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ALIMENTOS ESPIRITUAIS
(Irmão Evangelista
Carlos Alberto de Oliveira)
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Das trevas para luz
Então Jesus
tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do
mundo; quem me segue de modo algum andará em
trevas, mas terá a luz da vida. (João
8.12)
Há uma ilustração
filosófica conhecida como o homem do fundo da
caverna, ou mais ou menos isso, que fala sobre um
grupo de pessoas que habitavam o fundo de uma
escura caverna, sem nunca haverem visto a luz.
certa feita, um dos habitantes resolveu, de modo
inovador e - para muitos - aterrorizante,
vasculhar, investigar, a parte superior da caverna
donde, mui distante, emanava um fio de luz. Ele
aproximou-se, aproximou-se e, feliz, pode
contemplar que a luz era boa, e sua fonte o mundo
exterior também era bem iluminado. Radiante
retornou ao profundo do buraco e tentou convencer
aos residentes sobre as maravilhas da luz, contudo
foi admoestado com severidade por alguns, ignorado
por outros e expulso como traidor e aventureiro.
Irmãos tal ilustração pode bem ser aplicada a
nossa atual condição espiritual, pois grande parte
daqueles que intitulam ou crêem ser filhos de
Deus, crentes, vivem no fundo da caverna, alheios
as verdades doutrinárias da Escrituras que nos
libertam das trevas do modismo gospel, dos
espiritualismos frívolos, dos bem- engendrados
sistemas financeiros montados em liturgias baratas
- veja-se a teologia da prosperidade (A qual para
quem não sabe nasceu das idéias de um Padre
pervertido), da rigidez perversa e doentia da
mente de homens que abrigam sérios problemas de
caráter e personalidade e tentam transferir tais
mazelas as suas ovelhas, do emocionalismo que nos
lança ao chão em experiências julgadas
espirituais, mas não nos levam a Cristo, da
religiosidade fútil de cultos dominicais, os quais
nem sempre enfatizam a necessidade de formar
Discípulos (pois estão preocupados com platéias e
a idolatração de líderes), das pregações que não
conseguem emergir além das comezinhas relações de
nosso dia a dia, da ênfase desonesta a sinais e
exorcismos em detrimento da saúde da Igreja, da
total negligencia (ou do amor) à leitura das
Escrituras, das... dos... das... dos... (Meu
Deus!!!) Mas amados, há luz fora dessa caverna:
"Eu sou a Luz do mundo aquele que vem a mim não
anda em trevas ao contrário encontrou a Luz do
mundo (Jo 8:12) Precisamos sentar e ouvir do
Mestre, mas o Mestre está fora da caverna, está
longe dos cantos (pois não são louvores) que nos
exaltam o ego e nos tornam pedintes e crianças
(Ex. "Sim Deus é Fiel para cumprir todas as
promessas feitas a mim ... (E ainda que eu seja
infiel)... mentira diabólica, porquanto Deus é
fiel para zelar por sua Palavra, contudo não tem
compromisso com a desobediência - resta-nos maior
ênfase a segunda estrofe que fala de santidade -
muito pouco pregada hoje em dia), o mestre não
está...
O Mestre está fora da caverna e nos chama para
fora, não tenhamos medo de nos despojar dessas
mentiras (e o pai dela bem conhecemos), não vamos
magoar o Espírito Santo, buscando sabedoria e
intimidade com o Pai, ao contrário o Espírito se
entristece - sim - ao nos contemplar no caminho do
engano e não no Caminho (Jo 14:6). Oremos assim:
"Pai levanta homens dispostos a serem ignorados,
humilhados, tido como loucos porque amam a Luz, em
detrimento da própria vida (Dos quais o mundo não
é digno, mas precisa), ajuda-nos a ser assim...."
Amém!
Paz seja convosco.
Ev Carlos Alberto Oliveira
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Fé
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"Ora sem fé é impossível agradar a Deus" - Hb 11:6 |
Sem dúvida alguma um dos temas, ou
doutrinas, ou palavra mais explorada, nestes últimos tempos, é "A FÉ".
O termo explorada ou explorado cai-nos muito bem para a abordagem dessa
mensagem, pois tem ampla possibilidade significativa no que se refere aos
que desejam nela - na fé - se ancorarem, com os mais variados objetivos:
a) A fé explorada por homens não regenerados, ou seja, não nascidos de
novo, que lhes leva a crer e aceitar quaisquer manifestações, mesmo
demoníacas, como fruto da fé (vejam-se certas manifestações de estátuas
que promovem sinais - Paulo nos adverte de que Satanás se faz de "anjo de
luz";
b)A fé explorada por homens despreparados e sem formação (não acadêmica,
mas ao menos aos Pés do Senhor) que se conduzem e conduzem almas a uma
dependência imatura de Deus (não que depender do Senhor seja mau, todavia
existem coisas que são nossa atribuição e dever fazer), pois bem sabemos
que em determinadas áreas e campos de ação de nossa jornada, o Senhor já
nos nutriu de condições e sabedoria para agirmos (sim pela fé, contudo
agindo), observe-se o exemplo de Moisés que clamava quando devia andar:
"...por que clamas a mim..diga ao povo que marche!";
c)A fé explorada por homens levianos, sórdidos, estelionatários da fé que
engendram um sistema financeiro de torpe e cruel espoliação das ovelhas,
lançando-as a uma busca insana pelo reino terreno, mas quando o objetivo
não é alcançado, e não se lhes sobrevém o retorno ganancioso, então tais
facínoras dizem-lhes: "Você não teve fé" veja-se o exemplo de uma Emissora
- que não glorifica a Deus - comprada com dinheiro de ofertas), tais
homens não laboram e ainda dizem: "vocês estão roubando a Deus" - Grande e
severo juízo os aguarda;
d) A fé explorada com sabedoria e piedade, temperada com sal de santa
exegese, por homens tementes ao Senhor, que conduzem suas ovelhas a uma
vida projetada a ganhar almas, à santidade, ao conhecimento do Deus a quem
servem - Aleluia - tais homens levam o santo rebanho a viver acima das
circunstâncias, pois sabem em quem tem crido (II Tm 1:12), valorizam até
as tribulações (II Co 4:16), tem esperança (Rm 8:18), não temem as
adversidades (Hc 3:17), sabem que Ele voltará (II Ts 4:16)etc, etc,
etc....
Veja-se o exemplo de Davi: Treinado por Deus na lida com ovelhas - ao
resgatá-las, cuidá-las, amá-las - para ser rei em Israel. Coroado pelo
Senhor como "homem segundo o coração de Deus" e sabem por quê? Por que
apesar de ser passível também de grandes misérias: adultério, homicídio,
engano, mentira, omissão...sabia, aprendeu do Pai Celeste a conhecer (e
ainda em meio a Lei) o alcance, a profundidade, a dimensão da Fé,
porquanto arrependeu-se e clamou por perdão (Sl 51) com contrito e
humilhado coração, crendo pela Fé no amor e nas misericórdias do Senhor.
Então vemos que a fé que agrada a Deus não vem atada, presa, escravizada
pela ignorância dos mitos e ídolos vãos, da ignorância que amordaça nossa
ação - quando basta dizer "Saia dele em nome de Jesus", da ignorância que
nos faz agrilhoados por homens que pregam um "evangelho anamatizado -
maldito" (Barateando ao nível mundano o Santo sangue vertido no calvário).
A fé que agrada a Deus é a fé aprendida aos pés do Mestre, que nos faz
ouvir aquela melíflua voz (em meio as nossas debilidades) a dizer: "Nem eu
te condeno, vai e não peques mais", isso sim é fé restauradora, curadora,
divina.
Amada Igreja, tenha Fé! Paz seja convosco!
Ev Carlos A. Oliveira
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EDIFICAÇÃO
" A
Palavra do Senhor uma casa bem edificada. " II Tm 3:16
Certa feita, numa aula em que tentávamos
comparar os estudos com a edificação de uma casa, ou seja, dos
fundamentos ao teto, uma aluna me disse: "Professor, eu posso construir
uma casa a contar do telhado!"
Logicamente que ninguém a levou a
sério e eu a fiz ver que toda edificação, todo relacionamento, todo
projeto, todo estudo deve - para ser eficiente, sábio, construtivo,
edificante - ser iniciado com os fundamentos sobre os quais se lançam os
próximos desafios e aprendizados - a saber - o telhado.
Saibamos também
que tal proposta se aplica à Palavra de Deus, pois sabemos que ela possui
Diversidade na Unidade. Unidade e Diversidade na Bíblia? Como assim?
Diversidade porque foi escrita num período de 1500 a 1600, por
homens de idade, cultura, condição social, profissão e posição diferentes,
também em lugares diferentes, em condições diferentes, em tempos
diferentes, com estilos diferentes, só não podemos dizer de nacionalidades
diferentes, porquanto - com exceção de Lucas (grego) e João Marcos (meio
judeu meio romano) todos os demais foram judeus. Todavia o mais importante
é que, como sendo a Palavra do Senhor, toda esta diversidade não
prejudicou (ao contrário confirmou a divina inspiração) a unidade
maravilhosa, a harmonia, fantástica, a coesão insuperável e santa das
Escrituras.
Mas, muitas vezes, em muitos
tempos, houve homens, semelhantes a minha aluna, porque pensavam na
Palavra de Deus como uma casa sem telhado ou numa casa sem alicerce
(fundamentos). Por exemplo, o judaísmo nega o Novo Testamento, pois lhe
nega o Messias.
Já, depois do surgimento da
Igreja, vários homens dentre os quais destacamos: Marcião de Sinope, que
viveu no segundo século depois de Cristo, negou a unidade entre o Velho e
o Novo Testamentos. Para ele, o Velho Testamento devia ser banido na
Igreja e da Bíblia, e foi ele - provavelmente que inspirou a Bíblia
Nazista, a qual desprezava o Velho Testamento e as porções judaicas do
Novo Testamento.
Temos visto, inclusive, algumas
Denominações Protestantes Evangélicas que abraçam a idéia da
obsolescência, inutilidade da literatura e conteúdos do VT.
Amados, tal proposição, tal
conceito, tal idéia é desprovida de nexo, de conhecimento, é demoníaca e
insana. Não há Velho sem Novo, não há Novo sem Velho, ambos são
interdependentes.
Entendamos: O Velho Testamento é
a PREPARAÇÃO DE CRISTO; no Novo Testamento: os Evangelhos são A
MANIFESTAÇÃO DE CRISTO, Atos dos Apóstolos é A PROPAGAÇÃO DE CRISTO, as
Epístolas são O ENSINO DOUTRINÁRIO DE CRISTO, e o Apocalipse é A
CONSUMAÇÃO DA OBRA DE CRISTO.
Não podemos e nem devemos,
lógico, aplicar Doutrinas legalistas do Velho Testamento à Igreja, a
Igreja vive debaixo de um Sistema Gracioso, mais responsável ainda, afinal
nos Dez Mandamentos é dever "Amarás o teu próximo...", no ensino de Cristo
ouvimos um novo mandamento (voltado para a voluntariedade do amor) "...que
vos ameis uns aos outros, como eu também vos amei".
Amados não pode haver casa sem
alicerce, fundamento; assim como não haverá casa sem telhado. O
fundamento, o começo, na Bíblia é o Velho e o telhado, o Novo. Entender
a Redenção, a Fé, o Amor, a Justiça, a Misericórdia (etc, etc, etc)
divinos, bem como o passado, o futuro, a criação, a queda, os seres
criados e tudo mais, sem ambos os Testamentos é como morar em casa sem
firmeza e sem cobertura: Ou ela cairá sobre nós, ou não nos protegerá.
Também crer, ministrar, discipular, ler...enfim...sem o todo das
Escrituras é caminhar em terreno lamacento, infértil, vil e sem base ou
proteção.
Leiamos: II Tm 3:16 "TODA A ESCRITURA É
DIVINAMENTE INSPIRADA E APTA PARA O ENSINO, A REPREENSÃO, A CORREÇÃO E A
EDUCAÇÃO NA JUSTIÇA, PARA QUE O HOMEM DE DEUS SEJA PERFEITO E
PERFEITAMENTE APROVADO PARA TODA BOA OBRA"
Então seja sábio em toda a
Escritura e edificado como sólida casa espiritual, com fundamento e com
proteção, Deus abençoe a todos em o nome do Senhor Jesus.
Ir Carlos.
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SER FIEL É SER FUNDAMENTALISTA
E tudo quanto fizerdes por
palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele
graças a Deus Pai. (Col. 3.17)
Existem muitas palavras que, em virtude
de interpretação histórica – devido ao fato de ser associada à determinada
pessoa ou grupo – ganha um sentido, uma conotação depreciativa,
pejorativa, de desagrado. Por exemplo: A palavra tráfico hoje está
socialmente aparentada com a idéia de venda de substância ilícita, mas
poucas pessoas têm consciência de que ela tem a mesma origem do que
tráfego (hoje ligada ao conceito de trafegar, passar, passear...), pois
ambas falavam, outrora, do comércio que era feito em movimento. Contudo
pelo fato de que alguns começaram a vender, a comercializar coisas ilegais
– pronto - tudo o que se relaciona a tráfico entendemos como nocivo,
impuro, contrário ás leis, tal como as drogas (o narcotráfico – palavra
impactante, marcante).
Tal processo se deu em
relação à palavra “fundamentalista” a qual, por ser tantas vezes ligada
aos atos insanos de terroristas islâmicos e de outros grupos religiosos
fanáticos, ganhou sentido negativo, impróprio para muitos.
Mas, amados, temos que
verificar, desapaixonadamente, ou seja, livre de preconceitos, o real
significado de “fundamentalista”. Na verdade, todo aquele que é fiel aos
conceitos doutrinários e ortodoxos de um sistema – seja ele religioso ou
não – pode e deve ser considerado um fundamentalista. Sim, o islâmico que
se autodestrói em nome de Alá, nada mais faz do que seguir os preceitos do
Corão (livro sagrado ao islamismo), o hindu que se autoflagela apenas
segue os a filosofia kármica do hinduísmo, as testemunhas de Jeová que lhe
retinem os ouvidos nos sábados matinais e/ou outros dias com a vindoura
destruição no armagedom, caso você não se renda á concepção por exemplo:
de Jesus não é Deus, mas o arcanjo Miguel enxertado no ventre de Maria
apenas obedecem fielmente à doutrinação cerebral a que foram
expostos...enfim, todos eles são fundamentalistas.
E os cristãos, quando são
zelosos, impregnados, apegados às Sagradas Escrituras, não serão por acaso
fundamentalistas? São, e tenho por mim, que são o ramo, o membro mais
importante do Corpo de Cristo, porque muitos foram, são e serão os
movimentos ditos: pentecostais, neopentecostais e outros que solapam a
Igreja com práticas alienígenas à Palavra do Senhor. Podemos aqui falar de
algumas:
a) Unções diversas: “Cair no Espírito”,
“Riso Santo”, “Dos quatro seres”, “Do leão” etc etc etc e infelizmente:
etc;
b) Palavras de Fé: “Você deve determinar
a sua vitória!”, como se o mundo espiritual, ou a mão de Deus pudesse ser
manipulada pelos nossos caprichos;
c) Teologia da Prosperidade: É o tal
“tudo posso naquele que me fortalece” (na verdade devia ser tudo quero),
descontextualizado e afirmando um falso evangelho, que nos torna egoístas
e egocêntricos amantes do mundo terreno;
d) Doutrinação Veterotestamentária: Ou
seja, pincelar o Velho Testamento, sem hermêutica, para satisfação dos
lobos e ignorantes vorazes que pelam as ovelhas. Exemplo: Pregadores
malaquianos que insistem em afirmar que Malaquias 3:10 é um texto para a
noiva de Cristo. Por que não usam também Ml 4:4?;
e) ETC.
Mas, amados, cremos que ser
fundamentalista no seguir a Cristo é nosso dever, pois diferentemente de
outros seguimentos espiritualistas, litúrgicos, religiosos – cujas metas,
objetivos, visões levam seus membros ao inferno – pois diferentemente
digamos que seguir de modo fundamentalista a Cristo é ser impregnado por
seu ensino, sua prática, sua conduta, é buscar viver como Jesus viveu, é
amar ao semelhante como a si mesmo, é anunciar a Verdade libertadora, é
apregoar o Reino do Senhor, é dizer não ao mundo e à suas paixões, é ter
zelo pelas Sagradas escrituras, é buscar ter uma vida vigilante em oração,
é buscar ao Senhor, é ser cheio de amor, é ser misericordioso, é ser
santo, é, é, é...................................
Logo, queridos, saibamos que
o verdadeiro fundamentalismo Cristão não é cego em seus propósitos,
ignorante em seus alicerces, desprovido de provas inquestionáveis da
Verdade de Jesus, mas sim totalmente justo e necessário ao crescimento e
maturação do crente que vai viver na eterna presença de seu Senhor. Então
aconselhamos aos amados a leitura e meditação em Col 3:17, Rm 8:28, Gl
2:20, Jo 15:7, Cl 3:8, Ap 22:7, Js 1:8, Sl 1, Jr 9:23...etc.
Por fim devemos compreender
a real dimensão do termo fundamentalista, ou seja, fundação, base,
alicerce, suporte, estribo, sustentáculo; portanto ser fundamentalista é
estar firmado, posto, plantado sobre uma fundação e, segundo a Palavra de
Deus, a fundação é Cristo: Atos 4:11-13, é amoldar-se a essa fundação.
Seja então um fundamentalista em Cristo Jesus.
Paz seja convosco!
Ir Carlos.
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Figueira sem
frutos
e, avistando
uma figueira à beira do caminho, dela se
aproximou, e não achou nela senão folhas
somente; (Mat. 21.19)
Em
Mateus 21:18, encontramos o Senhor Jesus
caminhando com seus discípulos quando, de repente,
se deparam com uma figueira, o Senhor busca
naquela figueira um fruto e não encontra, pelo que
lhe declara; “...nunca mais nasça fruto de ti...”
e ela secou-se imediatamente. Os discípulos se
admiraram, mas Jesus lhes disse: “...se tiveres
fé, não somente poderão fazer o mesmo com uma
figueira, mas poderão dizer aos montes que se
lancem ao mar...”
Sim é verdadeiro que
muitas vezes buscamos enfatizar somente a questão
da fé como possibilidade de remover tropeços em
nossa caminhada, mas o destaque que, nesta
mensagem, buscamos descortinar o simbolismo não só
da figueira, mas também o texto sob uma visão de
fé e obras.
Na verdade a figueira
na Palavra de Deus também é um símbolo de Israel,
ou mesmo do esforço humano em agradar e ser
recebido por Deus através de seus próprios
esforços, uma representação da lei. Sabemos que no
Éden nossos pais – Adão e Eva – pecaram contra o
Senhor e depois coseram com folhas de figueira uma
saia para cobrir a nudez de seu pecado diante do
Senhor, e o Senhor colocou Querubins à porta do
jardim para guardar o acesso à árvore da vida, que
é Jesus.
Mesmo no templo ou no tabernáculo, antes da Arca
da Aliança, havia cortinas com desenhos de
Querubins, e sobre a própria Arca, lá estavam os
Querubins a guardá-la. Mas aonde queremos chegar.
Irmãos amados, todos os esforços humanos em se
cobrir do pecado, ou serem aceitos e justificados
por Deus, mediante as obras do próprio homem,
fracassaram e sempre fracassarão. Temos também os
exemplos de Caim que, sem fé, predispôs-se a
tentar agradar a Deus do seu próprio modo e não
satisfeito com o resultado assassinou o irmão
Abel, lembremo-nos também do rei Saul, ungido por
Deus, escolhido para ser rei, separado num momento
da história de Israel, todavia um arremedo de
homem obstinado e que desobedecia ao Criador no
que diz respeito a quase tudo, mormente, no
apresentar-se submisso á vontade de Deus, não aos
caprichos egocêntrico que ele – Saul tinha. Assim
resta-nos ver tipologicamente que, sendo a fé
genuína aquela que deposita sua confiança no favor
imerecido de Deus: Sua Graça, nem os homens, nem
Israel, figurada na Figueira, jamais prosperaram
em se aproximar do Senhor, por suas forças. E
Israel, em destaque, era uma árvore morta,
agrilhoada em superstições, farisaísmo, impiedade,
falta de compaixão e conhecimento do Senhor;
poderiam e deveriam devido ao longo tempo de sua
historicidade produzir frutos de misericórdia,
mas....
A figueira secou-se para mostrar aos discípulos
que ali, junto deles estava a verdadeira oferta de
Deus à humanidade: A videira verdadeira: JESUS
CRISTO, O SALVADOR.
Não que não devamos ser prestos e rápidos na
prática de obras (Ef. 2:10) em boas, contudo
devemos entendê-las como para a GLÓRIA DO SENHOR,
não para nossa justificação, somos salvos pela
bondade do Senhor.
Paz seja convosco!
Ir Carlos.
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MOTIVO PARA VIVER
Mas digo isto,
irmãos, que carne e sangue não podem herdar o
reino de Deus; nem a corrupção herda a
incorrupção. (I
Cor. 15.50)
Amados Irmãos em Cristo Jesus, sem dúvida a mola
precursora, estimuladora, vivificante de nosso
contínuo caminhar é a motivação...como assim??
Sim, seja o homem nascido de novo ou não, tem um
impulso que o faz viver, buscar, idealizar, sonhar
etc, ou seja, um motivo.
Analisemos algumas peculiaridades de
nosso viver: Quem trabalha é motivado pela estrita
necessidade de subsistência própria ou familiar;
Quem estuda objetiva alcançar intelectualidade,
realização profissional etc; Quem se alimenta
anseia por suprir os rogos e reclamos de sua
fisiologia; Quem dorme tem por princípio restaurar
as energias físico-mentais de seu organismo, enfim
em quaisquer âmbitos do existir humano, parece-nos
que as motivações lançam-nos a novos horizontes,
ao renovo de perspectivas, ao perene
aprimoramento, ao amanhã...etc. Entretanto será
tudo tão simples assim?
Vislumbremos também as motivações
espirituais humanas as quais nos impelem a buscar
ou a repudiar nosso Criador: Destacamos o fato de
existirem algumas frívolas, intangíveis e efêmeras
razões que conduzem o ser humano ao degredo, à
vergonha, à morte eternas.
Lembro-me de que, certa feita, estando numa praça,
na cidade em que resido, entregava folhetos
evangelísticos, de repente avistei uma jovem numa
cadeira de certa lanchonete, aproximei-me e
dei-lhe um exemplar, mas – resoluta e friamente –
ela me declarou: “Vocês crentes são muito
arrogantes e presunçosos, porque querem fundar um
conceito ditatorial num mundo em que – absurda e
irrefletidamente – se aceita Cristo como único
caminho a se chegar a Deus, eu não aceito tal
loucura”.
Amados, com base nessa experiência e
noutras circunstâncias posteriores o Senhor
ensinou-me a ver que há pelo menos três grandes
motivações insanas e egocêntricas que impedem,
tolhem, obstam a chegado do homem aos pés do
Senhor, são elas:
I)
A inaceitação de Jesus Cristo como único
Caminho a se alcançar o favor de Deus (Jo 14:6),
pois a retumbante mentira de Satanás encontra
terno abrigo no coração de muitos, ou seja, todos
os caminhos levam a Deus, não existe absolutismo
nesse particular, tudo é relativo: Seja Ghandi,
seja Buda, seja Maomé...não importa, Deus é amor e
deve aceitar-nos as veredas que traçamos para ir
até Ele. MENTIRA! SATÂNICA E DEMONÍACA MENTIRA!
Trata-se da torpe e vil tentativa de o homem
pecador se apresentar como Caim (Gn 4) diante do
Senhor...resultado: rejeição;
II)
A rejeição da Graça Divina pela fé,
porquanto fomos ortodoxamente ensinados na
idólatra religião romana a pagar indulgências, a
irmos ao purgatório; muitos são doutrinados a crer
num “deus espírita” cruel, insensível e sem
afeição que não perdoa ao transgressor, antes o
lança num eterno círculo kármico de maldades e
reencarnações. MENTIRA!!! MALDIÇÃO DAS TREVAS!!
MENTIRA DITA POR SATANÁS NO EDEN: “VOCÊS NÃO VÃO
MORRER...SERÃO IGUAIS A DEUS...”. A verdade dita
por Deus: “Deus amou o mundo de tal maneira que
deu seu filho unigênito, para que todo aquele que
nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna...”
(Jo 3:16). Aquele que nisso não crê já está
condenado;
III)
Não crer na Bíblia como sendo a Palavra de
Deus, intitulá-la como sendo contraditória, de
origem - meramente - humana, destituída de
autoridade e caráter proféticos. É-nos
sobremaneira difícil entender tais afirmações,
pois qual dentre todas as obras literárias
existentes foi tão provada, foi tão editada, foi
tão perseguida, é tão amada, é tão precisa, é tão
singular etc. É assombroso vê-la classificada como
simples obra da mão humana – mormente – por certos
aspectos contraditórios existentes nessa
afirmação: se fosse um livro escrito pelo homem
por que o homem imputaria a si mesmo tamanha e
insana degradação e juízo (“Todos pecaram e
destituídos estão da Glória de Deus” [Rm 3:23]) e
ainda defende-se como reto diante de Deus????; se
fosse um livro escrito por homem por que ele – O
HOMEM - condenaria veementemente a idolatria (“Não
farás para vós imagem alguma...” [Ex 20])
porquanto vivemos num mundo onde se adora a toda
criatura em imagem em detrimento do Criador????;
se fosse um livro escrito por homem por que se
afirmaria a existência de um Criador, gerador de
tudo o que há (Col 1:16) e nadamos livres e
tranquilos nas águas sombrias do evolucionismo
darwinista????; se fosse um livro escrito por
homens..então chegaríamos à lôbrega, triste e
infortunada certeza: A criatura criou ao Criador
(Meu Deus! Misericórdia Senhor!). Há muitas outras
contradições nisso, todavia meditemos em II Tm
3:16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada...”
Mas, meus queridos, o que nos importa revelar e
relevar nessa mensagem são as nossas motivações,
pois sabemos que aqueles homens – discípulos - que
viveram como nosso Senhor Jesus não morreriam por
nenhuma mentira dita por Jesus. Ele disse que iria
ressuscitar e RESSUSCITOU!! Aleluia! E disse-nos
também que voltaria para nos buscar, e Ele é fiel
e justo e verdadeiro para cumprir a Sua Palavra,
essa é nossa motivação existencial, esse é o
motivo de nosso viver, essa é a bendita esperança
da Noiva. Leiamos:
Jo 14:1 “Não se turbe o vosso coração, crede em
Deus, crede também em mim na casa de meu Pai há
muitas moradas...”;
II Ts 4:16 “Por que o Senhor mesmo, dada a sua
palavra de ordem, e ouvida a voz do arcanjo, e
ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus...”;
Rm 8:18 “Por mim tenho por certo que as
tribulações do tempo presente não são para serem
comparadas com a glória que me nós há de ser
manifesta.”;
Ap 22:20 “Aquele que testifica estas coisas diz:
eis que cedo logo venho! Amém, ora vem Senhor
Jesus.”;
Ap 19 “E is que vi um grande sinal no céu, um
cavalo branco e o seu Cavaleiro se chamada Fiel e
Verdadeiro...seguiam-nos todos os exércitos do
céu...vestiam linho branco, puro e finíssimo (A
IGREJA DE CRISTO)”
ETC...ETC...ETC....ETC
Qual o motivo da tua existência????
Qual o motivo que te faz caminhar sobre esta Terra?
Qual o motivo que te projeta ao futuro?
Se tua vida é motivada pela fé em Cristo Jesus (Gl 2:20), Paz seja
contigo, aguarde porque Ele está chegando, e te
vai chamar pelo nome, e te vai levar às moradas
eternas...Aleluiaaaaa!!
Entrementes, meu amado, se tua vida é conduzida pelas fugazes, insólitas
e corrosíveis realidades duma existência que não
vê nada além túmulo, cujas concretitudes pautam-se
meramente pelo hoje, cujas esperanças estribam-se
na tétrica e irreal perspectiva de voltar aqui
para pagar ou sanar danos passados, enfim...se tua
vida é tão sem real motivação...Aceite, agora a
Jesus como Senhor e Salvador de tua vida, e
experimente o que é verdadeiramente ter razão e
motivo para viver e continuar vivendo em Cristo
Jesus para toda a eternidade.
Sejamos uma Igreja motivada!
Paz seja com todos!
Ir Carlos.
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PERDA
DE IDENTIDADE
“...mas a todos os que o receberam, a saber, os
que creram no seu nome deu-lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus...” (João 1-12)
A Paz
do Senhor Jesus lhes seja abundante, amados
irmãos!
É muito interessante como o Evangelho é-nos de
extrema simplicidade, revelado primeiro aos
pequeninos e humildes de coração. Somos nós que,
muitas vezes, o tornamos complexo demais. O Senhor
nos dá oportunidade de compreensão de muitas
verdades espirituais mediante, até mesmo, a forma
com que ordenamos nossas vidas.
Sim existe nas criaturas caídas, sejam homens,
sejam anjos, certo conceito de ordem que não lhes
é inato, pois nada podem criar. Na verdade os
anjos caídos buscam ter certo ordenamento,
constituição: “Principados, potestades etc”,
porque viram isso no céu em que, um dia,
habitaram.
A nós também, posto que afetados pelo pecado,
restou-nos certo conceito ético-existencial –
deixado pelo Criador – como possibilidade de nos
suprir sobrevivência e coexistência, ou seja, se o
Senhor não nos permitisse – por misericórdia – ter
certa noção de comportamento e respeito...nos
destruiríamos.
Vejamos o que queremos dizer por ordem: tudo em
nossa sociedade parece-nos exigir regra, lei,
REGISTRO NUMÉRICO, sim observe que, à sua volta,
existem pessoas – salvo exceções – registradas,
cadastradas, catalogadas, são os CPFs, RGS, REs e
tantos outros Sistemas de Identificação Numérica,
os quais, se por um lado nos parecem cansativos e
burocráticos, por outro facilitam a identificação
de quem age de modo honesto, idôneo, correto,
dentro do mundo em que vivemos.
Mas não nos queremos deter somente neste aspecto
de identificação mundano, sabe amados, quando
nossos pais caíram no pecado no Éden, perdemos
três bens divinos:
1º - A vida carnal, até então perfeita;
2º - A vida espiritual com o Senhor, até então
santa;
3º O direito à propriedade – Terra – até então
imaculada.
Contudo reconhecemos que os três direitos acima
expostos denunciam uma perda maior: Nossa
Identificação como Filhos de Deus, sim fomos
criados à imagem e à semelhança do Pai, e a nós, e
tão somente a nós, como filhos de Deus, foram-nos
dados tais direitos. Contudo sujos pelo pecado,
destituídos da Presença do Senhor, afetados pela
morte..passamos a viver sem identidade; compare
tal fato com as pessoas em nossa sociedade, as
quais perdem por algum motivo o direito de serem
identificadas com documentos que lhes legitime a
cidadania - é horrível – tais pessoas passam a
viver sob a marca da marginalidade social, são
impedidos de receber ou usufruir muitos benefícios
legais, são impedidas de adentrar em determinados
lugares, não podem exercer direito de voto ou
opinião, podem ser impedidas de receberem o que
lhes é devido, etc, etc, etc.
Lembro-me de que, determinado dia, pregava o
Evangelho no Sistema Prisional e, em dado momento,
o Espírito de Deus levou-me a declarar àqueles
homens que eles haviam sido privados de um bem
precioso o próprio nome, sua essencial identidade,
pois ali na cadeia eram tratados como meros
números sem valor, eram tidos como nada, eram
vistos como ninguém.
Entrementes eis que lhes trago Novas de grande
alegria, nasceu o Salvador, o Cristo, o qual, numa
cruz infame, açoitado e ferido injustamente,
também não foi identificado pelos que amou. Mas
continuo com as Boas Novas de Alegria infinda, Ele
morreu...todavia ressuscitou, vive, reina e
reinará para todos o sempre, e a Palavra de Deus
diz que o Pai lhe deu um nome, uma identidade que
está acima de todo o nome, e, ao seu nome, todo
joelho nos céus, todo joelho na Terra, todo joelho
debaixo da Terra se dobrará e reconhecerá que
Jesus Cristo é o Senhor para a Glória de Deus Pai
(Fl 2:10).
Não acabou ainda, você, meu irmão, você que me lê
– nestas singelas linhas – pode ter sua
identificação restaurada junto ao Pai, porquanto
diz a Escritura que o Pai nos deu um novo nome,
somos filhos do Altíssimo. Aleluia!
Lamentamos apenas que o diabo, copiando as obras
de Deus, também criará um Sistema de Identificação
Escravista sobre a Terra, a fim de ser adorado por
todos quantos ficarem neste planeta depois do
arrebatamento.
Amada Igreja, a identidade do Éden é passado, os
números do presente não nos importarão, o que
verdadeiramente nos será de valor inestimável será
ouvir do Senhor: “E eles serão o meu povo, e Eu
serei o seu Deus...”
O seu nome já está registrado no Livro da Vida de
Deus?
Não?
Registre-se hoje!
Os Cartórios são as Igrejas sérias que pregam a
Salvação.
Os Escrivões são os Santos Anjos.
A caneta é de ouro.
A tinta é o Sangue do Cordeiro de Deus.
Registre-se hoje, porque o Cartório da Graça está
prestes a mudar-se de endereço: A NOVA JERUSALÉM
CELESTIAL.
Aleluia!!!!
Paz seja com todos!
Ir Carlos.
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Desembaraço
“Nós também posto que estamos rodeados de tão grande nuvem de
testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que de perto nos
rodeia e corramos a carreira que nos está proposta, olhando para
Jesus: autor e consumador de nossa fé.” (H 12:1)
Queridos, um dos maiores problemas que temos nos dias atuais e, por
que não dizer, no curso da historicidade humana, trata-se da
dificuldade em se viver o dia de hoje, sem angustiarmo-nos com o
amanhã, com o pecado de outrora, com os embaraços da vida – que
muitas vezes nos tolhem, nos dificultam o acesso a Deus.
Vemos uma multidão de gente correndo atrás do vento, como escreveu o
Rei Salomão, no Livro de Eclesiastes, num momento em que ele estava
afastado do Criador, nada lhe completava, nada lhe satisfazia, nada
lhe trazia felicidade... apenas desespero e desesperança.
Dividas, confrontos, lutas, pecados, a carne, o mundo, o diabo...
parece-nos que tudo se volta contra nós, vivemos sob a escravidão de
uma tecnologia que, se por um lado trouxe vários benefícios
(velocidade de comunicação, por exemplo), por outro nos tornou
reféns de um sistema que nos cobra a feitura de mil tarefas
simultaneamente.
Vivemos num ciclo sem fim: toca o despertador (hoje bem substituído
por um celular – que faz tantas coisas absurdas! Antes só
telefonava!), levanta, faz a higiene, toma café, pensa... pensa,
sai, vai ao trabalho... pensa... pensa... computador, digita,
digita, digita... telefone... telefone, atende a um, atende a outro,
problemas, problemas, problemas... pensa... pensa... pensa, almoço –
correndo – trabalho, computador, digita, digita, digita, telefone,
telefone, pensa, supermercados, carro, trânsito, pedestres, buzina,
ofensa, cansaço, cansaço, cansaço... deita e levanta e.......
Misericórdia!!!!!!!!!!!!!!!)
Alguém até compôs uma música, como grito de alma aflita e dizia:
“Pare o mundo que eu quero descer....”
Amados, nós não podemos viver assim por muito tempo, devemos ouvir a
voz doce do Espírito Santo, lembrando-nos das afáveis palavras de
Jesus: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados
e eu vos aliviarei...”
Devemos nos lembrar de Marta e de Maria, uma assoberbada de
afazeres, corria de um lado para outro, a outra se sentou... calma,
a ouvir o Mestre.
Todavia, destacamos que os mais lacerantes obstáculos e embaraços de
nossa existência são os abrigados na alma, inquieta e ferida alma.
Pare! Olhe para o céu, lembre-se de seu criador! Ele ama você e quer
ser ouvido! Acalme a sua alma!
Dentro deste assunto, há poucos dias, o Senhor nos fez entender que
as muralhas de Jericó representavam muito mais do que um simples
obstáculo de alvenaria, pedras, cimento ou barro; representava muito
mais do que uma cidade amuralhada no caminho. Na verdade, fez-nos
entender o Senhor que Ele, como Deus Soberano, poderia fazer Israel
contornar Jericó, rumar em direção ao interior da terra prometida,
sem muitos percalços, sem turbulências, sem enfrentamentos.
Mas imaginemo-nos no lugar daquela geração de
israelitas...conquistando uma terra fértil, contudo tendo atrás de
si a presença constante de um inimigo, na verdade o inimigo ainda
estaria em seus termos, ou seja, dentro do território conquistado.
Queridos estamos falando de embaraços, problemas, dificuldades e
pecados... verdadeiras muralhas que nos trazem danos espirituais
terríveis, que nos fustigam e afligem-nos o ser.
Assim sendo, entendamos Jericó como tudo aquilo que – como embaraço
– permanece a nos incomodar, latente em nossa vida, em nossa alam,
porquanto até pior do que as lutas do dia são as muralhas
invisíveis, os pecados não confessos, as mazelas não curadas.
O Senhor não nos permitirá seguir rumo á nossa terra prometida –
JERUSALÉM CELESTE – sem antes nos ver vencer as muralhas dos
embaraços da alma.
Amados, sente-se com o Mestre, não se permita abrigar embaraços na
alma, faça como o Apóstolo Paulo: “ ...uma coisa faça é que me
desembaraçando das coisas que para trás ficam... caminho para o
alvo, para o prêmio soberano da vocação em Cristo Jesus”.
Paulo não ignora os seus Jericos, antes aprendeu a confiar na Graça
do Senhor e a depositar seus problemas aos pés da cruz de Cristo.
Amados, talvez tenhamos de fazer tombar, a cada dia, uma Jericó em
nossas vidas, mas essa é a fórmula de caminhar desembaraçado.
A confissão de nossos pecados é uma forma de se fazer combalir,
tombar as muralhas que nos querem obstar uma vida na presença do
Senhor, pois sabemos que: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é
fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar de toda
injustiça.” (Jo 1:9).
Sim, haverá dúvidas se as muralhas cairão, sim haverá aqueles que
desmaiarão ao nosso lado dizendo que não aguentam mais, sim haverá
os pés feridos pelo rodear – estrategicamente – Jericó, todavia não
nos esqueçamos de que Deus (lembrem-se de que a Arca do Conserto
estava com Josué e o Povo) estava com eles naquela jornada.
Querido irmão, querida irmã, Deus está contigo, não esmoreça, não
desista, faça calar toda a angústia e deposite sua vida em Jesus,
busque o calor afável do Espírito e você verá todas as muralhas,
todo embaraço ruir e descansarás como o salmista: “...deitar-me faz
em verdes pastos, guia as minhas veredas a águas tranqüilas...” (Sl.
23).
Ouça a voz do Espírito que hoje, agora te diz; “Não temas eu sou
contigo, eu te amo, nunca jamais te abandonarei, descanse em
mim...meu filho!”
“...e que o Senhor te dê a Paz!”
Graça e Paz
Ir Carlos.
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A FÉ GERADA
“De sorte que
a fé é pelo ouvir, e ouvir pela Palavra de Deus” (Rm 10;17)
Amados irmãos, a Paz do Senhor Jesus lhes seja abundante!
Uma das maiores pérolas luzentes da literatura veterotestamentária,
ou seja, do Antigo Testamento, sem dúvida, é o Livro de Rute.
Trata-se de um dos poucos livros que, a exemplo de Ester, Josué e os
Profetas, levam o nome de seu personagem humano central: Rute, uma
moabita, originária da terra de Moabe. É uma das histórias mais
comoventes e profundas na vida de Israel, no passado, pois os
acontecimentos do Livro de Rute se dão, decorrem em meio ao período
de trevas dos juízes (Débora, Gideão, Sansão etc), momento em que a
nação de Israel vivia um período cíclico de queda, opressão, clamor,
livramento e paz...queda, opressão, clamor, livramento e paz, qual
seja, Rute é luz em meio às trevas da obstinação de Israel. Na
verdade, a plena compreensão do Livro de Rute só é possível se
olharmos os fatos sob a luz da tipologia bíblica, sob o prisma das
figuras que apontam para o futuro, sob a ótica que nos remete a
Israel, à Igreja e ao Noivo: Jesus.
Assim se dão os fatos históricos: Elimelque, homem da região da
judeia, juntamente com sua esposa, Noemi, e seus dois filhos: Malon
e Quilion, em razão de severa fome na terra de Israel, ruma para
Moabe, país vizinho (e cuja origem remonta à vida de Ló, sobrinho de
Abraão), ali se instalam, e seus filhos se casam com duas jovens
moabitas: Orfa e Rute. Contudo, lacerante tragédia atinge a família:
Elimeleque, Malon e Quilion morrem, e restam então três viúvas, três
destinos incertos, três vidas sem amparo humano. Noemi, depois de
tal infortúnio, e ao saber que havia possibilidade de sobrevivência
em sua terra natal, Israel, decide voltar e, no retorno, sendo
seguida pelas duas meninas, declara-lhes: “...voltem para seu povo,
para sua terra, pois não lhes posso ajudar, não me restam filhos
para lhes dar...”. Orfa gosta de Noemi, mas por amar Moabe...regressa.
Rute, porém gosta de Moabe, mas ama Noemi e lhe faz uma das mais
belas declarações de fidelidade e amor: “Não me inste que te deixe,
nem me obrigues a não seguir-te, aonde fores irei, onde pousareis,
pousarei...o teu ovo é o meu povo, e o teu Deus é o meu Deus, onde
morreres, morrerei eu e ali serei sepultada, faça-me o Senhor o que
bem lhe aprouver se outra coisa a não ser a morte me separar de ti.”
(Rt 1:16)
Assim, Rute, acompanha Noemi, e mais, orientada por ela, vai colher
cereais no campo de Boaz, homem possuidor de vasta plantação,
benevolente, parente próximo e apto a resgatar, segundo a Lei, a
Rute, ou seja: tomá-la como esposa e gerar descendência e
perpetuidade à família de Elimeleque. Duma cativante aproximação de
amor, Rute casa-se com Boaz, tem um filho chamado Obede que dá
origem a Jessé, que dá origem ao rei Davi, ou seja, Rute torna-se
ancestral do Senhor Jesus.
Glória a Deus por tal história, sim, devemos ver Rute como uma
figura da Igreja, porquanto estrangeira, liga-se a Israel por
adoção, busca o refúgio do dono da colheita, Boaz (JESUS) e dá vida
a um filho cujo nome significa “adorador”. Aleluia!
Todavia, amados, o objetivo desta mensagem é tecer destaque a um
fato que se nos passa despercebido: a fé gerada em família, sua
qualidade, sua recepção, seus resultados.
Por fé gerada em família, destacamos o fato, não declarado, mas não
impossível, de que tanto Malon como Quilion são homens criados num
lar israelita, num lar que devia ser submetido à Palavra de Deus,
sob as orientações de um pai temente ao Senhor. Seria então razoável
crer que os filhos de Elimeleque – Malon e Quilion – ao se casarem
se tornariam transmissores de sua fé às esposas: Rute e Orfa.
Porém podemos – sem criar heresias por falta de correta visão
escriturística – analisar a fé das meninas manifesta em suas
atitudes: A fé das duas foi gerada no lar, entretanto com que
qualidade? Afinal, como receberam a Palavra de Deus? Teriam sido
orientadas sobre a existência de um só Deus Soberano e Magnífico,
Sempiterno....etc etc etc?
Tal cogitação baseia-se na tomada de decisão de ambas: Orfa volta
para as trevas do esquecimento histórico em Moabe, volta para um
povo que – mais tarde seria julgado com severidade por Deus – volta
para os falsos deuses de sua terra, volta para ser esquecida; Rute
ingressa na vida e na história do povo de Deus, e torna-se,
juntamente com mais três mulheres, parte da genealogia do Salvador,
torna-se fantástica figura da Igreja, torna-se exemplo de piedade,
submissão, e amor incondicional.
Amada Igreja, será que a transmissão da fé encontrou falha na vida
dos homens da casa de Elimeleque? Será que a falha de um e o sucesso
de outro foram fundamentais ao futuro das jovens? Será que a posição
final de ambas foi de sua íntegra e unilateral vontade?
Apliquemos tais ocorridos em nossa vida:
- Que tipo de transmissor de fé somos?
- As pessoas que nos cercam desejam conhecer e prosseguir em
conhecer ao Senhor?
- Que tipo de receptores da verdade somos?
- O chamado do passado no mundo pode nos fazer voltar às trevas?
- Somos como Rute: submissos, dispostos, entregues, impactados...?
Infelizmente, tal realidade está a ocorrer em nossas vidas, em
nossas famílias, em nossa Comunidade; vemos muitas pessoas que – ou
por não receberem um exemplo digno de fé, ou por estarem
interessadas pelo exemplo que recebem – a despeito de ser cheio de
dignidade – voltarem, descrerem da Palavra, amarem o passado,
desejarem a comida e a água de Moabe.
Que o Senhor nos faça luz e sal como transmissores de genuína fé –
dentro e fora de casa – dentro e fora do Templo – dentro e fora de
nós, que o Senhor nos preserve ou gere um espírito de excelente
quanto foi o de Rute. O resultado dessa fé verdadeira será que nós
seremos e geraremos “Verdadeiros Adoradores”.
Graça e Paz lhes sejam abundantes!
Ir Carlos.
Evangelista e professor de teologia da Igreja Apostólica Cristã
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Razão: amiga ou inimiga da verdade e da vida espiritual?
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela
compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício
vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto RACIONAL (grifo
nosso)...” (Rm 12:1)
Amados irmãos, Paz de
Cristo seja convosco!
É comum nos dias atuais
contemplarmos líderes evangélicos abominarem quaisquer tipos de
relacionamento com a Teologia, ou com o estudo sistemático das
escrituras Sagradas. Muitos inclusive com o uso (abuso) insano e mal
interpretado de versículos isolados alegam: “Está escrito o muito
saber é cansaço e enfado...” Ignorando, por arbítrio, que tal
passagem se refere ao saber mundano, vazio e perecível e não à Santa
Escritura.
Talvez possamos aqui
denunciar algumas das razões que conduzem certas almas ao
negligenciar do estudo, ou seja, de alimentar a razão. Podemos
denunciar tais razões:
1º) Falta de tempo e
condições financeiras, fisiológicas, temporais, culturais etc;
2º) Negligência
voluntária, ou preguiça espiritual;
3º) Acomodação na
concepção do: “Já sou salvo mesmo!!!”
4º) Torpe intenção,
malignidade e desprezo pelo belo trabalho empreendido por almas
piedosas no discernimento das Santas Palavras;
5º) Dependência
excessiva de outros homens ou do Espírito (sendo que os espíritos
que surgem nem sempre são Santos), quanto ao entender da Bíblia;
6º) Falsa autonomia e
concepção egoística das realidades escriturísticas que pode ser
levado às raias de entendimentos absurdos e desvarios insanos;
7º) ETC.
Muitos, como vimos, são
os motivos que podem levar alguém a se abster de buscar compreensão
teológica das verdades divinas insertas na Palavra de Deus, todavia
um número maior ainda de danos emocionais, morais, espirituais e
eternos surgem dessa negligência – voluntária ou não.
Vivemos um momento em
que pensar parece nocivo, não são admitidos questionamentos. Frases
de impacto, mas vazias são lançadas por aqueles que – de modo
ignorante ou pensado – defendem posicionamentos contrário à sã
doutrina:
“Não toque no ungido de
Deus!”, “A multiforme sabedoria de Deus, irmãos!”, “Cuidado para não
pecar contra o Espírito, irmão!”, “As promessas têm de ser
cumpridas, Igreja!”, e tantas outras das quais já estamos cansados.
Ministrações vazias de
conteúdo espiritual voltam-se mais para os nossos anseios e desejos,
culto deixou de ser para adorar a Deus, templo tornou-se lugar em
que Deus tem de falar o que quero ouvir, louvor se tornou barulho
cheio de letras e rimas enfadonhas (heréticas e egocêntricas), lugar
bom é onde me sinto bem, literaturas mundanas cheias de psicologia e
curandeirismos enchem nossas livrarias, e digo isso com imperiosa
autoridade, porquanto – dia desses – dirigi-me a uma dessas galerias
evangélicas e pedi uma obra (Não exatamente a Bíblia!) que falasse
de salvação, a fim de evangelizar alguém, sabem qual foi o
resultados?!...não havia nenhuma. Meu Deus!
Porém, antes que você
se entristeça, ou perca as esperanças, saiba: desde nossos pais no
Edem – o homem sempre teve o uso da razão e do conhecimento como
fonte fundamental de seu relacionamento com Deus. Se fomos criados à
imagem e semelhança de Deus, devemos saber que Deus também tem razão
e inteligência e atua segundo sua razão e sabedoria, ainda que
devamos exaltar que os atributos divinos são perfeitos em distinção
aos nossos: finitos e imperfeitos.
Mas sendo assim, por
que temos aversão e desprezo pela busca de conhecimento de modo
racional? Por que damos ênfase a espiritualidades contrárias às
doutrinas bíblicas? Por que permitimos tantos lobos vorazes
solaparem nossas consciências e nos furtarem a oportunidade de
ouvirmos a sabedoria que vem do céu?
Nós podemos e devemos
dar um basta a essa vida cristã fragilizada, fragmentada, patológica
e dependente daqueles que não têm compromisso com a Verdade, e isso
é possível se fizermos o que Paulo pede em Romanos 12:1,
apresentando nossos corpos e mentes em sacrifício ao Senhor, numa
disposição mental racional para conhecermos ao Senhor e a sua boa,
perfeita e agradável vontade.
Se hoje temos líderes
perversos que não se admitem serem sondados, lembremos de Paulo e
dos maravilhosos irmãos da Beréia, porque, enquanto Paulo
pregava-lhes o evangelho, eles examinavam tudo nas escrituras para
verem se de fato Paulo lhes falava a verdade, e eu creio que Paulo
amava isso, pois sabia que ali haveria uma igreja sábia no
conhecimento de seu Deus.
O Senhor Jesus
declarou: “E conhecereis a verdade e a verdade. A verdade é a
palavra de Deus que liberta, salva, vivifica, gera fé, nos faz
amadurecer, nos aproxima de Deus, nos limpa, nos livra das garras do
inimigo, nos desescravisa dos grilhões dos estelionatários e
videntes da falsa fé que nos anunciam paz em tempo de guerra,
avivamento em tempo de apostasia, restituição e bênçãos, mas não
falam de pecado, não falam de salvação, não pregam a Cristo...etc.
Sendo assim amados, se
o nosso culto é racional, é inteligente, requer raciocínio, clama
por conhecimento, pensa, questiona as inverdades.
Assim queridos, a
razão, aliada ao conhecimento, nunca jamais será inimiga da fé, ao
contrário, dá à fé segurança, legitimidade, alicerce espiritual
sadio, esperança na Glória vindoura.
Muitos são os que se
decepcionaram com as pregações maniqueístas, esquizofrênicas,
psicopáticas, anêmicas, espiritualistas, enfermas e se foram para
longe de Cristo não entendo que quem falhou – voluntariamente ou não
– foram os homens, não Jesus.
Possamos nos manter em
Cristo Jesus com uma busca racional perene, vigorosa e santa para
tentar resgatar os que se desviaram sem conhecimento e para tentar
salvar os que ainda não tem como usar a razão para conhecer o
Salvador e conseqüentemente não tem razão para viver.
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Posso ouvir os passos
do meu Noivo
“Então o reino de Deus será
semelhante a dez virgens que tomando suas lâmpadas saíram ao
encontro do noivo. E eram cinco prudentes e dez loucas... Mas, à
meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro"
(Mateus 25.6).
Querida Igreja, o texto acima
acentua-nos a parábola das virgens prudentes, tal mensagem
é muito conhecida no meio cristão e na maioria das interpretações
propaladas distingue-se a identidade das virgens como noivas
desposadas com Cristo e representantes da Igreja, pelo que
cinco delas diligentemente aguardaram a vinda do noivo e
cinco desdenharam da perspectiva vindoura do amado. Não
nos é imperioso, na presente mensagem, pormenorizar defeitos,
quedas, dificuldades individualizadas dos membros das igrejas,
antes sejamos cientes de que, nos parece palpável e tangível,
que o erro fatal e mórbido a ser abraçado pelas virgens
néscias é o desvio doutrinário-escriturístico cujos fundamentos
são:
1)
Práticas heréticas;
2)
Visão míope do Evangelho;
3)
Igreja orientada por métodos;
4)
Emocionalismo;
5)
Falsa espiritualidade;
6)
Práticas judaizantes;
7)
Busca pelo reino terreno;
8)
Egocentrismo.......................
9)
ETC.
Mas este, como enfatizado, não é o basilar interesse da
presente mensagem, deseja-se aqui evidenciar o porquê crucial
da necessidade de retorno aos princípios bíblicos pelos
quais nossos irmãos do passado escreveram – com o esvair
da própria existência, muitas vezes martirizada – as histórias
mais pujantes, mais belas, mais ardorosas do cristianismo,
deseja-se aqui bradar: “JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO!”
No presente momento, não nos deteremos ao sondar das particularidades
das virgens, porém destacaremos os ardis de nosso milenar
inimigo: Satanás.
Estamos contemplando um momento único na historicidade humana,
sente-se o clamor uníssono dos povos por paz, segurança
e principalmente: um líder, já que – deliberadamente – rejeitarão
o domínio do Rei dos reis e Senhor dos Senhores.
Com base nessas expectativas que prenunciam, cremos, o retorno
do Noivo Jesus, observemos a urdidura do maligno:
Satanás tem propósitos de domínio e adoração mundial, integral
e unilateral, bem como destruir a nação de Israel para evitar
o retorno terreno de Cristo, e para tanto, promove:
a)
Globalização, ou seja, aproximação, fusão ou criação de
blocos econômicos – cuja crise já nos deu mostra de como
somos interdependentes - com base em moedas fortes como
o Euro;
b)
Criação de uma rede comunicação interligada sem fronteiras
e disseminadora de doutrinas demoníacas (Apresar de poder
ser veículo de propagação do Evangelho, embora seja mal
utilizado por tantos crentes!);
c)
A existência de uma religião mundial ecumênica, mesclando
judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo, taoísmo e outros
“ismos”, sobre a qual o Vaticano tem domínio;
d)
A manipulação de massas com inverdades tais quais o “aquecimento
global”;
e)
A distribuição estratégica de seus discípulos nos cargos
de confiança e governo: Maçons nos governos e chefias, por
exemplo;
f)
A promoção da antiga cultura romana do “pão e circo”, satisfazendo
os mais rudimentares desejos do populacho, impedindo-o de
pensar;
g)
O enfraquecimento – mediante perseguição implacável: coletiva
ou individual - das Igrejas que buscam perseverar na sã
doutrina, solando-as com misticismos, curandeirismo e práticas
cúlticas antibíblicas;
h)
O secular espírito do anti-semitismo, ou seja, um sentimento
ignóbil, perverso, infundado de ódio contra o povo judeu;
i)
E, com ênfase, destacamos que o diabo anseia pelo coroamento
do Anticristo.
Não amados, não nos é nenhum sonho, ou devaneio, ao contrário,
as esperanças mundiais quanto ao surgimento de um líder
são hoje mais tangíveis do que nunca o foram. Há dias, fomos
surpreendidos com a criação de super-herói: “O Super Obama”.
Não, não é gracejo ou brincadeira, pois nos chamou a atenção
o fato de que tornaram o presidente norte-americano um líder
capaz de promover a paz, fazer sucumbir as lacerantes problemas
dos povos, unificar idéias, enfim, um quadro verossímil
e perfeito do abominável que esta por vir.
Igreja, apesar da aparente inocência daqueles de cujo ventre
emanou tamanha estultícia, loucura...há um fundo de razão
e profunda intencionalidade por trás, no oculto, nas trevas
abissais donde veio tal “herói”.
Nota-se que o mundo contemporâneo está pronto para receber
Satanás como seu mentor e pedagogo. Sabemos que amada noiva,
as virgens sábias e prudentes não contemplarão o fatídico
desfecho dessa história(Porque irão habitar a nova Jerusalém!)
...contudo...há cinco noivas imprudentes...há cinco noivas
despreparadas...há cinco noivas que vão se esquecendo de
que uma lâmpada só permanece acesa se possuir óleo: a Santa
presença do Espírito Santo, um pavio: nossa comunhão
com o Pai, e o fogo: a chama ardente de Deus a nos manter
no Caminho, na Verdade e na Vida.
Igreja
amada, observai as Escrituras, provai os espíritos, ponderai
os caminhos, refleti sobre a Glória vindoura, esperai vigilante
porque: “...à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo!
saí ao seu encontro...”
Maranata!
Aleluia...as
lágrimas vertem em meu rosto!
Paz
seja com todos!
Pois
breve vem a nossa redenção!
Irmão
Carlos.
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TORRE DE BABEL DE
HOJE
“Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre, cujo
cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para
que não sejamos espalhados sobre a face da terra.
Então desceu o Senhor, para ver a cidade e a torre
que os filhos dos homens edificavam; e disse: Eis
que o povo é um, e todos têm uma mesma língua, e
isso é o que começaram a fazer; e agora não haverá
restrição para tudo o que eles intentarem fazer.”
(Gn 11:4-6)”
Amada Igreja, Graça e Paz...
Sem dúvida um dos aspectos, senão uma
das principais maravilhas das escrituras, é a Profecia,
mas não somente aquela que se entende mediante os dizeres
dos santos profetas do Senhor, tais como: “E veio a mima
Palavra do Senhor...”. Temos de entender a Profecia bíblica
sob vários pontos, instrumentos, alvos etc.
Como definição a Profecia pode muito bem ser definida como:
“A história contada antes da história”.
No que se refere aos alvos proféticos podemos entender:
Profecias messiânicas, profecias para a Igreja, profecias
para Israel, profecias para os gentios, de alcance pessoal,
coletivo ou mesmo universal etc.
Quanto à manifestação da predição, ou seja, da profecia
podemos encontrá-la através da boca dos servos do Senhor
– como no Velho Testamento – através de fatos etc.
O texto que encabeça esta mensagem tem, sob à luz de boa
análise, uma projeção profética magnífica e que abraça,
perfeitamente, a ideologia do mundo em que vivemos, contemporâneo.
Sabemos que, depois do dilúvio, Noé e seus familiares foram,
pelo Senhor, comissionados, designados a repovoar a Terra
e, obviamente, isso só seria possível mediante a observação
restrita e total das ordens de Deus, sendo que tinham uma
só linguagem e o mundo para desbravar e habitar. Mas tinham
de se espalhar sobre o globo terrestre, construir identidades
sociais, e - principalmente - manter comunhão com o Criador.
Contudo, sob a supervisão e direção do diabo, voluntariamente,
aqueles, nascidos pós-dilúvio, lançaram a semente da ideologia
que dirige nosso mundo até hoje, rebelaram-se contra Deus,
exaltaram-se, projetaram a edificação de uma sociedade em
que o homem seria o centro: antropocentrismo.
Sim, analisemos o texto, com uma visão espiritual:
“...edifiquemos...”
Trata-se de um conluio, de uma associação rebelde em que
Deus é deixado de fora, ou seja façamos nós, não dependamos
de Deus;
“...uma cidade...”
Uma habitação de origem, forma e fundamentos humanos, que
espelha as origens da sociedade cujos poderes e direções
servem a Satanás;
“...uma torre cujo nome toque nos céus”
Configura-se a busca por exaltação, enlevo do gênero humano,
ser divinizado, qual seja, o mesmo pecado perpetrado por
Lúcifer quando buscou os lugares celestes elevados e de
lá foi precipitado. Então não é difícil compreender quem
era o engenheiro da obra;
“...façamos um nome...”
Qualquer nome que nos exalte aos céus, de nosso modo, através
dos deuses que criarmos, seja Buda, seja Ghandi, seja Maomé,
seja Zoroastro, seja o que for que nos eleve aos céus...exceto
um Nome: Jesus;
“...não sejamos espalhados...”
Soberba, arrogância, presunção, desobediência declarada
às ordens de Deus.
Não seria esta blasfema sociedade um reflexo passado do
mundo em que hoje vivemos?
Não estaria nossa sociedade, mediante as mesmas concepções,
ideologias e influências demoníacas reedificando a torre
de Babel, senão observemos:
“...edifiquemos...”
Estão projetando uma morada rebelde na qual um rei maligno
blasfemará o nome do Senhor;
“...uma cidade...”
Uma sociedade unificada em torno de uma só moeda, um meio
de comunicação que desfaz barreiras, uma só religião;
“...uma torre cujo nome toque nos céus”
Poucas foram as gentes que se postaram tão arrogantes e
soberbas e que imaginaram exceder os céus em razão de seu
conhecimento e cultura a atual geração;
“...façamos um nome...”
Esse tópico seja mantido e apenas se lhe acrescente: Afinal
todos os caminhos levam a Deus e se nenhum levar também
não nos interessa. Qualquer nome que nos exalte aos céus,
de nosso modo, através dos deuses que criarmos, seja Buda,
seja Ghandi, seja Maomé, seja Zoroastro, seja o que for
que nos eleve aos céus...exceto um Nome: Jesus; Essa será
a religião mundial do Anticristo;
“...não sejamos espalhados...”
É comum ouvirmos hoje, aonde vai para o homem, ninguém pode
nos deter; se os amados irmãos continuarem a ler o texto
bíblico, verão as palavras do Senhor: “...e não haverá limites
para tudo que intentarem fazer...”. Foi por isso que Jesus
declarou: “Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém
se salvaria...”.
Assim, queridos, estamos céleres rumando para o término
da jornada humana sobre o planeta; está reconstruída a torre
de Babel; uniram-se contra Deus, nunca ouve tamanha influência
– sem restrições – demoníaca; uma nova era se instala; crescente
é os declarados ateus; querem o céu como troféu, mas não
para salvação segundo Jesus; expulsam Deus de suas vidas,
suas famílias, suas escolas, seus tribunais...suas mentes...seus
corações...enfim...
Observe os verbos:
“Eia (= vamos), edifiquemos...façamo-nos.. não sejamos...”
São totalmente voltados para si, momento algum dizem (no
passado ou no presente): busquemos ao Senhor.
É chegado o tempo, o tempo de nossa redenção, de nossa partida
para as moradas celestes, então que, em nossa alma, possamos,
com a direção do Espírito Santo, reescrever, dia a dia,
nossa história junto ao amoroso Pai, mesmo usando a mesma
estrutura textual:
“Eia, edifiquemos nós um altar de adoração ao Senhor, porque
Ele é bom, uma cidade espiritual cujos tijolos são cada
crente que celebrará o nome do Cordeiro pela eternidade
das eternidades, porque a Torre – forte refúgio – já está
nos céus: Jesus, e saibamos que termos um novo nome, para
que não, nunca jamais, sejamos tirados da presença daquele
que é Santo...Santo...Santo...Santo...
Santo...Santo...Santo...Aleluia! Glória a Deus! Louvado
seja o Senhor!
“Aquele que testifica estas coisas diz: Eis que cedo logo
venho. Amém!Ora vem, Senhor Jesus! (Ap 22:7)
Graça e Paz, querida Igreja de Jesus.
Ev. Carlos.
Prof.Teol. Igreja Apostólica Cristã
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Caim, o pai da religião
Buscar-me-eis, e me achareis, quando me
buscardes de todo o vosso coração. ( Jr
29.13 )
Há alguns dias, um homem, muito
amigo e queiro meu, sentando-se ao meu lado, e vendo-me
afirmar a um amado evangélico que o legalismo impositório
das mentes doentias que ocupam púlpitos nada tem a ver com
a simplicidade da Graça, inclusive e principalmente, quando
ofertamos e nos ofertamos a Deus. Este meu amigo, no intuito
de fazer parte daquele diálogo, perguntou-nos:
- Qual foi a primeira religião no mundo?
Pensei um pouco, e lhe disse que no plano inicial de Deus,
Adão e Eva ocupavam lugar e posição santos e afastados do
conhecimento de bem e do mal, contudo depois da queda –
insuflada pelo nosso inimigo – eles perderam o privilégio
de contato direto com o Criador, passaram a vagear sob a
tutela da irreversível perspectiva de haverem morrido espiritual
e – e posteriormente: fisicamente – em relação ao Pai.
Todavia, o coração do amoroso Deus nos os deixou desamparados,
ao sacrificar um animal inocente e cobrir a nudez consciente
do homem e da mulher, o Senhor mostrou-lhes que tipo de
culto de ação, de fé, de atitude era agradável a Ele (Deus)
para que os então caídos homens pudessem se reaproximar
dEle, evidenciando-lhes ali, naquele ato, o plano vindouro
da Cruz, na qual, Jesus, não só cobria os pecados do homem,
mas os retiraria para sempre, vestindo-nos de santidade
aos olhos do Pai. Sendo assim, Adão e Eva, não só se apossaram
deste legado, dessa instrução, mas também tinham a missão
de transmitir tal conduta a sua geração, e cremos que o
fizeram.
Entretanto, tão logo seus filhos, Caim e Abel, se apresentaram
diante de Deus para lhe oferecer culto, para se aproximarem
dEle, surgiu também – sórdida, funesta, nefasta, horrenda
– a religiosidade, fútil e vazia, inóspita e demoníaca.
Abel, por fé, pôs diante de Deus um sacrifício de um ser
inocente, declarando sua (dele - Abel) inutilidade em ofertar
algo que o justificasse, que o purificasse, diferente da
atitude de seu pai, Adão, no Éden, quando tentou se cobrir
com folhagens e, mesmo assim, sentia-se temeroso e envergonhado
ante ao Criador. Tal oferta Agradou as exigências do coração
e da Lei de Deus.
Mas....
Caim, em torpe e maligna atitude, destituído de fé, e em
plena desobediência, apresentou diante de Deus, com frutos,
que não devem ser vistos apenas como derivados de árvores
- mas como o fruto rebelde de suas mãos, o fruto de sua
intenção de se auto-justificar, a marca vilipendiosa, enganadora
e desprezível e vil da religiosidade humana a qual declara,
na face do Criador: “EIS AQUI O QUE DEVE SER ACEITO E FIM”.
Este embrião de malignidade, de soberba, de orgulhosa intenção
de fazer seu próprio caminho de retorno a Deus – afinal
religião vem de religare do latim e significa reunir a Deus
- atravessou os séculos da existência humana operando:
- o afastamento eterno do homem e Deus;
- o afastamento do homem do homem;
- guerras, lutas, perseguições que ceifaram milhões de pessoas;
- suicídios coletivos perpetrados por loucos desvairados;
- fome, morte e miséria de milhões;
- segregação insana de povos, raças, etnias;
- escravidão psico-somática-material de multidões;
- assassinatos, crueldades, vilezas e maldades inomináveis;
- etc, etc, etc.
Dentre alguns movimentos e combates religiosos horríveis,
podemos destacar alguns poucos:
- conflito árabe-israelense no Oriente Médio;
- guerra entre católicos e protestantes na Irlanda;
- a Kun Klux Klan nos EUA;
- o bizarro suicídio coletivo nas Guianas, promovido por
Jim Jones;
- as Cruzadas, que nunca jamais defenderam a causa de Cristo;
- a política inquisitória na Idade Média;
- etc, etc, etc.
E hoje, e nós, sim nós que defendemos ter o elo, o laço,
o Caminho de religação de Deus e o homem...sim, nós que
nos submetemos a regimes doutrinários...sim, nós que muitas
vezes ignoramos o clamor de almas aflitas em razão de elas
nos comungarem nosso mesmo ideal ou ideologia cristã...sim,
nós que nos tornamos pragmáticos com roupas, costumes, falas,
horários e comportamentos exteriorizados...sim, nós que
assistimos calados toda sorte de loucuras a favor da chamada
fé evangélica - que vão desde os emocionalismos grotescos,
das unções bizarras, dos bingos da fé, dos rudimentos externos,
da segregação entre denominações, da falta de amor dentro
de nossos lares, da falta de cura para nossas almas, e de
tantas e tantas outras coisas extravagantes e sem sentido
- sim e nós...que nos institucionalizamos...sim, nós que
nos religiosizamos...sim, nós...que talvez assim como Caim
estamos nos afastando do único Caminho...sim, nós o que
faremos?
Façamos o seguinte:
Primeiramente, vamos sentar e ouvir novamente o Pai dizendo:
“Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito
para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha
a vida eterna.” (Jo 3:16),
E: “vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados e oprimidos
e eu vos aliviarei. (de – grifo nosso: do medo, da dor,
da culpa...da religiosidade vazia e inócua)...” (Mt 11:29)
Depois, coloquemos em prática o amor prático, que transpassa
as fronteiras da religião, das férreas doutrinas, do comportamentalismo,
das aparências, como fez Jesus ao se dirigir ao se dirigir
á mulher samaritana, ao centurião de Cafarnaum, a mulher
tida em adultério, aos pobres, aos leprosos, aos miseráveis.
Todos estes sem lugar no plano religiosos...todavia com
segura e eterna guarida no coração do Pai celeste.
Com amor e carinho...sem religiosidade.
Paz e Graça a todos.
Irmão Carlos.
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Boas Novas
em Gadara
Segue
abaixo uma mensagem que cremos ser de edificação
aos que desejam emergir acima da institucionalidade "religiosa-evangélica"(Marcos
5.)
Certa
feita, segundo os relatos de Marcos, Jesus embarca numa
aventura pedagógica, ou seja, de ensino, juntamente
com seus discípulos, sendo que tal jornada tem como
ponto de partida o Mar da Galileia. Jesus, depois de ministrar
a uma multidão, adianta-se aos discípulos,
entra num barco – que cremos ser de Pedro –
e ruma, junto deles, mar-a-dentro, sabemos que em dado momento
o mar se torna violento, os ventos se revoltam e os discípulos
clamam para que Jesus os ajude, então Jesus repreende
os ventos e o mar e tudo se faz paz. Mas, o nosso foco não
se prende nesta passagem a não por um detalhe a ser
declarado mais tarde, na verdade nossa atenção
se volta para o que acontece posteriormente: Jesus e os
discípulos rumam para o outro lado e descem em Gadara,
região de estrangeiros, criadores de porcos. Ao desembarcar,
Jesus já em terra, contempla a vinda ferina, louca,
e possessa de um homem, possuído de milhares de demônios
que, segundo o evangelho, faziam-no tão violento
e incontível que aquele homem habitava em sepulcros
e ninguém passava por seu caminho. Declara-se ainda
que nada – nem cadeias, nem grilhões –
nada podia contê-lo, o possesso gadareno, arroja-se
aos pés de Cristo e os espíritos malignos
clamam a Jesus: Que temos nós contigo Jesus, Filho
do altíssimo, vieste-nos atormentar antes do tempo,
rogamos que não nos mande embora deste lugar! E já
que havia ali uma manada de dois mil porcos, rogaram poder
entrar neles, Jesus lhes permitiu, então os porcos
lançaram-se no despenhadeiro, afogando-se no mar.
Os porqueiros, vendo tudo, correram à cidade, chamaram
os moradores que, depois de contemplar tudo o que havia
ocorrido, rogaram a Jesus que deixasse suas terras.
Quais verdades se contemplam além da letra:
Primeiro: devemos entender o
fato de que só quem já passou pelas tormentas
da vida, com Jesus no barco, e sobreviveu, pois não
está pautado por um evangelho fragmentado, raso e
demoníaco, está pronto a enfrentar realidades
espirituais que necessitam de sabedoria, compaixão
e discernimento para serem entendidos;
Segundo: a pedagogia de Cristo
é de alcance triplo, qual seja, seriam ministrados:
os discípulos, o gadareno, os habitantes do local;
Terceiro: o que aquele gadareno representava
para os habitantes de Gadara, por que, ao invés de
rogar a Jesus que ficasse, pediram a Ele, Jesus, que fosse
embora??? Na verdade, com uma cogitação não
herética, podemos entender ao menos que o gadareno
era como um trunfo, um refúgio psicológico,
uma necessidade espiritual a todos os gadarenos, e por quê?
Vejamos
três razões palpáveis para não
ficarem felizes com a libertação que Jesus
promoveu:
a) Porque para eles o gadareno endemoniado
era-lhes um refúgio para a alma pecadora, sim, era
daquele que ninguém era, afinal, podiam entender
que, para estar naquele estado, o gadareno deveria ser muito
pecador e eles, não eram “tão reprováveis
assim”, imaginem, dentro de suas casas, podiam até
dizer: Ele deveria se converter, freqüentar uma denominação,
respeitar as doutrinas, as liturgias, os parâmetros
eclesiásticos, pois não passa de um ímpio
etc, etc, etc;
b) Porque seu paganismo foi destruído,
sim, ali, certamente, era uma região de culto a alguns
“deuses”, e apesar de o gadareno ser um refúgio
em alguns momentos, noutros, ele os incomodava, porque lhes
lançava na face a inutilidade de suas imagens de
esculturas, incapazes de enfrentar os demônios –
que tão perto habitavam. E agora vem um jovem nazareno,
judeu, simplesmente Jesus, quee ordena uma vez só:
SAIAMMMMMMMMMMM! E os demônios obedecem. Fica uma
pergunta: O que fazer com os “deuses” agora?Pois,
se há um Deus de Verdade, esse Deus era Jesus;
c) Porque perderam dois patrimônios:
primeiro o gadareno que lhes aplacava a consciência
pecadora (afinal achavam que ele era pior), segundo –
e creiam, mais importante: os porcos, sim os porcos eram
e são, na atualidade, mais importantes do que uma
alma. Gastam-se milhões na salvação
de animais, gastam-se milhões na promoção
de espetáculos gospels, gastam-se milhões
na construção da imagem de estelionatários
do evangelho, mas poucos querem cruzar os caminhos dos gadarenos.
Reflitam
nisso, temos hoje um Brasil cheio de Cristianismo e Evangelicalismo
baratos, rasos, destituídos da Verdade, todavia vazios
do Evangelho, logo há muitos gadarenos no caminho,
caminho que a “igreja que só busca aquilo que
lhe agrada” não quer cruzar, “igreja”
que lava sua consciência não no sangue de Cristo,
mas no pecado do gadareno, “igreja” que também
tem seus ídolos-pastor- apostólo-etc, “igreja”
cujo maior patrimônio não são as almas,
mas o próprio ventre.
Porém, há uma Boa Nova: Jesus ainda está
cruzando o caminho dos gadarenos e ministrando, na vida
de seus verdadeiros discípulos, as seguintes verdades:
a) quem me segue, prepare-se para amar
os desprezados e possessos, libertando-os das algemas da
consciência culpada diante de Deus, ensinando-lhes
que: A Graça é para todos um favor imerecido
e para todos, o perdão da cruz redime todos os pecados
do passado, do presente e do futuro, que o preço
a ser pago, já foi pago por Cristo;
b) quem me segue entende que não
vim apenas para grupos seletos e exclusivos, sejam evangélicos,
católicos, judeus...não a mensagem de Jesus
não está presa aos nossos limites étnicos,
políticos, geográficos, culturais, religiosos
etc;
c) quem me segue sabe que o tão
“feroz inimigo” foi esmagado na cruz do calvário;
d) quem me segue compreende que não
trago conteúdos para serem aceitos apenas no âmbito
intelectual, mas são para serem experimentados no
caminhar;
e) quem me segue discerne que a verdadeira
Igreja e o verdadeiro culto se fazem assim, na vida, na
lida, no mundo, pois o sal só serve se for diluído
no todo;
f) quem me segue terá compaixão
mesmo dos que não me aceitam: os habitantes de gadara,
e há muitos por aí, e não os fica lançando
no inferno que preparei para Satanás e seus anjos;
g) quem me segue.......etc
Há!
Quanto ao gadareno:
Tornou-se
um anunciador do amor divino, não um pregador de
doutrinas humanas, não um aliciador de almas para
encher templos, não um defensor de reformas sem forma,
disformes. O gadareno tornou-se um discípulos e foi
pregar aos gadarenos – que Deus não condenou
– antes amou.
Siga
a Jesus!
Paz
e Graça a todos!
Irmão
Carlos.
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As árvores de Deus.
“...toda
árvore boa produz bons frutos e toda árvore
má produz maus frutos...” (Mt 7:17).
É-nos
por demais importante compreender o Evangelho a contar dos
olhos de Jesus, sim, todo aquele que deseja ter sua alma
pacificada pela Graça divina somente poderá
tê-la, se compreender as escrituras sempre a contar
da visão de Jesus. Jesus é a essência
de todo entendimento. Nele se completam, se cumprem as sombras
dos rituais, da Lei, dos profetas de tudo que era promessa
e perspectiva futura ao homem. Dele derivam todas as doutrinas
que demandam agora nossa comunhão com o Pai. Assim,
pretendendo conceber um ensino valioso ao nosso coração,
convido a todos a refletirem numa declaração
de Jesus a cerca de nossa caminhada existencial, nossa relação
com o Pai, nossa mudança...enfim!
Jesus – como lhe era costumeiro comparar-nos a aspectos
simples da natureza – fez várias analogias, ou seja,
comparações de homens com árvores.
Por exemplo, Israel era comparada a figueira sem frutos,
porque – baseando-se num legalismo inútil – nada
podia apresentar (ainda bem!) para se autojustificar diante
de Deus. Jesus também se referiu aos homens comparando-os
a árvores: “...toda árvore boa produz bons
frutos e toda árvore má produz maus frutos...”
(Mt 7:17). Contudo, queridos, enfatizemos primeiramente
o fato de que toda árvore deriva, provém de
uma semente, assim também é-nos dito nas escrituras
de sementes boas e sementes más, porquanto sabemos
que quando a semente do Evangelho adentra um coração
disposto a ser submetido ao ensino do Mestre, ela gera uma
árvore sadia. Entrementes, a maioria das pessoas
resiste ao processo do crescimento das árvores, pois
então resiste à boa semente, restando-lhe
cultivar na alma as próprias enfermidades interiores
e latentes. Gera-se a contar dum coração ainda
não cultivado, adubado, regado e tratado pela Graça,
uma árvore que pode ter até boa aparência,
mas suas raízes são raízes de amargura,
e sabemos – quando vêm os ventos, as chuvas, as estações
da vida – a queda desta árvore é inevitável,
e quando ocorre a sua queda, descobre-se a pobre árvore
com poucas raízes, sem fundamento, brocada em seu
íntimo, cheia de parasitas e cupins. Quantas pessoas
não sabem que a boa semente de Cristo: O Evangelho,
as Boas Novas, representam o cultivo da Paz de Deus em nossas
vidas?! Quantas pessoas ainda desconhecem que, em Cristo,
descanso perdoado na Graça e o pecado torna-se insignificante,
o inimigo jaz combalido e morto, porque estou livre em meu
Senhor?! Quantas pessoas acham que fruto é o bom
resultado a se dar à cobrança eclesiástica,
de “igrejas”, de práticas, de costumes, de rituais,
de paganismos de etc...
Bem-aventurado aquele em cujo coração repousou
a semente da Graça, em cujo ser habita a Paz, em
cuja alma reside a certeza do perdão incondicional
e eterno do Pai. Bem-aventurado aquele que cuja vida é
uma árvore plantada junto aos ribeiros eternos, regada
pelo amor do Senhor. Bem-aventurado aquele que sabe não
haver mérito algum em si, mas toda Glória
seja dada a Deus. Bem-aventurado aquele que sabe que ele
é a Igreja, que culto é onde dois ou mais
se reúnem em nome de Jesus, que vida com Deus só
é vida na caminhada da vida, em todo lugar, com toda
gente, pois o sal só tem valor se se diluir no todo.
Bem-aventurado aquele que como árvore sabe que enfrentará
as estações da vida na certeza de que o lacerante
verão não será eterno, o inverno intenso
passará, que o outono lânguido não será
perpétuo, que sempre – todo dia, diante de tudo –
há uma primavera de Cristo na vida. Sabe-se então
que, quando vêm as chuvas, os ventos, os raios, tudo...tais
árvores resistem, ainda que por fora estejam secas,
resistem, porque sua real vida está em seu interior,
cuja seiva é alimentada pelos céus e, quando
ninguém mais espera, esta árvore brota e dá
bons frutos; de paz, de amor, de bondade, de alegria, de
temperança, de compaixão de etc, etc, etc,
etc....
Amado, que tipo de árvore é você? Que
seiva há em seu íntimo? Que frutos gera? É
uma árvore evangélica? É uma árvore
doutrinada? É uma árvore ministeriada? É
uma árvore ungilicada? É uma árvore
prosperada?
Entretanto, se você é uma árvore plantada
em Cristo que perdoa porque se sabe perdoada, que ama porque
se sabe amada, que compreende porque se sabe compreendida,
que tem misericórdia que se sabe acolhida pela misericórdia,
que dá graça porque se sabe agraciada...saiba
então, depois das tempestades – permitidas por Deus
para o crescimento da árvore, depois da poda feita
por Deus para a purificação, depois das marcas
deixadas por Deus para a humildade: “Porque há esperança
para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará,
e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer
na terra, e o seu tronco morrer no pó, ao cheiro
das águas brotará, e dará ramos como
uma planta...” (Jó 14:7-9)
Graça
e Paz
Ev.
Carlos Alberto Oliveira
ÍNDICE

Jonas
e o evangelho da Igreja
Levanta-te
e vai... ( Jonas 1.2)
Uma
das mais fascinantes narrativas do Velho Testamento centra-se
na vida de Jonas, Profeta de Israel no Velho Testamento.
Sabemos que este profeta, filho de Amitai, era indubitavelmente
um judeu, inapelável e hereditariamente descente
da casta profética, indiscutivelmente zeloso de anunciar
a Palavra de Deus, segundo o modo de transmissão
de Deus à época. Sua história detém
os seguintes fatos:
Em dado momento de sua vida, Jonas recebe de Deus uma incumbência,
uma determinação, uma comissão, uma
missão: “Levanta-te e vai a grande cidade de Nínive,
(Capital do Reino da Assíria naquele momento histórico),
pois o furor de seu pecado já subiu até mim,
e anuncia-lhes o juízo. Todavia, Jonas, busca rumar
sentido geográfico e espiritual opostos ao mandamento
divino, pois embarca num navio com destino a Tarsis, numa
frívola fuga do Criador, durante a viagem fugidia,
em dado tempo, levantou-se no mar uma tempestade impetuosa,
uma procela, um temporal ferino e cruel, que solapava, açoitava
e afligia a embarcação de modo que sua ruína,
seu naufrágio era certo e quase inevitável.
Os homens, tripulantes do navio, desesperam-se por navegar,
lutam com todas as forças a salvar a nau, alçam
mão de todos os recursos para sobreviver, até
que – depois de lançarem sortes - notam, no porão
do navio, Jonas – em profundo e negligente sono – e lhe
interpelam com veemência: “Quem és tu, donde
vens, qual a tua ocupação; recebendo uma soberba
e cínica reposta: “Eu sou judeu, servo do Deus vivo
(E fujo de Sua Presença). Os marinheiros estupefatos
inquirem Jonas com assombro, requerendo dele o que fazer,
Jonas então lhes declara: “Lançai-me ao mar
e tudo irá bem!”
Feito isto, Jonas imerge, mergulha nas abissais profundezas
do oceano, é capturado por enorme peixe, e vaga nas
imensidões aquáticas no vente do animal. Jonas,
das profundezas inomináveis e lôbregas clama
ao Senhor, e o Senhor o ouve, determinando ao peixe que
lhe deixe próximo de um local a contar do qual, ele,
Jonas, possa retomar sua missão original: Pregar
a Nínive. Jonas obedece, renitente, mas obedece.
Prega a grande cidade uma mensagem que requeria arrependimento,
fato que foi deflagrado, colocado em prática por
todos os habitantes da grande cidade – do rei aos animais,
todos, sem exceção, submeteram-se à
vontade de Deus.
Todavia algo de indignação entranhável
aparece, evidente, estampado, lúcido na alma do Profeta:
Jonas senta-se ao Oriente da cidade, esperando que os habitantes
de Nínive se arrependam de se terem arrependido e
que Deus exerça implacável juízo sobre
eles. Mas nada disso ocorre, o que se desenrola é
um embate entre o amor divino e a obstinação
do profeta, afinal Jonas senta-se ao Oriente, Deus permite
o nascimento de uma planta que dá sombra e confortável
cobertura ao Profeta, depois um bicho – ao mando de Deus
– pica e mata a planta, Jonas então se desespera
e deseja a morte, momento em que o Senhor lhe insta e pergunta:
“É razoável a tua ira?” , Jonas responde:
“É razoável até a morte (Afinal sei
que tu és bondoso e longânimo). Então
Deus declara-lhe que ele, Jonas, é desumanamente
cruel e insensível, porquanto lamenta – até
à morte – a perda de um arvoredo que nada lhe custou,
porém não se compadece das milhares de almas
de Nínive. E nos aprece que o Livro de Jonas nos
termina sem um fim, sem uma conclusão lógica
e histórica. Querido amigo e irmão, as verdades
se ocultam além das letras da narrativa do Livro
de Jonas não nos são difíceis de compreender,
na verdade o ânimo, a disposição, a
atitude de Jonas está carregada de ódio, mágoa,
vingança, de patriotismo egoísta, de egocentrismo
judeu, de um nacionalismo cego, pois para Jonas os ninivitas
eram apenas os inimigos históricos de Israel, eram
apenas os seus mais terríveis algozes (A historicidade
mostra que os assírios foram um dos povos mais cruéis
na conquista e submissão de seus conquistados e inimigos),
assim não lhes deseja misericórdia de Deus,
por isso fugiu, por isso relutou, por isso – sabendo da
misericórdia divina – esperou, sentado ao Oriente,
a desgraça da cidade, a ponto de turbar insano a
consciência de que nem Israel era digno da Graça
e do Favor divinos, a ponto de Deus pedagogicamente – mediante
a ilustração do arvoredo – tentar dissuadi-lo
de tal loucura. A ponto de Deus deixar o Livro sem conclusão,
porque, aos ninivitas, estava posta a misericórdia
e, ao profeta, cabia fazer a sua escolha: continuar empedrado
ou aprender com o Senhor. E o que nos interessa nesta narrativa?
Interessa-nos observar se o Evangelho dos evangélicos
não se nos apresenta exatamente tão nacionalista,
tão impregnado de conteúdos egoístas,
tão subproduto do Catolicismo Romano, tão
gestado de Cristianismo e vazio de Graça Verdadeira,
tão pagão em suas formas e práticas,
tão místico, tão raso, tão longinquamente
distante de Jesus, tão centrado em tempos construídos
pelas mãos humanas, tão cheio por dentro de
um povo que – outrora era chamado para fora, tão
cheio de “apóstolos-bispos-homens-de-deus-semideuses,
tão cruel em seus aplicativos, implicações
de julgamentos, tão mentalmente teologizado em Seminários
e longe do coração e da vida, tão sem
necessidade de Reformas, mas de desconstrução
completa, tão...tão....tão...tão
Amados, a síndrome de Jonas perpassa a religiosidade
cristã, menina e pagã, pois Jesus nunca foi
líder de Cristianismo nenhum, nunca ordenou ajuntamentos
centrados em paredes – antes disse: “IDE” – nunca designou
igreja a nenhuma instituição, pois para Cristo:
Igreja é o homem, é gente, somos, vivendo
com gente, tocando gente, amando gente (GENTE = a maior
fonte de preocupação de Jesus), nunca realizou
cultos fechados, escravizados, prisioneiros de liturgias
tão frias e complexas, antes deixou claro que culto
ocorre: “Quando dois ou mais em meu nome estiverem reunidos...ali
estarei (ALELUIA!), antes nos ensinou que se somos sal,
temos de ser sal dissolvido no todo, na vida, no mundo,
nas gentes, pois sem tal ação o sal é
inútil, antes nos ensinou que luz não deve
iluminar templos de alvenaria, mas templos humanos, no todo,
na vida, no mundo, nas gentes. Assim, meu amigo, querido,
irmão. Reveja-se no íntimo, observe-se se
você não está também nacionalizado
como Jonas, fugindo – dos “iníquos de quem, Jesus
nunca fugiu” - como Jonas, duro em seu coração
como Jonas, assentado em confortável ministério
– aos quais Jesus nunca enfatizou – como Jonas a esperar
a desgraça daqueles que não lhe são
amigos, de perto, irmãos-de-fé, evangélicos,
queridos, líderes ministeriais, da visão (CEGA),
e de tudo aquilo contra que Jesus e seus discípulos
lutaram. Jonas não dispensava amor, pois não
tinha entendido e internalizado o amor de Deus; os que dizem
seguir a Jesus se não liberam perdão, graça,
misericórdia, compaixão, amor nunca entenderam
o Evangelho, no máximo aceitaram “ser evangélico”.
Assim espero...................
(OBERVAÇÃO, TANTO COMO O LIVRO DE JONAS NÃO
TRAZ UM FIM, ESTA MENSAGEM TAMBÉM NÃO TRARÁ,
POIS O FIM É, EM SI, POR NOSSA CONTA, PORQUANTO:
SERÁ QUE JONAS APRENDEU DE DEUS? É NÓS,
VAMOS OU NÃO APRENDER DE CRISTO? DECIDAMOS E PERMITAMOS
A DEUS ESCREVER JUNTO CONOSCO O FIM DE NOSSA HISTÓRIA!)
Graça e Paz em Cristo que nunca defendeu partido,
facção, religião, povo preferidos...antes
amou-nos de tal maneira que por nós se entregou!
Ir Carlos.
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A Pedagogia Divina
“Porque
os meu caminhos não são os teus caminhos,
nem meus pensamentos os teus pensamentos...assim como são
mais elevados do que a terra são os céus,
assim também os meus caminhos são mais elevados
do que os teus caminhos e os meus pensamentos são
mais levados do que os teus pensamentos...” (Is 55:8)
Graça
e Paz a todos que se sabem amados e perdoados, sem nenhum
mérito!
Quão
maravilhoso nos é contemplar o Apóstolo Paulo
dentro de sua carta aos Romanos no momento em que ele para,
contempla e adora ao Senhor: “Ó profundidade das
riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus!Quão
insondáveis são os seus juízos, e quão
inescrutáveis os seus caminhos.!
Suas palavras, inspiradas pelo Espírito nos denunciam
o indescritível abismo que separa o Criador de suas
criaturas, ninguém pode cogitar, sondar, conhecer
a profundidade da mente do Pai. Sendo assim, cabe-nos abandonar
a imaturidade de vislumbrar as ações de Deus
no curso da historicidade humana – principalmente as contadas
e narradas nos textos bíblicos – com inócuas
fantasias, com espritualizações insanas, com
um olhar meramente terreno, na verdade temos de entender
que existem, segundo Deuteronômio 29:29, coisas que
são do saber apenas do Senhor e ponto. Temos o mau
hábito de precipitarmo-nos em julgamentos e preconcepções
sem fundamento. Por exemplo, a vida do patriarca Jó
é-nos um exemplo que nos foge ao razoável,
ao lógico, ao linear – afinal somos limitados a tempo,
espaço, finitudes. Jó era um homem justo,
piedoso, bom pai, de caráter, promovedor de sacrifícios
a Deus, no entanto em dado momento de sua vida – em razão
de um diálogo nos céus, em que Satanás
recebe autorização de aterrorizar-lhe a vida
– Jó desce a uma condição subumana
de vida, torna-se uma criatura nojenta, deplorável,
eivado de pústulas cancerosas, com insuportável
hálito, um abjeto ser. E ainda para lhe abrir a sepultura
viva vieram-lhe três “amigos” os quais imputaram-lhe
toda sorte de culpa impiedosa e ininterruptamente. Como
explicar tal acontecimento, como discernir tal gravidade,
como digerir tão inominável injustiça.
Sim é assim que muitos esperam entender, sim é
assim que muitos querem entender, sim é assim que
muitos ensejam dar razões ao caos instalado na vida
daquele resto de homem, daquele arremedo de gente, daquele
espectro vivo, sim é com cogitações
do tipo:
- Jó pecou – afinal foi isso que afirmaram seus falsos
amigos;
- O inimigo se levantou contra Jó, como se o inimigo
fosse de igual poder ao de Deus e pudesse empreender toda
a desgraça que desejasse sobre quem desejasse;
- Jó é só uma fantasiosa estorieta
bíblica, uma fábula, um mito.
Você já viu - no fragmentado, vazio, raso como
um pires - Evangelho de hoje, as pessoas pregarem centradas
no Livro de Jó, certamente não precisamos
dos 318 de Abraão, dos 300 de Gideão, das
fundas de Davi, dos caminhos de sal, das cruzes vazadas,
nos gazofiláceos santos que recebem o trízimo,
você já viu? Não, e sabe por que? Porque
o Livro de Jó nos denuncia a Pedagogia de Deus, sim,
nos mostra um pouco dos elevados Caminhos do Senhor, dos
insondáveis desígnios do Pai, das perfeitas
veredas de Deus. Não amados, as respostas ao “infortúnio”
de Jó, acima descritas não atendem aos propósitos
Divinos. Na verdade quem permitiu que Jó passasse
por tudo que passou foi Deus, sim os Caminhos do Senhor
não estão atrelados à fragilidade,
às necessidades emocionais, às limitações
espaço-temporais, aos anseios materiais, às
contruções ideológico-teológico-filosóficas
nossas. Deus permitiu tudo na vida de Jó por amor,
para o crescimento, para abrir os olhos do patriarca, para
que no fim – recebendo maior Glória – ouvisse dos
lábios feridos, dos olhos áridos, do corpo
trêmulo de Jó: “Eu te conhecia de ouvir falar,
mas agora que meus olhos te contemplam, eu me abomino nó
pó e na cinza.” Que maravilha, que Deus tremendo,
Santo, Santo, Santo, quem é semelhante ao Senhor?
Quem Grandioso como o Senhor? Quem pode sondar-lhe os Caminhos?
Por isso, a igreja evangélica brasileira anda, hoje,
na contramão do Evangelho, ao ministrar inverdades
e fantasias oriundas da mente perversa de lobos vorazes,
estelionatários da fé, vendilhões de
almas, propagadores da teologia da vitória no mundo
a qualquer custo, travestidos de ovelhas. Nenhum destes
homens tem a coragem de pregar que aquilo que se nos apresenta
como mal, como infortúnio, como dor, como dificuldade
– muitas vezes – é parte do ensino, da pedagogia,
dos elevados Caminhos de Deus para nos podar para darmos
frutos de verdadeira piedade. Sim a poda doe na árvore,
mas se o agricultor não podá-la, condena-a
a ser estéril; se o pai não repreender ao
filho condena-o a nefasta experiência de viver para
morrer sem limites; se Deus não nos permitir as agruras,
as dificuldades, os obstáculos, nos condenaria a
uma vida sem perspectiva de crescimento espiritual forte
e maduro, ou seja, quando oramos ao Senhor: “Senhor, dá-me
o fruto do teu Espírito”, Ele nos permitirá
condições em que desenvolvamos o fruto do
Espírito, mas permitam-me um severa e necessária
observações: Algumas, senão milhares
e milhares de pessoas creem que fruto, maturidade, vida
com Deus...estão ligados a ser evangélico,
freqüência regular a Instituições
religiosas cristãs, obedecer aos preceitos de homens,
submeter-se ao roubo, ao espólio de lobos cruentos
etc. Não meu amado irmão, assim como tudo
o que Jó viveu, experimentou sentiu e de que também
reclamou – afinal é lícito dizer: “Deus está
doendo!”, assim como tudo isso fugiu ao entendimento dos
mais sábios da época...assim também
crescer na Graça é apenas entendê-la
como favor imerecido, vindo da fé – que também
é dom de Deus, e compreender que – a despeito das
circunstâncias – TODAS AS COISAS COOPERAM PARA O BEM
DAQUELES QUE AMAM AO SENHOR! Como vão as coisas?
Não tenha medo mesmo de chorar, mas viva em paz com
a Paz de Deus, na vida que é o melhor lugar para
se ser Igreja, até mesmo em dois – pois quando dois
se reúnem também há culto...simples
assim!
Graça e Paz, em Cristo, a todos!
CARLOS
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Amor
AMOR: Eis
aí o mais cantado, mais poetizado, mais dramatizado,
mais encenado, mais discutido, mais sonhado, mais lido...mais...mais...mais...relacionamento
humano. Sim, cremos mesmo que amar é tema, é
vida, é realidade inata do ser que – sendo criado
à imagem e semelhança do Criador, herdou –
mesmo depois da queda – uma fagulha capacitativa de amar.
Em nada, sim, em nada, podemos comparar-nos em dimensão
de amor a Deus, afinal o Senhor é Santo, seu amor
é Santo.
A prova de que, em que pese haver um fiapo de amor em nossos
seres – não nos podermos comprar ao Amor divino é
que, invariavelmente, nosso “amor” é passional, é
paixão, é volúpia, é carnal,
é parcial, é limitado, é interesseiro,
é fugaz, é momentâneo, é obtuso,
é ilícito, é familiar ou congregacional,
ou seja, limitado a certas ordens de pessoa e – acima de
tudo – não é verdadeiro amor. Sim cremos que
amor é torpor e êxtase, é arroubo de
espírito, é perene felicidade, é um-sempre-sempre-recebendo,
é orgásmico, enfim...
Amor para muitos é pura paixão atrativa, qual
seja, aquele história de “amor à primeira
vista”, que deveria ser resumida a: “paixão à
primeira vista”.
Exagero meu? Não! Busque-se nas Escrituras a Divina
revelação sobre a dimensão do amor:
Em I Co 13, em que Paulo, centrado no que lhe proferia o
Espírito, evidencia-nos a tolice de se crer que com
ações, indulgências, entregas fictícias,
comportamentos religiosos ou filantrópicos vazios,
possamos – sem amor genuíno – atingir quaisquer coisas.
Sim, Paulo explicita: “Ainda que eu falasse a língua
dos homens e dos anjos, ainda que desse meu corpo a ser
queimado, ainda que desse todos os meus bens, ainda que
tivesse toda ciência e sabedoria..ainda...ainda....SEM
AMOR EU NADA SERIA.
Então, Paulo – ao contrário do que muitos
cogitam, barganham – com dinheiro, com sacrifícios,
com liturgias frias, com tanto lixo – declara o enigma do
amor:
“O amor tudo suporta, tudo espera, tudo, sofre, tudo crê...”
E agora? O que fazer de meu amor recebedor, carente, religioso,
mesquinho, gélido como a Sibéria, raso como
um prato, confiável como um serpente, manso como
um leão faminto, delicado como um rinoceronte..o
que fazer? Afinal...amar não é ser feliz?
Assim não cantaram, poetizaram, dramatizaram tantos
e tantos?
Não, queridos, não é verdade que Deus
nos quer infelizes, mas o amor só é construído
com a argamassa do tempo, o cimento das duras experiências,
a água seca dos infortúnios, pois se não
resistir ao látego, ao açoite da vida...o
amor morre, fenece, perece, porque não era amor.
Porém quando o amor Tudo Suporta, como Cristo suportou
ser emulado, morto, sacrificado antes da função
do mundo a nosso favor, mesmo que não merecêssemos;
Tudo Espera, como Cristo esperou receber a Glória
do Pai – pois sabia que ela viria - e não transformou
pedras em pães, não se prostrou, nem se atirou
do Templo; Tudo Sofre, em Cristo a cruz resume tudo; Tudo
Crê, como Cristo creu estar reconciliando com o Pai
todos os homens, para que todo aquele que nele crê
não pereça, mas tenha a vida eterna e para
nos ensinar a amar; só nos resta adorar e...Aleluia!
Então, a você, amado que nos lê, aprenda
de Deus a amar!
Tudo suporte...pois se Cristo suportou a lacerante dor da
Cruz é para lhe capacitar a suportar os arranhoezinhos
das cruzes;
Tudo sofra...pois se Cristo sofreu o desprezo na Cruz é
para lhe capacitar sofrer os pedagógicos “nãos”
da vida;
Tudo espere...pois se Cristo não avocou usurpou esperar
ser reconhecido como Deus, antes esperou humilhou-se e esperou
ouvir dos céus; “Este é o meu filho amado
em quem me comprazo...foi para lhe capacitar a esperar e
ouvir: “Vinde benditos de meu Pai, entrai para a Glória
que vos está reservada antes da fundação
do mundo;
Tudo creia...pois se Cristo creu que ao terceiro dia o Pai
o ressuscitaria e o levaria para o seio do Eterno, foi para
você cresse que: “Aquele que crê em mim ainda
que morto viverá!
Se por se tornar evangélico, católico, espírita,
ortodoxo, teólogo ou qualquer outra cousa, você
desaprendeu ou nunca aprendeu a amar, recomendo-lhe ler
o mais magnífico Manual de Amor: A vida de Jesus
contada por Mateus, Marcos, Lucas e João. Então,
sabendo que Deus nos ama, não há como falhar,
com Cristo podemos aprender a amar.
Amor e Graça de Deus
a todos que se sabem amados!
Carlos.
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