigo, eu devia ter ficado em casa, mas já que estou
aqui, Senhor me dê uma palavra que seja da tua parte e abri a Bíblia
aleatoriamente colocando o dedo entre as páginas, quando o cidadão
sorveteiro e companheiro da nova irmã, na porta do quarto e falou:
- Me desculpem por não
estar pronto para recebê-los porque a "Fulana" (companheira)
me falou agora pouco, quando cheguei em casa, que vocês viriam então
apressei-me em tomar um banho. Sejam bem vindos se forem da parte
de Deus em Nome de Jesus.
Confesso que me surpreendi
com a aparência e a forma perfeita que falou, demonstrando ser uma
pessoa com conhecimento de vocabulário e educada, imediatamente perguntei
se ele gostaria de receber e concordar com uma oração. Com o seu consentimento
comecei a orar ao Senhor pedindo a misericórdia sobre aquelas vidas
e outras mais que não me lembro e por fim com o dedo marcando uma
parte da Bíblia, abri e disse-lhe: - e tem mais, o Senhor hoje
lhe diz (correndo os olhos sobre a página comecei a ler) " Todo
o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma
o lançarei fora" (João 6.37). Aquele rapaz caiu de joelhos no
chão em prantos, assustando a todos presentes, clamando perdão para
sua vida e dando glórias, prometendo voltar ao Senhor. Eu esta atônito,
sem entender nada quando o rapaz falou a todos:
-Vou confessar a vocês
algo que nem minha companheira sabe. Eu fui um missionário trabalhando
na África, estava casado e minha esposa grávida de gêmeos veio para
São Paulo afim de ter os filhos, porque na África tínhamos poucos
recursos e poderia ser um parto complicado e junto com a família dela,
seus pais cuidariam de tudo e eu viria assim que marcassem o parto.
Numa manhã, ela ia indo para uma consulta quando sofreu um acidente,
com o carro que ela estava e veio a falecer junto com os filhos. Não
pude nem estar presente no velório e revoltei-me contra Deus, abandonando
tudo e entreguei-me à bebida e ao mundo. Nestes últimos cinco anos
minha vida foi só de miséria, mas ultimamente tenho sentido muita
tristeza e envergonha do que me tornei e hoje tenho a certeza do amor
de Deus.
Fui embora pra minha
casa muito feliz de poder ter sido usado para o resgate de uma pessoa
preciosa. Nunca mais vi o Missionário e nem sei o que lhe aconteceu,
porque a minha parte foi feita, a de me dispor para Deus.
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