< Igreja Apostlica Crista

Disse Jesus: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28.19)

Instituto e Biblioteca Teológica Apostólica Cristã

" Belkiss Di Piero "

 

ALIMENTOS ESPIRITUAIS

(Irmão Evangelista Carlos Alberto de Oliveira)

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Das trevas para luz

Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu  sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.  (João 8.12)

Há uma ilustração filosófica conhecida como o homem do fundo da caverna, ou mais ou menos isso, que fala sobre um grupo de pessoas que habitavam o fundo de uma escura caverna, sem nunca haverem visto a luz. certa feita, um dos habitantes resolveu, de modo inovador e - para muitos - aterrorizante, vasculhar, investigar, a parte superior da caverna donde, mui distante, emanava um fio de luz. Ele aproximou-se, aproximou-se e, feliz, pode contemplar que a luz era boa, e sua fonte o mundo exterior também era bem iluminado. Radiante retornou ao profundo do buraco e tentou convencer aos residentes sobre as maravilhas da luz, contudo foi admoestado com severidade por alguns, ignorado por outros e expulso como traidor e aventureiro. Irmãos tal ilustração pode bem ser aplicada a nossa atual condição espiritual, pois grande parte daqueles que intitulam ou crêem ser filhos de Deus, crentes, vivem no fundo da caverna, alheios as verdades doutrinárias da Escrituras que nos libertam das trevas do modismo gospel, dos espiritualismos frívolos, dos bem- engendrados sistemas financeiros montados em liturgias baratas - veja-se a teologia da prosperidade (A qual para quem não sabe nasceu das idéias de um Padre pervertido), da rigidez perversa e doentia da mente de homens que abrigam sérios problemas de caráter e personalidade e tentam transferir tais mazelas as suas ovelhas, do emocionalismo que nos lança ao chão em experiências julgadas espirituais, mas não nos levam a Cristo, da religiosidade fútil de cultos dominicais, os quais nem sempre enfatizam a necessidade de formar Discípulos (pois estão preocupados com platéias e a idolatração de líderes), das pregações que não conseguem emergir além das comezinhas relações de nosso dia a dia, da ênfase desonesta a sinais e exorcismos em detrimento da saúde da Igreja, da total negligencia  (ou do amor) à leitura das Escrituras, das... dos... das... dos... (Meu Deus!!!) Mas amados, há luz fora dessa caverna: "Eu sou a Luz do mundo aquele que vem a mim não anda em trevas ao contrário encontrou a Luz do mundo (Jo 8:12) Precisamos sentar e ouvir do Mestre, mas o Mestre está fora da caverna, está longe dos cantos (pois não são louvores) que nos exaltam o ego e nos tornam pedintes e crianças (Ex. "Sim Deus é Fiel para cumprir todas as promessas feitas a mim ... (E ainda que eu seja infiel)... mentira diabólica, porquanto Deus é fiel para zelar por sua Palavra, contudo não tem compromisso com a desobediência - resta-nos maior ênfase a segunda estrofe que fala de santidade - muito pouco pregada hoje em dia), o mestre não está...
O Mestre está fora da caverna e nos chama para fora, não tenhamos medo de nos despojar dessas mentiras (e o pai dela bem conhecemos), não vamos magoar o Espírito Santo, buscando sabedoria e intimidade com o Pai, ao contrário o Espírito se entristece - sim - ao nos contemplar no caminho do engano e não no Caminho (Jo 14:6). Oremos assim: "Pai levanta homens dispostos a serem ignorados, humilhados, tido como loucos porque amam a Luz, em detrimento da própria vida (Dos quais o mundo não é digno, mas precisa), ajuda-nos a ser assim...." Amém! 

Paz seja convosco.
 

Ev Carlos Alberto Oliveira

  

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"Ora sem fé é impossível agradar a Deus"  -  Hb 11:6

Sem dúvida alguma um dos temas, ou doutrinas, ou palavra mais explorada, nestes últimos tempos, é "A FÉ".
O termo explorada ou explorado cai-nos muito bem para a abordagem dessa mensagem, pois tem ampla possibilidade significativa no que se refere aos que desejam nela - na fé - se ancorarem, com os mais variados objetivos:

a) A fé explorada por homens não regenerados, ou seja, não nascidos de novo, que lhes leva a crer e aceitar quaisquer manifestações, mesmo demoníacas, como fruto da fé (vejam-se certas manifestações de estátuas que promovem sinais - Paulo nos adverte de que Satanás se faz de "anjo de luz";
b)A fé explorada por homens despreparados e sem formação (não acadêmica, mas ao menos aos Pés do Senhor) que se conduzem e conduzem almas a uma dependência imatura de Deus (não que depender do Senhor seja mau, todavia existem coisas que são nossa atribuição e dever fazer), pois bem sabemos que em determinadas áreas e campos de ação de nossa jornada, o Senhor já nos nutriu de condições e sabedoria para agirmos (sim pela fé, contudo agindo), observe-se o exemplo de Moisés que clamava quando devia andar: "...por que clamas a mim..diga ao povo que marche!";
c)A fé explorada por homens levianos, sórdidos, estelionatários da fé que engendram um sistema financeiro de torpe e cruel espoliação das ovelhas, lançando-as a uma busca insana pelo reino terreno, mas quando o objetivo não é alcançado, e não se lhes sobrevém o retorno ganancioso, então tais facínoras dizem-lhes: "Você não teve fé" veja-se o exemplo de uma Emissora - que não glorifica a Deus - comprada com dinheiro de ofertas), tais homens não laboram e ainda dizem: "vocês estão roubando a Deus" - Grande e severo juízo os aguarda;
d) A fé explorada com sabedoria e piedade, temperada com sal de santa exegese, por homens tementes ao Senhor, que conduzem suas ovelhas a uma vida projetada a ganhar almas, à santidade, ao conhecimento do Deus a quem servem - Aleluia - tais homens levam o santo rebanho a viver acima das circunstâncias, pois sabem em quem tem crido (II Tm 1:12), valorizam até as tribulações (II Co 4:16), tem esperança (Rm 8:18), não temem as adversidades (Hc 3:17), sabem que Ele voltará (II Ts 4:16)etc, etc, etc....
Veja-se o exemplo de Davi: Treinado por Deus na lida com ovelhas - ao resgatá-las, cuidá-las, amá-las - para ser rei em Israel. Coroado pelo Senhor como "homem segundo o coração de Deus" e sabem por quê? Por que apesar de ser passível também de grandes misérias: adultério, homicídio, engano, mentira, omissão...sabia, aprendeu do Pai Celeste a conhecer (e ainda em meio a Lei) o alcance, a profundidade, a dimensão da Fé, porquanto arrependeu-se e clamou por perdão (Sl 51) com contrito e humilhado coração, crendo pela Fé no amor e nas misericórdias do Senhor. Então vemos que a fé que agrada a Deus não vem atada, presa, escravizada pela ignorância dos mitos e ídolos vãos, da ignorância que amordaça nossa ação - quando basta dizer "Saia dele em nome de Jesus", da ignorância que nos faz agrilhoados por homens que pregam um "evangelho anamatizado - maldito" (Barateando ao nível mundano o Santo sangue vertido no calvário). A fé que agrada a Deus é a fé aprendida aos pés do Mestre, que nos faz ouvir aquela melíflua voz (em meio as nossas debilidades) a dizer: "Nem eu te condeno, vai e não peques mais", isso sim é fé restauradora, curadora, divina.
Amada Igreja, tenha Fé! Paz seja convosco!

Ev Carlos A. Oliveira

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EDIFICAÇÃO 

 

"A Palavra do Senhor uma casa bem edificada.  " II Tm 3:16

 

Certa feita, numa aula em que tentávamos comparar os estudos com a edificação de uma casa, ou seja, dos fundamentos ao teto, uma aluna me disse: "Professor, eu posso construir uma casa a contar do telhado!"

        Logicamente que ninguém a levou a sério e eu a fiz ver que toda edificação, todo relacionamento, todo projeto, todo estudo deve - para ser eficiente, sábio, construtivo, edificante - ser iniciado com os fundamentos sobre os quais se lançam os próximos desafios e aprendizados - a saber - o telhado.

        Saibamos também que tal proposta se aplica à Palavra de Deus, pois sabemos que ela possui Diversidade na Unidade. Unidade e Diversidade na Bíblia? Como assim?           Diversidade porque foi escrita num período de 1500 a 1600, por homens de idade, cultura, condição social, profissão e posição diferentes, também em lugares diferentes, em condições diferentes, em tempos diferentes, com estilos diferentes, só não podemos dizer de nacionalidades diferentes, porquanto - com exceção de Lucas (grego) e João Marcos (meio judeu meio romano) todos os demais foram judeus. Todavia o mais importante é que, como sendo a Palavra do Senhor, toda esta diversidade não prejudicou (ao contrário confirmou a divina inspiração) a unidade maravilhosa, a harmonia, fantástica, a coesão insuperável e santa das Escrituras.

            Mas, muitas vezes, em muitos tempos, houve homens, semelhantes a minha aluna, porque pensavam na Palavra de Deus como uma casa sem telhado ou numa casa sem alicerce (fundamentos). Por exemplo, o judaísmo nega o Novo Testamento, pois lhe nega o Messias.

            Já, depois do surgimento da Igreja, vários homens dentre os quais destacamos: Marcião de Sinope, que viveu no segundo século depois de Cristo, negou a unidade entre o Velho e o Novo Testamentos. Para ele, o Velho Testamento devia ser banido na Igreja e da Bíblia, e foi ele - provavelmente que inspirou a Bíblia Nazista, a qual desprezava o Velho Testamento e as porções judaicas do Novo Testamento.

            Temos visto, inclusive, algumas Denominações Protestantes Evangélicas que abraçam a idéia da obsolescência, inutilidade da literatura e conteúdos do VT.

            Amados, tal proposição, tal conceito, tal idéia é desprovida de nexo, de conhecimento, é demoníaca e insana. Não há Velho sem Novo, não há Novo sem Velho, ambos são interdependentes.

            Entendamos: O Velho Testamento é a PREPARAÇÃO DE CRISTO; no Novo Testamento: os Evangelhos são A MANIFESTAÇÃO DE CRISTO, Atos dos Apóstolos é A PROPAGAÇÃO DE CRISTO, as Epístolas são O ENSINO DOUTRINÁRIO DE CRISTO, e o Apocalipse é A CONSUMAÇÃO DA OBRA DE CRISTO.

            Não podemos e nem devemos, lógico, aplicar Doutrinas legalistas do Velho Testamento à Igreja, a Igreja vive debaixo de um Sistema Gracioso, mais responsável ainda, afinal nos Dez Mandamentos é dever "Amarás o teu próximo...", no ensino de Cristo ouvimos um novo mandamento (voltado para a voluntariedade do amor) "...que vos ameis uns aos outros, como eu também vos amei".

            Amados não pode haver casa sem alicerce, fundamento; assim como não haverá casa sem telhado. O fundamento, o começo, na Bíblia é o Velho e o telhado, o Novo. Entender a Redenção, a Fé, o Amor, a Justiça, a Misericórdia (etc, etc, etc) divinos, bem como o passado, o futuro, a criação, a queda, os seres criados e tudo mais, sem ambos os Testamentos é como morar em casa sem firmeza e sem cobertura: Ou ela cairá sobre nós, ou não nos protegerá. Também crer, ministrar, discipular, ler...enfim...sem o todo das Escrituras é caminhar em terreno lamacento, infértil, vil e sem base ou proteção.

 

Leiamos: II Tm 3:16 "TODA A ESCRITURA É DIVINAMENTE INSPIRADA E APTA PARA O ENSINO, A REPREENSÃO, A CORREÇÃO E A EDUCAÇÃO NA JUSTIÇA, PARA QUE O HOMEM DE DEUS SEJA PERFEITO E PERFEITAMENTE APROVADO PARA TODA BOA OBRA"

 

            Então seja sábio em toda a Escritura e edificado como sólida casa espiritual, com fundamento e com proteção, Deus abençoe a todos em o nome do Senhor Jesus.

Ir Carlos.

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SER FIEL É SER FUNDAMENTALISTA

 E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. (Col. 3.17)

Existem muitas palavras que, em virtude de interpretação histórica – devido ao fato de ser associada à determinada pessoa ou grupo – ganha um sentido, uma conotação depreciativa, pejorativa, de desagrado. Por exemplo: A palavra tráfico hoje está socialmente aparentada com a idéia de venda de substância ilícita, mas poucas pessoas têm consciência de que ela tem a mesma origem do que tráfego (hoje ligada ao conceito de trafegar, passar, passear...), pois ambas falavam, outrora, do comércio que era feito em movimento. Contudo pelo fato de que alguns começaram a vender, a comercializar coisas ilegais – pronto - tudo o que se relaciona a tráfico entendemos como nocivo, impuro, contrário ás leis, tal como as drogas (o narcotráfico – palavra impactante, marcante). 

            Tal processo se deu em relação à palavra “fundamentalista” a qual, por ser tantas vezes ligada aos atos insanos de terroristas islâmicos e de outros grupos religiosos fanáticos, ganhou sentido negativo, impróprio para muitos.

            Mas, amados, temos que verificar, desapaixonadamente, ou seja, livre de preconceitos, o real significado de “fundamentalista”. Na verdade, todo aquele que é fiel aos conceitos doutrinários e ortodoxos de um sistema – seja ele religioso ou não – pode e deve ser considerado um fundamentalista. Sim, o islâmico que se autodestrói em nome de Alá, nada mais faz do que seguir os preceitos do Corão (livro sagrado ao islamismo), o hindu que se autoflagela apenas segue os a filosofia kármica do hinduísmo, as testemunhas de Jeová que lhe retinem os ouvidos nos sábados matinais e/ou outros dias com a vindoura destruição no armagedom, caso você não se renda á concepção por exemplo: de Jesus não é Deus, mas o arcanjo Miguel enxertado no ventre de Maria apenas obedecem fielmente à doutrinação cerebral a que foram expostos...enfim, todos eles são fundamentalistas.

            E os cristãos, quando são zelosos, impregnados, apegados às Sagradas Escrituras, não serão por acaso fundamentalistas? São, e tenho por mim, que são o ramo, o membro mais importante do Corpo de Cristo, porque muitos foram, são e serão os movimentos ditos: pentecostais, neopentecostais e outros que solapam a Igreja com práticas alienígenas à Palavra do Senhor. Podemos aqui falar de algumas:

a) Unções diversas: “Cair no Espírito”, “Riso Santo”, “Dos quatro seres”, “Do leão” etc etc etc e infelizmente: etc;

b) Palavras de Fé: “Você deve determinar a sua vitória!”, como se o mundo espiritual, ou a mão de Deus pudesse ser manipulada pelos nossos caprichos;

c) Teologia da Prosperidade: É o tal “tudo posso naquele que me fortalece” (na verdade devia ser tudo quero), descontextualizado e afirmando um falso evangelho, que nos torna egoístas e egocêntricos amantes do mundo terreno;

d) Doutrinação Veterotestamentária: Ou seja, pincelar o Velho Testamento, sem hermêutica, para satisfação dos lobos e ignorantes vorazes que pelam as ovelhas. Exemplo: Pregadores malaquianos que insistem em afirmar que Malaquias 3:10 é um texto para a noiva de Cristo. Por que não usam também Ml 4:4?;

e) ETC.

            Mas, amados, cremos que ser fundamentalista no seguir a Cristo é nosso dever, pois diferentemente de outros seguimentos espiritualistas, litúrgicos, religiosos – cujas metas, objetivos, visões levam seus membros ao inferno – pois diferentemente digamos que seguir de modo fundamentalista a Cristo é ser impregnado por seu ensino, sua prática, sua conduta, é buscar viver como Jesus viveu, é amar ao semelhante como a si mesmo, é anunciar a Verdade libertadora, é apregoar o Reino do Senhor, é dizer não ao mundo e à suas paixões, é ter zelo pelas Sagradas escrituras, é buscar ter uma vida vigilante em oração, é buscar ao Senhor, é ser cheio de amor, é ser misericordioso, é ser santo, é, é, é...................................

            Logo, queridos, saibamos que o verdadeiro fundamentalismo Cristão não é cego em seus propósitos, ignorante em seus alicerces, desprovido de provas inquestionáveis da Verdade de Jesus, mas sim totalmente justo e necessário ao crescimento e maturação do crente que vai viver na eterna presença de seu Senhor. Então aconselhamos aos amados a leitura e meditação em Col 3:17, Rm 8:28, Gl 2:20, Jo 15:7, Cl 3:8, Ap 22:7, Js 1:8, Sl 1, Jr 9:23...etc.

            Por fim devemos compreender a real dimensão do termo fundamentalista, ou seja, fundação, base, alicerce, suporte, estribo, sustentáculo; portanto ser fundamentalista é estar firmado, posto, plantado sobre uma fundação e, segundo a Palavra de Deus, a fundação é Cristo: Atos 4:11-13, é amoldar-se a essa fundação. Seja então um fundamentalista em Cristo Jesus.

Paz seja convosco!

Ir Carlos.     

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Figueira sem frutos

e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente;  (Mat. 21.19)

 Em Mateus 21:18, encontramos o Senhor Jesus caminhando com seus discípulos quando, de repente, se deparam com uma figueira, o Senhor busca naquela figueira um fruto e não encontra, pelo que lhe declara; “...nunca mais nasça fruto de ti...” e ela secou-se imediatamente. Os discípulos se admiraram, mas Jesus lhes disse: “...se tiveres fé, não somente poderão fazer o mesmo com uma figueira, mas poderão dizer aos montes que se lancem ao mar...”

Sim é verdadeiro que muitas vezes buscamos enfatizar somente a questão da fé como possibilidade de remover tropeços em nossa caminhada, mas o destaque que, nesta mensagem, buscamos descortinar o simbolismo não só da figueira, mas também o texto sob uma visão de fé e obras.

Na verdade a figueira na Palavra de Deus também é um símbolo de Israel, ou mesmo do esforço humano em agradar e ser recebido por Deus através de seus próprios esforços, uma representação da lei. Sabemos que no Éden nossos pais – Adão e Eva – pecaram contra o Senhor e depois coseram com folhas de figueira uma saia para cobrir a nudez de seu pecado diante do Senhor, e o Senhor colocou Querubins à porta do jardim para guardar o acesso à árvore da vida, que é Jesus.

Mesmo no templo ou no tabernáculo, antes da Arca da Aliança, havia cortinas com desenhos de Querubins, e sobre a própria Arca, lá estavam os Querubins a guardá-la. Mas aonde queremos chegar. Irmãos amados, todos os esforços humanos em se cobrir do pecado, ou serem aceitos e justificados por Deus, mediante as obras do próprio homem, fracassaram e sempre fracassarão. Temos também os exemplos de Caim que, sem fé, predispôs-se a tentar agradar a Deus do seu próprio modo e não satisfeito com o resultado assassinou o irmão Abel, lembremo-nos também do rei Saul, ungido por Deus, escolhido para ser rei, separado num momento da história de Israel, todavia um arremedo de homem obstinado e que desobedecia ao Criador no que diz respeito a quase tudo, mormente, no apresentar-se submisso á vontade de Deus, não aos caprichos egocêntrico que ele – Saul tinha. Assim resta-nos ver tipologicamente que, sendo a fé genuína aquela que deposita sua confiança no favor imerecido de Deus: Sua Graça, nem os homens, nem Israel, figurada na Figueira, jamais prosperaram em se aproximar do Senhor, por suas forças. E Israel, em destaque, era uma árvore morta, agrilhoada em superstições, farisaísmo, impiedade, falta de compaixão e conhecimento do Senhor; poderiam e deveriam devido ao longo tempo de sua historicidade produzir frutos de misericórdia, mas....

A figueira secou-se para mostrar aos discípulos que ali, junto deles estava a verdadeira oferta de Deus à humanidade: A videira verdadeira: JESUS CRISTO, O SALVADOR.

Não que não devamos ser prestos e rápidos na prática de obras (Ef. 2:10) em boas, contudo devemos entendê-las como para a GLÓRIA DO SENHOR, não para nossa justificação, somos salvos pela bondade do Senhor.

Paz seja convosco!

Ir Carlos.

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MOTIVO PARA VIVER   

Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção. (I Cor. 15.50)

Amados Irmãos em Cristo Jesus, sem dúvida a mola precursora, estimuladora, vivificante de nosso contínuo caminhar é a motivação...como assim?? Sim, seja o homem nascido de novo ou não, tem um impulso que o faz viver, buscar, idealizar, sonhar etc, ou seja, um motivo.

            Analisemos algumas peculiaridades de nosso viver: Quem trabalha é motivado pela estrita necessidade de subsistência própria ou familiar; Quem estuda objetiva alcançar intelectualidade, realização profissional etc; Quem se alimenta anseia por suprir os rogos e reclamos de sua fisiologia; Quem dorme tem por princípio restaurar as energias físico-mentais de seu organismo, enfim em quaisquer âmbitos do existir humano, parece-nos que as motivações lançam-nos a novos horizontes, ao renovo de perspectivas, ao perene aprimoramento, ao amanhã...etc. Entretanto será tudo tão simples assim?

            Vislumbremos também as motivações espirituais humanas as quais nos impelem a buscar ou a repudiar nosso Criador: Destacamos o fato de existirem algumas frívolas, intangíveis e efêmeras razões que conduzem o ser humano ao degredo, à vergonha, à morte eternas.

Lembro-me de que, certa feita, estando numa praça, na cidade em que resido, entregava folhetos evangelísticos, de repente avistei uma jovem numa cadeira de certa lanchonete, aproximei-me e dei-lhe um exemplar, mas – resoluta e friamente – ela me declarou: “Vocês crentes são muito arrogantes e presunçosos, porque querem fundar um conceito ditatorial num mundo em que – absurda e irrefletidamente – se aceita Cristo como único caminho a se chegar a Deus, eu não aceito tal loucura”.

            Amados, com base nessa experiência e noutras circunstâncias posteriores o Senhor ensinou-me a ver que há pelo menos três grandes motivações insanas e egocêntricas que impedem, tolhem, obstam a chegado do homem aos pés do Senhor, são elas:

 

I)                   A inaceitação de Jesus Cristo como único Caminho a se alcançar o favor de Deus (Jo 14:6), pois a retumbante mentira de Satanás encontra terno abrigo no coração de muitos, ou seja, todos os caminhos levam a Deus, não existe absolutismo nesse particular, tudo é relativo: Seja Ghandi, seja Buda, seja Maomé...não importa, Deus é amor e deve aceitar-nos as veredas que traçamos para ir até Ele. MENTIRA! SATÂNICA E DEMONÍACA MENTIRA! Trata-se da torpe e vil tentativa de o homem pecador se apresentar como Caim (Gn 4) diante do Senhor...resultado: rejeição;

II)                A rejeição da Graça Divina pela fé, porquanto fomos ortodoxamente ensinados na idólatra religião romana a pagar indulgências, a irmos ao purgatório; muitos são doutrinados a crer num “deus espírita” cruel, insensível e sem afeição que não perdoa ao transgressor, antes o lança num eterno círculo kármico de maldades e reencarnações. MENTIRA!!! MALDIÇÃO DAS TREVAS!! MENTIRA DITA POR SATANÁS NO EDEN: “VOCÊS NÃO VÃO MORRER...SERÃO IGUAIS A DEUS...”. A verdade dita por Deus: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna...” (Jo 3:16). Aquele que nisso não crê já está condenado;

III)             Não crer na Bíblia como sendo a Palavra de Deus, intitulá-la como sendo contraditória, de origem - meramente - humana, destituída de autoridade e caráter proféticos. É-nos sobremaneira difícil entender tais afirmações, pois qual dentre todas as obras literárias existentes foi tão provada, foi tão editada, foi tão perseguida, é tão amada, é tão precisa, é tão singular etc. É assombroso vê-la classificada como simples obra da mão humana – mormente – por certos aspectos contraditórios existentes nessa afirmação: se fosse um livro escrito pelo homem por que o homem imputaria a si mesmo tamanha e insana degradação e juízo (“Todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus” [Rm 3:23]) e ainda defende-se como reto diante de Deus????; se fosse um livro escrito por homem por que ele – O HOMEM - condenaria veementemente a idolatria (“Não farás para vós imagem alguma...” [Ex 20]) porquanto vivemos num mundo onde se adora a toda criatura em imagem em detrimento do Criador????; se fosse um livro escrito por homem por que se afirmaria a existência de um Criador, gerador de tudo o que há (Col 1:16) e nadamos livres e tranquilos nas águas sombrias do evolucionismo darwinista????; se fosse um livro escrito por homens..então chegaríamos à lôbrega, triste e infortunada certeza: A criatura criou ao Criador (Meu Deus! Misericórdia Senhor!). Há muitas outras contradições nisso, todavia meditemos em II Tm 3:16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada...”

Mas, meus queridos, o que nos importa revelar e relevar nessa mensagem são as nossas motivações, pois sabemos que aqueles homens – discípulos - que viveram como nosso Senhor Jesus não morreriam por nenhuma mentira dita por Jesus. Ele disse que iria ressuscitar e RESSUSCITOU!! Aleluia! E disse-nos também que voltaria para nos buscar, e Ele é fiel e justo e verdadeiro para cumprir a Sua Palavra, essa é nossa motivação existencial, esse é o motivo de nosso viver, essa é a bendita esperança da Noiva. Leiamos:

 Jo 14:1 “Não se turbe o vosso coração, crede em Deus, crede também em mim na casa de meu Pai há muitas moradas...”;

II Ts 4:16 “Por que o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, e ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus...”;

Rm 8:18 “Por mim tenho por certo que as tribulações do tempo presente não são para serem comparadas com a glória que me nós há de ser manifesta.”;

Ap 22:20 “Aquele que testifica estas coisas diz: eis que cedo logo venho! Amém, ora vem Senhor Jesus.”;

Ap 19 “E is que vi um grande sinal no céu, um cavalo branco e o seu Cavaleiro se chamada Fiel e Verdadeiro...seguiam-nos todos os exércitos do céu...vestiam linho branco, puro e finíssimo (A IGREJA DE CRISTO)”

ETC...ETC...ETC....ETC

      Qual o motivo da tua existência????

Qual o motivo que te faz caminhar sobre esta Terra?

Qual o motivo que te projeta ao futuro?

Se tua vida é motivada pela fé em Cristo Jesus (Gl 2:20), Paz seja contigo, aguarde porque Ele está chegando, e te vai chamar pelo nome, e te vai levar às moradas eternas...Aleluiaaaaa!!

Entrementes, meu amado, se tua vida é conduzida pelas fugazes, insólitas e corrosíveis realidades duma existência que não vê nada além túmulo, cujas concretitudes pautam-se meramente pelo hoje, cujas esperanças estribam-se na tétrica e irreal perspectiva de voltar aqui para pagar ou sanar danos passados, enfim...se tua vida é tão sem real motivação...Aceite, agora a Jesus como Senhor e Salvador de tua vida, e experimente o que é verdadeiramente ter razão e motivo para viver e continuar vivendo em Cristo Jesus para toda a eternidade.

Sejamos uma Igreja motivada!

Paz seja com todos!

Ir Carlos.

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PERDA DE IDENTIDADE

“...mas a todos os que o receberam, a saber, os que creram no seu nome deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus...” (João 1-12)

A Paz do Senhor Jesus lhes seja abundante, amados irmãos!
 É muito interessante como o Evangelho é-nos de extrema simplicidade, revelado primeiro aos pequeninos e humildes de coração. Somos nós que, muitas vezes, o tornamos complexo demais. O Senhor nos dá oportunidade de compreensão de muitas verdades espirituais mediante, até mesmo, a forma com que ordenamos nossas vidas.
Sim existe nas criaturas caídas, sejam homens, sejam anjos, certo conceito de ordem que não lhes é inato, pois nada podem criar. Na verdade os anjos caídos buscam ter certo ordenamento, constituição: “Principados, potestades etc”, porque viram isso no céu em que, um dia, habitaram.
A nós também, posto que afetados pelo pecado, restou-nos certo conceito ético-existencial – deixado pelo Criador – como possibilidade de nos suprir sobrevivência e coexistência, ou seja, se o Senhor não nos permitisse – por misericórdia – ter certa noção de comportamento e respeito...nos destruiríamos.
Vejamos o que queremos dizer por ordem: tudo em nossa sociedade parece-nos exigir regra, lei, REGISTRO NUMÉRICO, sim observe que, à sua volta, existem pessoas – salvo exceções – registradas, cadastradas, catalogadas, são os CPFs, RGS, REs e tantos outros Sistemas de Identificação Numérica, os quais, se por um lado nos parecem cansativos e burocráticos, por outro facilitam a identificação de quem age de modo honesto, idôneo, correto, dentro do mundo em que vivemos.
Mas não nos queremos deter somente neste aspecto de identificação mundano, sabe amados, quando nossos pais caíram no pecado no Éden, perdemos três bens divinos:
1º - A vida carnal, até então perfeita;
2º - A vida espiritual com o Senhor, até então santa;
3º O direito à propriedade – Terra – até então imaculada.
Contudo reconhecemos que os três direitos acima expostos denunciam uma perda maior: Nossa Identificação como Filhos de Deus, sim fomos criados à imagem e à semelhança do Pai, e a nós, e tão somente a nós, como filhos de Deus, foram-nos dados tais direitos. Contudo sujos pelo pecado, destituídos da Presença do Senhor, afetados pela morte..passamos a viver sem identidade; compare tal fato com as pessoas em nossa sociedade, as quais perdem por algum motivo o direito de serem identificadas com documentos que lhes legitime a cidadania - é horrível – tais pessoas passam a viver sob a marca da marginalidade social, são impedidos de receber ou usufruir muitos benefícios legais, são impedidas de adentrar em determinados lugares, não podem exercer direito de  voto ou opinião, podem ser impedidas de receberem o que lhes é devido, etc, etc, etc.
Lembro-me de que, determinado dia, pregava o Evangelho no Sistema Prisional e, em dado momento, o Espírito de Deus levou-me a declarar àqueles homens que eles haviam sido privados de um bem precioso o próprio nome, sua essencial identidade, pois ali na cadeia eram tratados como meros números sem valor, eram tidos como nada, eram vistos como ninguém.
Entrementes eis que lhes trago Novas de grande alegria, nasceu o Salvador, o Cristo, o qual, numa cruz infame, açoitado e ferido injustamente, também não foi identificado pelos que amou. Mas continuo com as Boas Novas de Alegria infinda, Ele morreu...todavia ressuscitou, vive, reina e reinará para todos o sempre, e a Palavra de Deus diz que o Pai lhe deu um nome, uma identidade que está acima de todo o nome, e, ao seu nome, todo joelho nos céus, todo joelho na Terra, todo joelho debaixo da Terra se dobrará e reconhecerá que Jesus Cristo é o Senhor para a Glória de Deus Pai (Fl 2:10).
Não acabou ainda, você, meu irmão, você que me lê – nestas singelas linhas – pode ter sua identificação restaurada junto ao Pai, porquanto diz a Escritura que o Pai nos deu um novo nome, somos filhos do Altíssimo. Aleluia!
Lamentamos apenas que o diabo, copiando as obras de Deus, também criará um Sistema de Identificação Escravista sobre a Terra, a fim de ser adorado por todos quantos ficarem neste planeta depois do arrebatamento.
Amada Igreja, a identidade do Éden é passado, os números do presente não nos importarão, o que verdadeiramente nos será de valor inestimável será ouvir do Senhor: “E eles serão o meu povo, e Eu serei o seu Deus...”
O seu nome já está registrado no Livro da Vida de Deus?
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Registre-se hoje!
Os Cartórios são as Igrejas sérias que pregam a Salvação.
Os Escrivões são os Santos Anjos.              
A caneta é de ouro.
A tinta é o Sangue do Cordeiro de Deus.
Registre-se hoje, porque o Cartório da Graça está prestes a mudar-se de endereço: A NOVA JERUSALÉM CELESTIAL.
Aleluia!!!!
 
Paz seja com todos!
 
Ir Carlos.

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Desembaraço 

“Nós também posto que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que de perto nos rodeia e corramos a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus: autor e consumador de nossa fé.” (H 12:1)
 

Queridos, um dos maiores problemas que temos nos dias atuais e, por que não dizer, no curso da historicidade humana, trata-se da dificuldade em se viver o dia de hoje, sem angustiarmo-nos com o amanhã, com o pecado de outrora, com os embaraços da vida – que muitas vezes nos tolhem, nos dificultam o acesso a Deus.
Vemos uma multidão de gente correndo atrás do vento, como escreveu o Rei Salomão, no Livro de Eclesiastes, num momento em que ele estava afastado do Criador, nada lhe completava, nada lhe satisfazia, nada lhe trazia felicidade... apenas desespero e desesperança.
Dividas, confrontos, lutas, pecados, a carne, o mundo, o diabo... parece-nos que tudo se volta contra nós, vivemos sob a escravidão de uma tecnologia que, se por um lado trouxe vários benefícios (velocidade de comunicação, por exemplo), por outro nos tornou reféns de um sistema que nos cobra a feitura de mil tarefas simultaneamente.
Vivemos num ciclo sem fim: toca o despertador (hoje bem substituído por um celular – que faz tantas coisas absurdas! Antes só telefonava!), levanta, faz a higiene, toma café, pensa... pensa, sai, vai ao trabalho... pensa... pensa... computador, digita, digita, digita... telefone... telefone, atende a um, atende a outro, problemas, problemas, problemas... pensa... pensa... pensa, almoço – correndo – trabalho, computador, digita, digita, digita, telefone, telefone, pensa, supermercados, carro, trânsito, pedestres, buzina, ofensa, cansaço, cansaço, cansaço... deita e levanta e....... Misericórdia!!!!!!!!!!!!!!!)
Alguém até compôs uma música, como grito de alma aflita e dizia: “Pare o mundo que eu quero descer....”
Amados, nós não podemos viver assim por muito tempo, devemos ouvir a voz doce do Espírito Santo, lembrando-nos das afáveis palavras de Jesus: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei...”
Devemos nos lembrar de Marta e de Maria, uma assoberbada de afazeres, corria de um lado para outro, a outra se sentou... calma, a ouvir o Mestre.
Todavia, destacamos que os mais lacerantes obstáculos e embaraços de nossa existência são os abrigados na alma, inquieta e ferida alma.
Pare! Olhe para o céu, lembre-se de seu criador! Ele ama você e quer ser ouvido! Acalme a sua alma!
Dentro deste assunto, há poucos dias, o Senhor nos fez entender que as muralhas de Jericó representavam muito mais do que um simples obstáculo de alvenaria, pedras, cimento ou barro; representava muito mais do que uma cidade amuralhada no caminho. Na verdade, fez-nos entender o Senhor que Ele, como Deus Soberano, poderia fazer Israel contornar Jericó, rumar em direção ao interior da terra prometida, sem muitos percalços, sem turbulências, sem enfrentamentos.
Mas imaginemo-nos no lugar daquela geração de israelitas...conquistando uma terra fértil, contudo tendo atrás de si a presença constante de um inimigo, na verdade o inimigo ainda estaria em seus termos, ou seja, dentro do território conquistado.
Queridos estamos falando de embaraços, problemas, dificuldades e pecados... verdadeiras muralhas que nos trazem danos espirituais terríveis, que nos fustigam e afligem-nos o ser.
Assim sendo, entendamos Jericó como tudo aquilo que – como embaraço – permanece a nos incomodar, latente em nossa vida, em nossa alam, porquanto até pior do que as lutas do dia são as muralhas invisíveis, os pecados não confessos, as mazelas não curadas.
O Senhor não nos permitirá seguir rumo á nossa terra prometida – JERUSALÉM CELESTE – sem antes nos ver vencer as muralhas dos embaraços da alma.
Amados, sente-se com o Mestre, não se permita abrigar embaraços na alma, faça como o Apóstolo Paulo: “ ...uma coisa faça é que me desembaraçando das coisas que para trás ficam... caminho para o alvo, para o prêmio soberano da vocação em Cristo Jesus”.
Paulo não ignora os seus Jericos, antes aprendeu a confiar na Graça do Senhor e a depositar seus problemas aos pés da cruz de Cristo. Amados, talvez tenhamos de fazer tombar, a cada dia, uma Jericó em nossas vidas, mas essa é a fórmula de caminhar desembaraçado.
A confissão de nossos pecados é uma forma de se fazer combalir, tombar as muralhas que nos querem obstar uma vida na presença do Senhor, pois sabemos que: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar de toda injustiça.” (Jo 1:9).
Sim, haverá dúvidas se as muralhas cairão, sim haverá aqueles que desmaiarão ao nosso lado dizendo que não aguentam mais, sim haverá os pés feridos pelo rodear – estrategicamente – Jericó, todavia não nos esqueçamos de que Deus (lembrem-se de que a Arca do Conserto estava com Josué e o Povo) estava com eles naquela jornada.
Querido irmão, querida irmã, Deus está contigo, não esmoreça, não desista, faça calar toda a angústia e deposite sua vida em Jesus, busque o calor afável do Espírito e você verá todas as muralhas, todo embaraço ruir e descansarás como o salmista: “...deitar-me faz em verdes pastos, guia as minhas veredas a águas tranqüilas...” (Sl. 23).
Ouça a voz do Espírito que hoje, agora te diz; “Não temas eu sou contigo, eu te amo, nunca jamais te abandonarei, descanse em mim...meu filho!”
“...e que o Senhor te dê a Paz!”

Graça e Paz
Ir Carlos.

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A FÉ GERADA

“De sorte que a fé é pelo ouvir, e ouvir pela Palavra de Deus” (Rm 10;17) 

 

Amados irmãos, a Paz do Senhor Jesus lhes seja abundante!
 
Uma das maiores pérolas luzentes da literatura veterotestamentária, ou seja, do Antigo Testamento, sem dúvida, é o Livro de Rute. Trata-se de um dos poucos livros que, a exemplo de Ester, Josué e os Profetas, levam o nome de seu personagem humano central: Rute, uma moabita, originária da terra de Moabe. É uma das histórias mais comoventes e profundas na vida de Israel, no passado, pois os acontecimentos do Livro de Rute se dão, decorrem em meio ao período de trevas dos juízes (Débora, Gideão, Sansão etc), momento em que a nação de Israel vivia um período cíclico de queda, opressão, clamor, livramento e paz...queda, opressão, clamor, livramento e paz, qual seja, Rute é luz em meio às trevas da obstinação de Israel. Na verdade, a plena compreensão do Livro de Rute só é possível se olharmos os fatos sob a luz da tipologia bíblica, sob o prisma das figuras que apontam para o futuro, sob a ótica que nos remete a Israel, à Igreja e ao Noivo: Jesus.
Assim se dão os fatos históricos: Elimelque, homem da região da judeia, juntamente com sua esposa, Noemi, e seus dois filhos: Malon e Quilion, em razão de severa fome na terra de Israel, ruma para Moabe, país vizinho (e cuja origem remonta à vida de Ló, sobrinho de Abraão), ali se instalam, e seus filhos se casam com duas jovens moabitas: Orfa e Rute. Contudo, lacerante tragédia atinge a família: Elimeleque, Malon e Quilion morrem, e restam então três viúvas, três destinos incertos, três vidas sem amparo humano. Noemi, depois de tal infortúnio, e ao saber que havia possibilidade de sobrevivência em sua terra natal, Israel, decide voltar e, no retorno, sendo seguida pelas duas meninas, declara-lhes: “...voltem para seu povo, para sua terra, pois não lhes posso ajudar, não me restam filhos para lhes dar...”. Orfa gosta de Noemi, mas por amar Moabe...regressa. Rute, porém gosta de Moabe, mas ama Noemi e lhe faz uma das mais belas declarações de fidelidade e amor: “Não me inste que te deixe, nem me obrigues a não seguir-te, aonde fores irei, onde pousareis, pousarei...o teu ovo é o meu povo, e o teu Deus é o meu Deus, onde morreres, morrerei eu e ali serei sepultada, faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver se outra coisa a não ser a morte me separar de ti.” (Rt 1:16)
Assim, Rute, acompanha Noemi, e mais, orientada por ela, vai colher cereais no campo de Boaz, homem possuidor de vasta plantação, benevolente, parente próximo e apto a resgatar, segundo a Lei, a Rute, ou seja: tomá-la como esposa e gerar descendência e perpetuidade à família de Elimeleque. Duma cativante aproximação de amor, Rute casa-se com Boaz, tem um filho chamado Obede que dá origem a Jessé, que dá origem ao rei Davi, ou seja, Rute torna-se ancestral do Senhor Jesus.
Glória a Deus por tal história, sim, devemos ver Rute como uma figura da Igreja, porquanto estrangeira, liga-se a Israel por adoção, busca o refúgio do dono da colheita, Boaz (JESUS) e dá vida a um filho cujo nome significa “adorador”. Aleluia!
Todavia, amados, o objetivo desta mensagem é tecer destaque a um fato que se nos passa despercebido: a fé gerada em família, sua qualidade, sua recepção, seus resultados.
Por fé gerada em família, destacamos o fato, não declarado, mas não impossível, de que tanto Malon como Quilion são homens criados num lar israelita, num lar que devia ser submetido à Palavra de Deus, sob as orientações de um pai temente ao Senhor. Seria então razoável crer que os filhos de Elimeleque – Malon e Quilion – ao se casarem se tornariam transmissores de sua fé às esposas: Rute e Orfa.
Porém podemos – sem criar heresias por falta de correta visão escriturística – analisar a fé das meninas manifesta em suas atitudes: A fé das duas foi gerada no lar, entretanto com que qualidade? Afinal, como receberam a Palavra de Deus? Teriam sido orientadas sobre a existência de um só Deus Soberano e Magnífico, Sempiterno....etc etc etc?
Tal cogitação baseia-se na tomada de decisão de ambas: Orfa volta para as trevas do esquecimento histórico em Moabe, volta para um povo que – mais tarde seria julgado com severidade por Deus – volta para os falsos deuses de sua terra, volta para ser esquecida; Rute ingressa na vida e na história do povo de Deus, e torna-se, juntamente com mais três mulheres, parte da genealogia do Salvador, torna-se fantástica figura da Igreja, torna-se exemplo de piedade, submissão, e amor incondicional.
Amada Igreja, será que a transmissão da fé encontrou falha na vida dos homens da casa de Elimeleque? Será que a falha de um e o sucesso de outro foram fundamentais ao futuro das jovens? Será que a posição final de ambas foi de sua íntegra e unilateral vontade?
Apliquemos tais ocorridos em nossa vida:
- Que tipo de transmissor de fé somos?
- As pessoas que nos cercam desejam conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor?
- Que tipo de receptores da verdade somos?
- O chamado do passado no mundo pode nos fazer voltar às trevas?
- Somos como Rute: submissos, dispostos, entregues, impactados...?
Infelizmente, tal realidade está a ocorrer em nossas vidas, em nossas famílias, em nossa Comunidade; vemos muitas pessoas que – ou por não receberem um exemplo digno de fé, ou por estarem interessadas pelo exemplo que recebem – a despeito de ser cheio de dignidade – voltarem, descrerem da Palavra, amarem o passado, desejarem a comida e a água de Moabe.
Que o Senhor nos faça luz e sal como transmissores de genuína fé – dentro e fora de casa – dentro e fora do Templo – dentro e fora de nós, que o Senhor nos preserve ou gere um espírito de excelente quanto foi o de Rute. O resultado dessa fé verdadeira será que nós seremos e geraremos “Verdadeiros Adoradores”.
 
Graça e Paz lhes sejam abundantes!
 

Ir Carlos.
Evangelista e professor de teologia da Igreja Apostólica Cristã

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Razão: amiga ou inimiga da verdade e da vida espiritual?

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto RACIONAL (grifo nosso)...” (Rm 12:1)

Amados irmãos, Paz de Cristo seja convosco!

 

É comum nos dias atuais contemplarmos líderes evangélicos abominarem quaisquer tipos de relacionamento com a Teologia, ou com o estudo sistemático das escrituras Sagradas. Muitos inclusive com o uso (abuso) insano e mal interpretado de versículos isolados alegam: “Está escrito o muito saber é cansaço e enfado...” Ignorando, por arbítrio, que tal passagem se refere ao saber mundano, vazio e perecível e não à Santa Escritura.

Talvez possamos aqui denunciar algumas das razões que conduzem certas almas ao negligenciar do estudo, ou seja, de alimentar a razão. Podemos denunciar tais razões:

1º) Falta de tempo e condições financeiras, fisiológicas, temporais, culturais etc;

2º) Negligência voluntária, ou preguiça espiritual;

3º) Acomodação na concepção do: “Já sou salvo mesmo!!!”

4º) Torpe intenção, malignidade e desprezo pelo belo trabalho empreendido por almas piedosas no discernimento das Santas Palavras;

5º) Dependência excessiva de outros homens ou do Espírito (sendo que os espíritos que surgem nem sempre são Santos), quanto ao entender da Bíblia;

6º) Falsa autonomia e concepção egoística das realidades escriturísticas que pode ser levado às raias de entendimentos absurdos e desvarios insanos;

7º) ETC.

Muitos, como vimos, são os motivos que podem levar alguém a se abster de buscar compreensão teológica das verdades divinas insertas na Palavra de Deus, todavia um número maior ainda de danos emocionais, morais, espirituais e eternos surgem dessa negligência – voluntária ou não.

Vivemos um momento em que pensar parece nocivo, não são admitidos questionamentos. Frases de impacto, mas vazias são lançadas por aqueles que – de modo ignorante ou pensado – defendem posicionamentos contrário à sã doutrina:

“Não toque no ungido de Deus!”, “A multiforme sabedoria de Deus, irmãos!”, “Cuidado para não pecar contra o Espírito, irmão!”, “As promessas têm de ser cumpridas, Igreja!”, e tantas outras das quais já estamos cansados.

Ministrações vazias de conteúdo espiritual voltam-se mais para os nossos anseios e desejos, culto deixou de ser para adorar a Deus, templo tornou-se lugar em que Deus tem de falar o que quero ouvir, louvor se tornou barulho cheio de letras e rimas enfadonhas (heréticas e egocêntricas), lugar bom é onde me sinto bem, literaturas mundanas cheias de psicologia e curandeirismos enchem nossas livrarias, e digo isso com imperiosa autoridade, porquanto – dia desses – dirigi-me a uma dessas galerias evangélicas e pedi uma obra (Não exatamente a Bíblia!) que falasse de salvação, a fim de evangelizar alguém, sabem qual foi o resultados?!...não havia nenhuma. Meu Deus!

Porém, antes que você se entristeça, ou perca as esperanças, saiba: desde nossos pais no Edem – o homem sempre teve o uso da razão e do conhecimento como fonte fundamental de seu relacionamento com Deus. Se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, devemos saber que Deus também tem razão e inteligência e atua segundo sua razão e sabedoria, ainda que devamos exaltar que os atributos divinos são perfeitos em distinção aos nossos: finitos e imperfeitos.

Mas sendo assim, por que temos aversão e desprezo pela busca de conhecimento de modo racional? Por que damos ênfase a espiritualidades contrárias às doutrinas bíblicas? Por que permitimos tantos lobos vorazes solaparem nossas consciências e nos furtarem a oportunidade de ouvirmos a sabedoria que vem do céu?

Nós podemos e devemos dar um basta a essa vida cristã fragilizada, fragmentada, patológica e dependente daqueles que não têm compromisso com a Verdade, e isso é possível se fizermos o que Paulo pede em Romanos 12:1, apresentando nossos corpos e mentes em sacrifício ao Senhor, numa disposição mental racional para conhecermos ao Senhor e a sua boa, perfeita e agradável vontade.

Se hoje temos líderes perversos que não se admitem serem sondados, lembremos de Paulo e dos maravilhosos irmãos da Beréia, porque, enquanto Paulo pregava-lhes o evangelho, eles examinavam tudo nas escrituras para verem se de fato Paulo lhes falava a verdade, e eu creio que Paulo amava isso, pois sabia que ali haveria uma igreja sábia no conhecimento de seu Deus.

O Senhor Jesus declarou: “E conhecereis a verdade e a verdade. A verdade é a palavra de Deus que liberta, salva, vivifica, gera fé, nos faz amadurecer, nos aproxima de Deus, nos limpa, nos livra das garras do inimigo, nos desescravisa dos grilhões dos estelionatários e videntes da falsa fé que nos anunciam paz em tempo de guerra, avivamento em tempo de apostasia, restituição e bênçãos, mas não falam de pecado, não falam de salvação, não pregam a Cristo...etc.

Sendo assim amados, se o nosso culto é racional, é inteligente, requer raciocínio, clama por conhecimento, pensa, questiona as inverdades.

Assim queridos, a razão, aliada ao conhecimento, nunca jamais será inimiga da fé, ao contrário, dá à fé segurança, legitimidade, alicerce espiritual sadio, esperança na Glória vindoura.

Muitos são os que se decepcionaram com as pregações maniqueístas, esquizofrênicas, psicopáticas, anêmicas, espiritualistas, enfermas e se foram para longe de Cristo não entendo que quem falhou – voluntariamente ou não – foram os homens, não Jesus.

Possamos nos manter em Cristo Jesus com uma busca racional perene, vigorosa e santa para tentar resgatar os que se desviaram sem conhecimento e para tentar salvar os que ainda não tem como usar a razão para conhecer o Salvador e conseqüentemente não tem razão para viver.                

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Posso ouvir os passos do meu Noivo

“Então o reino de Deus será semelhante a dez virgens que tomando suas lâmpadas saíram ao encontro do noivo. E eram cinco prudentes e dez loucas... Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro" (Mateus 25.6).

Querida Igreja, o texto acima acentua-nos a parábola das virgens prudentes, tal mensagem é muito conhecida no meio cristão e na maioria das interpretações propaladas distingue-se a identidade das virgens como noivas desposadas com Cristo e representantes da Igreja, pelo que cinco delas diligentemente aguardaram a vinda do noivo e cinco desdenharam da perspectiva vindoura do amado.         Não nos é imperioso, na presente mensagem, pormenorizar defeitos, quedas, dificuldades individualizadas dos membros das igrejas, antes sejamos cientes de que, nos parece palpável e tangível, que o erro fatal e mórbido a ser abraçado pelas virgens néscias é o desvio doutrinário-escriturístico cujos fundamentos são:

 

1) Práticas heréticas;

2) Visão míope do Evangelho;

3) Igreja orientada por métodos;

4) Emocionalismo;

5) Falsa espiritualidade;

6) Práticas judaizantes;

7) Busca pelo reino terreno;

8) Egocentrismo.......................

9) ETC.

 

Mas este, como enfatizado, não é o basilar interesse da presente mensagem, deseja-se aqui evidenciar o porquê crucial da necessidade de retorno aos princípios bíblicos pelos quais nossos irmãos do passado escreveram – com o esvair da própria existência, muitas vezes martirizada – as histórias mais pujantes, mais belas, mais ardorosas do cristianismo, deseja-se aqui bradar: “JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO!”

No presente momento, não nos deteremos ao sondar das particularidades das virgens, porém destacaremos os ardis de nosso milenar inimigo: Satanás.

Estamos contemplando um momento único na historicidade humana, sente-se o clamor uníssono dos povos por paz, segurança e principalmente: um líder, já que – deliberadamente – rejeitarão o domínio do Rei dos reis e Senhor dos Senhores.

Com base nessas expectativas que prenunciam, cremos, o retorno do Noivo Jesus, observemos a urdidura do maligno:

Satanás tem propósitos de domínio e adoração mundial, integral e unilateral, bem como destruir a nação de Israel para evitar o retorno terreno de Cristo, e para tanto, promove:

 

a) Globalização, ou seja, aproximação, fusão ou criação de blocos econômicos – cuja crise já nos deu mostra de como somos interdependentes - com base em moedas fortes como o Euro;

b) Criação de uma rede comunicação interligada sem fronteiras e disseminadora de doutrinas demoníacas (Apresar de poder ser veículo de propagação do Evangelho, embora seja mal utilizado por tantos crentes!);

c) A existência de uma religião mundial ecumênica, mesclando judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo, taoísmo e outros “ismos”, sobre a qual o Vaticano tem domínio;

d) A manipulação de massas com inverdades tais quais o “aquecimento global”;

e) A distribuição estratégica de seus discípulos nos cargos de confiança e governo: Maçons nos governos e chefias, por exemplo;

f) A promoção da antiga cultura romana do “pão e circo”, satisfazendo os mais rudimentares desejos do populacho, impedindo-o de pensar;

g) O enfraquecimento – mediante perseguição implacável: coletiva ou individual - das Igrejas que buscam perseverar na sã doutrina, solando-as com misticismos, curandeirismo e práticas cúlticas antibíblicas;

h) O secular espírito do anti-semitismo, ou seja, um sentimento ignóbil, perverso, infundado de ódio contra o povo judeu;  

i) E, com ênfase, destacamos que o diabo anseia pelo coroamento do Anticristo.

         Não amados, não nos é nenhum sonho, ou devaneio, ao contrário, as esperanças mundiais quanto ao surgimento de um líder são hoje mais tangíveis do que nunca o foram. Há dias, fomos surpreendidos com a criação de super-herói: “O Super Obama”. Não, não é gracejo ou brincadeira, pois nos chamou a atenção o fato de que tornaram o presidente norte-americano um líder capaz de promover a paz, fazer sucumbir as lacerantes problemas dos povos, unificar idéias, enfim, um quadro verossímil e perfeito do abominável que esta por vir.

Igreja, apesar da aparente inocência daqueles de cujo ventre emanou tamanha estultícia, loucura...há um fundo de razão e profunda intencionalidade por trás, no oculto, nas trevas abissais donde veio tal “herói”.

Nota-se que o mundo contemporâneo está pronto para receber Satanás como seu mentor e pedagogo. Sabemos que amada noiva, as virgens sábias e prudentes não contemplarão o fatídico desfecho dessa história(Porque irão habitar a nova Jerusalém!) ...contudo...há cinco noivas imprudentes...há cinco noivas despreparadas...há cinco noivas que vão se esquecendo de que uma lâmpada só permanece acesa se possuir óleo: a Santa presença do Espírito Santo, um pavio: nossa  comunhão com o Pai, e o fogo: a chama ardente de Deus a nos manter no Caminho, na Verdade e na Vida.

Igreja amada, observai as Escrituras, provai os espíritos, ponderai os caminhos, refleti sobre a Glória vindoura, esperai vigilante porque: “...à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro...”

Maranata!

Aleluia...as lágrimas vertem em meu rosto!

Paz seja com todos!

Pois breve vem a nossa redenção!

 

Irmão Carlos.

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TORRE DE BABEL DE HOJE

“Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre, cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face da terra. Então desceu o Senhor, para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; e disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua, e isso é o que começaram a fazer; e agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.” (Gn 11:4-6)”
 

Amada Igreja, Graça e Paz...

Sem dúvida um dos aspectos, senão uma das principais maravilhas das escrituras, é a Profecia, mas não somente aquela que se entende mediante os dizeres dos santos profetas do Senhor, tais como: “E veio a mima Palavra do Senhor...”. Temos de entender a Profecia bíblica sob vários pontos, instrumentos, alvos etc.
Como definição a Profecia pode muito bem ser definida como: “A história contada antes da história”.
No que se refere aos alvos proféticos podemos entender: Profecias messiânicas, profecias para a Igreja, profecias para Israel, profecias para os gentios, de alcance pessoal, coletivo ou mesmo universal etc.
Quanto à manifestação da predição, ou seja, da profecia podemos encontrá-la através da boca dos servos do Senhor – como no Velho Testamento – através de fatos etc.
O texto que encabeça esta mensagem tem, sob à luz de boa análise, uma projeção profética magnífica e que abraça, perfeitamente, a ideologia do mundo em que vivemos, contemporâneo.
Sabemos que, depois do dilúvio, Noé e seus familiares foram, pelo Senhor, comissionados, designados a repovoar a Terra e, obviamente, isso só seria possível mediante a observação restrita e total das ordens de Deus, sendo que tinham uma só linguagem e o mundo para desbravar e habitar. Mas tinham de se espalhar sobre o globo terrestre, construir identidades sociais, e - principalmente - manter comunhão com o Criador.
Contudo, sob a supervisão e direção do diabo, voluntariamente, aqueles, nascidos pós-dilúvio, lançaram a semente da ideologia que dirige nosso mundo até hoje, rebelaram-se contra Deus, exaltaram-se, projetaram a edificação de uma sociedade em que o homem seria o centro: antropocentrismo.
Sim, analisemos o texto, com uma visão espiritual:
“...edifiquemos...”
Trata-se de um conluio, de uma associação rebelde em que Deus é deixado de fora, ou seja façamos nós, não dependamos de Deus;
“...uma cidade...”
Uma habitação de origem, forma e fundamentos humanos, que espelha as origens da sociedade cujos poderes e direções servem a Satanás;
“...uma torre cujo nome toque nos céus”
Configura-se a busca por exaltação, enlevo do gênero humano, ser divinizado, qual seja, o mesmo pecado perpetrado por Lúcifer quando buscou os lugares celestes elevados e de lá foi precipitado. Então não é difícil compreender quem era o engenheiro da obra;
“...façamos um nome...”
Qualquer nome que nos exalte aos céus, de nosso modo, através dos deuses que criarmos, seja Buda, seja Ghandi, seja Maomé, seja Zoroastro, seja o que for que nos eleve aos céus...exceto um Nome: Jesus;
“...não sejamos espalhados...”
Soberba, arrogância, presunção, desobediência declarada às ordens de Deus.
Não seria esta blasfema sociedade um reflexo passado do mundo em que hoje vivemos?
Não estaria nossa sociedade, mediante as mesmas concepções, ideologias e influências demoníacas reedificando a torre de Babel, senão observemos:
“...edifiquemos...”
Estão projetando uma morada rebelde na qual um rei maligno blasfemará o nome do Senhor;
“...uma cidade...”
Uma sociedade unificada em torno de uma só moeda, um meio de comunicação que desfaz barreiras, uma só religião;
“...uma torre cujo nome toque nos céus”
Poucas foram as gentes que se postaram tão arrogantes e soberbas e que imaginaram exceder os céus em razão de seu conhecimento e cultura a atual geração;
“...façamos um nome...”
Esse tópico seja mantido e apenas se lhe acrescente: Afinal todos os caminhos levam a Deus e se nenhum levar também não nos interessa. Qualquer nome que nos exalte aos céus, de nosso modo, através dos deuses que criarmos, seja Buda, seja Ghandi, seja Maomé, seja Zoroastro, seja o que for que nos eleve aos céus...exceto um Nome: Jesus; Essa será a religião mundial do Anticristo;
“...não sejamos espalhados...”
É comum ouvirmos hoje, aonde vai para o homem, ninguém pode nos deter; se os amados irmãos continuarem a ler o texto bíblico, verão as palavras do Senhor: “...e não haverá limites para tudo que intentarem fazer...”. Foi por isso que Jesus declarou: “Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria...”.
Assim, queridos, estamos céleres rumando para o término da jornada humana sobre o planeta; está reconstruída a torre de Babel; uniram-se contra Deus, nunca ouve tamanha influência – sem restrições – demoníaca; uma nova era se instala; crescente é os declarados ateus; querem o céu como troféu, mas não para salvação segundo Jesus; expulsam Deus de suas vidas, suas famílias, suas escolas, seus tribunais...suas mentes...seus corações...enfim...
Observe os verbos:
“Eia (= vamos), edifiquemos...façamo-nos.. não sejamos...”
São totalmente voltados para si, momento algum dizem (no passado ou no presente): busquemos ao Senhor.
É chegado o tempo, o tempo de nossa redenção, de nossa partida para as moradas celestes, então que, em nossa alma, possamos, com a direção do Espírito Santo, reescrever, dia a dia, nossa história junto ao amoroso Pai, mesmo usando a mesma estrutura textual:
“Eia, edifiquemos nós um altar de adoração ao Senhor, porque Ele é bom, uma cidade espiritual cujos tijolos são cada crente que celebrará o nome do Cordeiro pela eternidade das eternidades, porque a Torre – forte refúgio – já está nos céus: Jesus, e saibamos que termos um novo nome, para que não, nunca jamais, sejamos tirados da presença daquele que é Santo...Santo...Santo...Santo...
Santo...Santo...Santo...Aleluia! Glória a Deus! Louvado seja o Senhor!
“Aquele que testifica estas coisas diz: Eis que cedo logo venho. Amém!Ora vem, Senhor Jesus! (Ap 22:7)
Graça e Paz, querida Igreja de Jesus.

Ev. Carlos.
Prof.Teol. Igreja Apostólica Cristã

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Caim, o pai da religião

Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.  ( Jr 29.13 )

 

Há alguns dias, um homem, muito amigo e queiro meu, sentando-se ao meu lado, e vendo-me afirmar a um amado evangélico que o legalismo impositório das mentes doentias que ocupam púlpitos nada tem a ver com a simplicidade da Graça, inclusive e principalmente, quando ofertamos e nos ofertamos a Deus. Este meu amigo, no intuito de fazer parte daquele diálogo, perguntou-nos:
- Qual foi a primeira religião no mundo?
Pensei um pouco, e lhe disse que no plano inicial de Deus, Adão e Eva ocupavam lugar e posição santos e afastados do conhecimento de bem e do mal, contudo depois da queda – insuflada pelo nosso inimigo – eles perderam o privilégio de contato direto com o Criador, passaram a vagear sob a tutela da irreversível perspectiva de haverem morrido espiritual e – e posteriormente: fisicamente – em relação ao Pai.
Todavia, o coração do amoroso Deus nos os deixou desamparados, ao sacrificar um animal inocente e cobrir a nudez consciente do homem e da mulher, o Senhor mostrou-lhes que tipo de culto de ação, de fé, de atitude era agradável a Ele (Deus) para que os então caídos homens pudessem se reaproximar dEle, evidenciando-lhes ali, naquele ato, o plano vindouro da Cruz, na qual, Jesus, não só cobria os pecados do homem, mas os retiraria para sempre, vestindo-nos de santidade aos olhos do Pai. Sendo assim, Adão e Eva, não só se apossaram deste legado, dessa instrução, mas também tinham a missão de transmitir tal conduta a sua geração, e cremos que o fizeram.
Entretanto, tão logo seus filhos, Caim e Abel, se apresentaram diante de Deus para lhe oferecer culto, para se aproximarem dEle, surgiu também – sórdida, funesta, nefasta, horrenda – a religiosidade, fútil e vazia, inóspita e demoníaca.
Abel, por fé, pôs diante de Deus um sacrifício de um ser inocente, declarando sua (dele - Abel) inutilidade em ofertar algo que o justificasse, que o purificasse, diferente da atitude de seu pai, Adão, no Éden, quando tentou se cobrir com folhagens e, mesmo assim, sentia-se temeroso e envergonhado ante ao Criador. Tal oferta Agradou as exigências do coração e da Lei de Deus.
Mas....
Caim, em torpe e maligna atitude, destituído de fé, e em plena desobediência, apresentou diante de Deus, com frutos, que não devem ser vistos apenas como derivados de árvores - mas como o fruto rebelde de suas mãos, o fruto de sua intenção de se auto-justificar, a marca vilipendiosa, enganadora e desprezível e vil da religiosidade humana a qual declara, na face do Criador: “EIS AQUI O QUE DEVE SER ACEITO E FIM”.
Este embrião de malignidade, de soberba, de orgulhosa intenção de fazer seu próprio caminho de retorno a Deus – afinal religião vem de religare do latim e significa reunir a Deus - atravessou os séculos da existência humana operando:
- o afastamento eterno do homem e Deus;
- o afastamento do homem do homem;
- guerras, lutas, perseguições que ceifaram milhões de pessoas;
- suicídios coletivos perpetrados por loucos desvairados;
- fome, morte e miséria de milhões;
- segregação insana de povos, raças, etnias;
- escravidão psico-somática-material de multidões;
- assassinatos, crueldades, vilezas e maldades inomináveis;
- etc, etc, etc.
Dentre alguns movimentos e combates religiosos horríveis, podemos destacar alguns poucos:
- conflito árabe-israelense no Oriente Médio;
- guerra entre católicos e protestantes na Irlanda;
- a Kun Klux Klan nos EUA;
- o bizarro suicídio coletivo nas Guianas, promovido por Jim Jones;
- as Cruzadas, que nunca jamais defenderam a causa de Cristo;
- a política inquisitória na Idade Média;
- etc, etc, etc.
E hoje, e nós, sim nós que defendemos ter o elo, o laço, o Caminho de religação de Deus e o homem...sim, nós que nos submetemos a regimes doutrinários...sim, nós que muitas vezes ignoramos o clamor de almas aflitas em razão de elas nos comungarem nosso mesmo ideal ou ideologia cristã...sim, nós que nos tornamos pragmáticos com roupas, costumes, falas, horários e comportamentos exteriorizados...sim, nós que assistimos calados toda sorte de loucuras a favor da chamada fé evangélica - que vão desde os emocionalismos grotescos, das unções bizarras, dos bingos da fé, dos rudimentos externos, da segregação entre denominações, da falta de amor dentro de nossos lares, da falta de cura para nossas almas, e de tantas e tantas outras coisas extravagantes e sem sentido - sim e nós...que nos institucionalizamos...sim, nós que nos religiosizamos...sim, nós...que talvez assim como Caim estamos nos afastando do único Caminho...sim, nós o que faremos?
Façamos o seguinte:
Primeiramente, vamos sentar e ouvir novamente o Pai dizendo:
“Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16),
E: “vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados e oprimidos e eu vos aliviarei. (de – grifo nosso: do medo, da dor, da culpa...da religiosidade vazia e inócua)...” (Mt 11:29)
Depois, coloquemos em prática o amor prático, que transpassa as fronteiras da religião, das férreas doutrinas, do comportamentalismo, das aparências, como fez Jesus ao se dirigir ao se dirigir á mulher samaritana, ao centurião de Cafarnaum, a mulher tida em adultério, aos pobres, aos leprosos, aos miseráveis.
Todos estes sem lugar no plano religiosos...todavia com segura e eterna guarida no coração do Pai celeste.

Com amor e carinho...sem religiosidade.

Paz e Graça a todos.

Irmão Carlos.

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Boas Novas em Gadara 

Segue abaixo uma mensagem que cremos ser de edificação aos que desejam emergir acima da institucionalidade "religiosa-evangélica"(Marcos 5.)

Certa feita, segundo os relatos de Marcos, Jesus embarca numa aventura pedagógica, ou seja, de ensino, juntamente com seus discípulos, sendo que tal jornada tem como ponto de partida o Mar da Galileia. Jesus, depois de ministrar a uma multidão, adianta-se aos discípulos, entra num barco – que cremos ser de Pedro – e ruma, junto deles, mar-a-dentro, sabemos que em dado momento o mar se torna violento, os ventos se revoltam e os discípulos clamam para que Jesus os ajude, então Jesus repreende os ventos e o mar e tudo se faz paz. Mas, o nosso foco não se prende nesta passagem a não por um detalhe a ser declarado mais tarde, na verdade nossa atenção se volta para o que acontece posteriormente: Jesus e os discípulos rumam para o outro lado e descem em Gadara, região de estrangeiros, criadores de porcos. Ao desembarcar, Jesus já em terra, contempla a vinda ferina, louca, e possessa de um homem, possuído de milhares de demônios que, segundo o evangelho, faziam-no tão violento e incontível que aquele homem habitava em sepulcros e ninguém passava por seu caminho. Declara-se ainda que nada – nem cadeias, nem grilhões – nada podia contê-lo, o possesso gadareno, arroja-se aos pés de Cristo e os espíritos malignos clamam a Jesus: Que temos nós contigo Jesus, Filho do altíssimo, vieste-nos atormentar antes do tempo, rogamos que não nos mande embora deste lugar! E já que havia ali uma manada de dois mil porcos, rogaram poder entrar neles, Jesus lhes permitiu, então os porcos lançaram-se no despenhadeiro, afogando-se no mar. Os porqueiros, vendo tudo, correram à cidade, chamaram os moradores que, depois de contemplar tudo o que havia ocorrido, rogaram a Jesus que deixasse suas terras.

Quais verdades se contemplam além da letra:

    Primeiro: devemos entender o fato de que só quem já passou pelas tormentas da vida, com Jesus no barco, e sobreviveu, pois não está pautado por um evangelho fragmentado, raso e demoníaco, está pronto a enfrentar realidades espirituais que necessitam de sabedoria, compaixão e discernimento para serem entendidos;

    Segundo: a pedagogia de Cristo é de alcance triplo, qual seja, seriam ministrados: os discípulos, o gadareno, os habitantes do local;

   Terceiro: o que aquele gadareno representava para os habitantes de Gadara, por que, ao invés de rogar a Jesus que ficasse, pediram a Ele, Jesus, que fosse embora??? Na verdade, com uma cogitação não herética, podemos entender ao menos que o gadareno era como um trunfo, um refúgio psicológico, uma necessidade espiritual a todos os gadarenos, e por quê?

Vejamos três razões palpáveis para não ficarem felizes com a libertação que Jesus promoveu:

  a) Porque para eles o gadareno endemoniado era-lhes um refúgio para a alma pecadora, sim, era daquele que ninguém era, afinal, podiam entender que, para estar naquele estado, o gadareno deveria ser muito pecador e eles, não eram “tão reprováveis assim”, imaginem, dentro de suas casas, podiam até dizer: Ele deveria se converter, freqüentar uma denominação, respeitar as doutrinas, as liturgias, os parâmetros eclesiásticos, pois não passa de um ímpio etc, etc, etc;

   b) Porque seu paganismo foi destruído, sim, ali, certamente, era uma região de culto a alguns “deuses”, e apesar de o gadareno ser um refúgio em alguns momentos, noutros, ele os incomodava, porque lhes lançava na face a inutilidade de suas imagens de esculturas, incapazes de enfrentar os demônios – que tão perto habitavam. E agora vem um jovem nazareno, judeu, simplesmente Jesus, quee ordena uma vez só: SAIAMMMMMMMMMMM! E os demônios obedecem. Fica uma pergunta: O que fazer com os “deuses” agora?Pois, se há um Deus de Verdade, esse Deus era Jesus;

   c) Porque perderam dois patrimônios: primeiro o gadareno que lhes aplacava a consciência pecadora (afinal achavam que ele era pior), segundo – e creiam, mais importante: os porcos, sim os porcos eram e são, na atualidade, mais importantes do que uma alma. Gastam-se milhões na salvação de animais, gastam-se milhões na promoção de espetáculos gospels, gastam-se milhões na construção da imagem de estelionatários do evangelho, mas poucos querem cruzar os caminhos dos gadarenos.

Reflitam nisso, temos hoje um Brasil cheio de Cristianismo e Evangelicalismo baratos, rasos, destituídos da Verdade, todavia vazios do Evangelho, logo há muitos gadarenos no caminho, caminho que a “igreja que só busca aquilo que lhe agrada” não quer cruzar, “igreja” que lava sua consciência não no sangue de Cristo, mas no pecado do gadareno, “igreja” que também tem seus ídolos-pastor- apostólo-etc, “igreja” cujo maior patrimônio não são as almas, mas o próprio ventre.
Porém, há uma Boa Nova: Jesus ainda está cruzando o caminho dos gadarenos e ministrando, na vida de seus verdadeiros discípulos, as seguintes verdades:

    a) quem me segue, prepare-se para amar os desprezados e possessos, libertando-os das algemas da consciência culpada diante de Deus, ensinando-lhes que: A Graça é para todos um favor imerecido e para todos, o perdão da cruz redime todos os pecados do passado, do presente e do futuro, que o preço a ser pago, já foi pago por Cristo;

    b) quem me segue entende que não vim apenas para grupos seletos e exclusivos, sejam evangélicos, católicos, judeus...não a mensagem de Jesus não está presa aos nossos limites étnicos, políticos, geográficos, culturais, religiosos etc;

    c) quem me segue sabe que o tão “feroz inimigo” foi esmagado na cruz do calvário;

    d) quem me segue compreende que não trago conteúdos para serem aceitos apenas no âmbito intelectual, mas são para serem experimentados no caminhar;

    e) quem me segue discerne que a verdadeira Igreja e o verdadeiro culto se fazem assim, na vida, na lida, no mundo, pois o sal só serve se for diluído no todo;

    f) quem me segue terá compaixão mesmo dos que não me aceitam: os habitantes de gadara, e há muitos por aí, e não os fica lançando no inferno que preparei para Satanás e seus anjos;

    g) quem me segue.......etc

Há!    Quanto ao gadareno:

Tornou-se um anunciador do amor divino, não um pregador de doutrinas humanas, não um aliciador de almas para encher templos, não um defensor de reformas sem forma, disformes. O gadareno tornou-se um discípulos e foi pregar aos gadarenos – que Deus não condenou – antes amou.

Siga a Jesus!

Paz e Graça a todos!

Irmão Carlos.

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As árvores de Deus.
 

“...toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos...” (Mt 7:17).

É-nos por demais importante compreender o Evangelho a contar dos olhos de Jesus, sim, todo aquele que deseja ter sua alma pacificada pela Graça divina somente poderá tê-la, se compreender as escrituras sempre a contar da visão de Jesus. Jesus é a essência de todo entendimento. Nele se completam, se cumprem as sombras dos rituais, da Lei, dos profetas de tudo que era promessa e perspectiva futura ao homem. Dele derivam todas as doutrinas que demandam agora nossa comunhão com o Pai. Assim, pretendendo conceber um ensino valioso ao nosso coração, convido a todos a refletirem numa declaração de Jesus a cerca de nossa caminhada existencial, nossa relação com o Pai, nossa mudança...enfim!
Jesus – como lhe era costumeiro comparar-nos a aspectos simples da natureza – fez várias analogias, ou seja, comparações de homens com árvores. Por exemplo, Israel era comparada a figueira sem frutos, porque – baseando-se num legalismo inútil – nada podia apresentar (ainda bem!) para se autojustificar diante de Deus. Jesus também se referiu aos homens comparando-os a árvores: “...toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos...” (Mt 7:17). Contudo, queridos, enfatizemos primeiramente o fato de que toda árvore deriva, provém de uma semente, assim também é-nos dito nas escrituras de sementes boas e sementes más, porquanto sabemos que quando a semente do Evangelho adentra um coração disposto a ser submetido ao ensino do Mestre, ela gera uma árvore sadia. Entrementes, a maioria das pessoas resiste ao processo do crescimento das árvores, pois então resiste à boa semente, restando-lhe cultivar na alma as próprias enfermidades interiores e latentes. Gera-se a contar dum coração ainda não cultivado, adubado, regado e tratado pela Graça, uma árvore que pode ter até boa aparência, mas suas raízes são raízes de amargura, e sabemos – quando vêm os ventos, as chuvas, as estações da vida – a queda desta árvore é inevitável, e quando ocorre a sua queda, descobre-se a pobre árvore com poucas raízes, sem fundamento, brocada em seu íntimo, cheia de parasitas e cupins. Quantas pessoas não sabem que a boa semente de Cristo: O Evangelho, as Boas Novas, representam o cultivo da Paz de Deus em nossas vidas?! Quantas pessoas ainda desconhecem que, em Cristo, descanso perdoado na Graça e o pecado torna-se insignificante, o inimigo jaz combalido e morto, porque estou livre em meu Senhor?! Quantas pessoas acham que fruto é o bom resultado a se dar à cobrança eclesiástica, de “igrejas”, de práticas, de costumes, de rituais, de paganismos de etc...
Bem-aventurado aquele em cujo coração repousou a semente da Graça, em cujo ser habita a Paz, em cuja alma reside a certeza do perdão incondicional e eterno do Pai. Bem-aventurado aquele que cuja vida é uma árvore plantada junto aos ribeiros eternos, regada pelo amor do Senhor. Bem-aventurado aquele que sabe não haver mérito algum em si, mas toda Glória seja dada a Deus. Bem-aventurado aquele que sabe que ele é a Igreja, que culto é onde dois ou mais se reúnem em nome de Jesus, que vida com Deus só é vida na caminhada da vida, em todo lugar, com toda gente, pois o sal só tem valor se se diluir no todo. Bem-aventurado aquele que como árvore sabe que enfrentará as estações da vida na certeza de que o lacerante verão não será eterno, o inverno intenso passará, que o outono lânguido não será perpétuo, que sempre – todo dia, diante de tudo – há uma primavera de Cristo na vida. Sabe-se então que, quando vêm as chuvas, os ventos, os raios, tudo...tais árvores resistem, ainda que por fora estejam secas, resistem, porque sua real vida está em seu interior, cuja seiva é alimentada pelos céus e, quando ninguém mais espera, esta árvore brota e dá bons frutos; de paz, de amor, de bondade, de alegria, de temperança, de compaixão de etc, etc, etc, etc....
Amado, que tipo de árvore é você? Que seiva há em seu íntimo? Que frutos gera? É uma árvore evangélica? É uma árvore doutrinada? É uma árvore ministeriada? É uma árvore ungilicada? É uma árvore prosperada?
Entretanto, se você é uma árvore plantada em Cristo que perdoa porque se sabe perdoada, que ama porque se sabe amada, que compreende porque se sabe compreendida, que tem misericórdia que se sabe acolhida pela misericórdia, que dá graça porque se sabe agraciada...saiba então, depois das tempestades – permitidas por Deus para o crescimento da árvore, depois da poda feita por Deus para a purificação, depois das marcas deixadas por Deus para a humildade: “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra, e o seu tronco morrer no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta...” (Jó 14:7-9)

Graça e Paz

Ev. Carlos Alberto Oliveira

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Jonas e o evangelho da Igreja

  Levanta-te e vai... ( Jonas 1.2)

 

Uma das mais fascinantes narrativas do Velho Testamento centra-se na vida de Jonas, Profeta de Israel no Velho Testamento. Sabemos que este profeta, filho de Amitai, era indubitavelmente um judeu, inapelável e hereditariamente descente da casta profética, indiscutivelmente zeloso de anunciar a Palavra de Deus, segundo o modo de transmissão de Deus à época. Sua história detém os seguintes fatos:
Em dado momento de sua vida, Jonas recebe de Deus uma incumbência, uma determinação, uma comissão, uma missão: “Levanta-te e vai a grande cidade de Nínive, (Capital do Reino da Assíria naquele momento histórico), pois o furor de seu pecado já subiu até mim, e anuncia-lhes o juízo. Todavia, Jonas, busca rumar sentido geográfico e espiritual opostos ao mandamento divino, pois embarca num navio com destino a Tarsis, numa frívola fuga do Criador, durante a viagem fugidia, em dado tempo, levantou-se no mar uma tempestade impetuosa, uma procela, um temporal ferino e cruel, que solapava, açoitava e afligia a embarcação de modo que sua ruína, seu naufrágio era certo e quase inevitável. Os homens, tripulantes do navio, desesperam-se por navegar, lutam com todas as forças a salvar a nau, alçam mão de todos os recursos para sobreviver, até que – depois de lançarem sortes - notam, no porão do navio, Jonas – em profundo e negligente sono – e lhe interpelam com veemência: “Quem és tu, donde vens, qual a tua ocupação; recebendo uma soberba e cínica reposta: “Eu sou judeu, servo do Deus vivo (E fujo de Sua Presença). Os marinheiros estupefatos inquirem Jonas com assombro, requerendo dele o que fazer, Jonas então lhes declara: “Lançai-me ao mar e tudo irá bem!”
Feito isto, Jonas imerge, mergulha nas abissais profundezas do oceano, é capturado por enorme peixe, e vaga nas imensidões aquáticas no vente do animal. Jonas, das profundezas inomináveis e lôbregas clama ao Senhor, e o Senhor o ouve, determinando ao peixe que lhe deixe próximo de um local a contar do qual, ele, Jonas, possa retomar sua missão original: Pregar a Nínive. Jonas obedece, renitente, mas obedece. Prega a grande cidade uma mensagem que requeria arrependimento, fato que foi deflagrado, colocado em prática por todos os habitantes da grande cidade – do rei aos animais, todos, sem exceção, submeteram-se à vontade de Deus.
Todavia algo de indignação entranhável aparece, evidente, estampado, lúcido na alma do Profeta: Jonas senta-se ao Oriente da cidade, esperando que os habitantes de Nínive se arrependam de se terem arrependido e que Deus exerça implacável juízo sobre eles. Mas nada disso ocorre, o que se desenrola é um embate entre o amor divino e a obstinação do profeta, afinal Jonas senta-se ao Oriente, Deus permite o nascimento de uma planta que dá sombra e confortável cobertura ao Profeta, depois um bicho – ao mando de Deus – pica e mata a planta, Jonas então se desespera e deseja a morte, momento em que o Senhor lhe insta e pergunta: “É razoável a tua ira?” , Jonas responde: “É razoável até a morte (Afinal sei que tu és bondoso e longânimo). Então Deus declara-lhe que ele, Jonas, é desumanamente cruel e insensível, porquanto lamenta – até à morte – a perda de um arvoredo que nada lhe custou, porém não se compadece das milhares de almas de Nínive. E nos aprece que o Livro de Jonas nos termina sem um fim, sem uma conclusão lógica e histórica. Querido amigo e irmão, as verdades se ocultam além das letras da narrativa do Livro de Jonas não nos são difíceis de compreender, na verdade o ânimo, a disposição, a atitude de Jonas está carregada de ódio, mágoa, vingança, de patriotismo egoísta, de egocentrismo judeu, de um nacionalismo cego, pois para Jonas os ninivitas eram apenas os inimigos históricos de Israel, eram apenas os seus mais terríveis algozes (A historicidade mostra que os assírios foram um dos povos mais cruéis na conquista e submissão de seus conquistados e inimigos), assim não lhes deseja misericórdia de Deus, por isso fugiu, por isso relutou, por isso – sabendo da misericórdia divina – esperou, sentado ao Oriente, a desgraça da cidade, a ponto de turbar insano a consciência de que nem Israel era digno da Graça e do Favor divinos, a ponto de Deus pedagogicamente – mediante a ilustração do arvoredo – tentar dissuadi-lo de tal loucura. A ponto de Deus deixar o Livro sem conclusão, porque, aos ninivitas, estava posta a misericórdia e, ao profeta, cabia fazer a sua escolha: continuar empedrado ou aprender com o Senhor. E o que nos interessa nesta narrativa? Interessa-nos observar se o Evangelho dos evangélicos não se nos apresenta exatamente tão nacionalista, tão impregnado de conteúdos egoístas, tão subproduto do Catolicismo Romano, tão gestado de Cristianismo e vazio de Graça Verdadeira, tão pagão em suas formas e práticas, tão místico, tão raso, tão longinquamente distante de Jesus, tão centrado em tempos construídos pelas mãos humanas, tão cheio por dentro de um povo que – outrora era chamado para fora, tão cheio de “apóstolos-bispos-homens-de-deus-semideuses, tão cruel em seus aplicativos, implicações de julgamentos, tão mentalmente teologizado em Seminários e longe do coração e da vida, tão sem necessidade de Reformas, mas de desconstrução completa, tão...tão....tão...tão
Amados, a síndrome de Jonas perpassa a religiosidade cristã, menina e pagã, pois Jesus nunca foi líder de Cristianismo nenhum, nunca ordenou ajuntamentos centrados em paredes – antes disse: “IDE” – nunca designou igreja a nenhuma instituição, pois para Cristo: Igreja é o homem, é gente, somos, vivendo com gente, tocando gente, amando gente (GENTE = a maior fonte de preocupação de Jesus), nunca realizou cultos fechados, escravizados, prisioneiros de liturgias tão frias e complexas, antes deixou claro que culto ocorre: “Quando dois ou mais em meu nome estiverem reunidos...ali estarei (ALELUIA!), antes nos ensinou que se somos sal, temos de ser sal dissolvido no todo, na vida, no mundo, nas gentes, pois sem tal ação o sal é inútil, antes nos ensinou que luz não deve iluminar templos de alvenaria, mas templos humanos, no todo, na vida, no mundo, nas gentes. Assim, meu amigo, querido, irmão. Reveja-se no íntimo, observe-se se você não está também nacionalizado como Jonas, fugindo – dos “iníquos de quem, Jesus nunca fugiu” - como Jonas, duro em seu coração como Jonas, assentado em confortável ministério – aos quais Jesus nunca enfatizou – como Jonas a esperar a desgraça daqueles que não lhe são amigos, de perto, irmãos-de-fé, evangélicos, queridos, líderes ministeriais, da visão (CEGA), e de tudo aquilo contra que Jesus e seus discípulos lutaram. Jonas não dispensava amor, pois não tinha entendido e internalizado o amor de Deus; os que dizem seguir a Jesus se não liberam perdão, graça, misericórdia, compaixão, amor nunca entenderam o Evangelho, no máximo aceitaram “ser evangélico”. Assim espero...................
(OBERVAÇÃO, TANTO COMO O LIVRO DE JONAS NÃO TRAZ UM FIM, ESTA MENSAGEM TAMBÉM NÃO TRARÁ, POIS O FIM É, EM SI, POR NOSSA CONTA, PORQUANTO: SERÁ QUE JONAS APRENDEU DE DEUS? É NÓS, VAMOS OU NÃO APRENDER DE CRISTO? DECIDAMOS E PERMITAMOS A DEUS ESCREVER JUNTO CONOSCO O FIM DE NOSSA HISTÓRIA!)
Graça e Paz em Cristo que nunca defendeu partido, facção, religião, povo preferidos...antes amou-nos de tal maneira que por nós se entregou!
Ir Carlos.

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A Pedagogia Divina

“Porque os meu caminhos não são os teus caminhos, nem meus pensamentos os teus pensamentos...assim como são mais elevados do que a terra são os céus, assim também os meus caminhos são mais elevados do que os teus caminhos e os meus pensamentos são mais levados do que os teus pensamentos...” (Is 55:8)

Graça e Paz a todos que se sabem amados e perdoados, sem nenhum mérito!

Quão maravilhoso nos é contemplar o Apóstolo Paulo dentro de sua carta aos Romanos no momento em que ele para, contempla e adora ao Senhor: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus!Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos.!
Suas palavras, inspiradas pelo Espírito nos denunciam o indescritível abismo que separa o Criador de suas criaturas, ninguém pode cogitar, sondar, conhecer a profundidade da mente do Pai. Sendo assim, cabe-nos abandonar a imaturidade de vislumbrar as ações de Deus no curso da historicidade humana – principalmente as contadas e narradas nos textos bíblicos – com inócuas fantasias, com espritualizações insanas, com um olhar meramente terreno, na verdade temos de entender que existem, segundo Deuteronômio 29:29, coisas que são do saber apenas do Senhor e ponto. Temos o mau hábito de precipitarmo-nos em julgamentos e preconcepções sem fundamento. Por exemplo, a vida do patriarca Jó é-nos um exemplo que nos foge ao razoável, ao lógico, ao linear – afinal somos limitados a tempo, espaço, finitudes. Jó era um homem justo, piedoso, bom pai, de caráter, promovedor de sacrifícios a Deus, no entanto em dado momento de sua vida – em razão de um diálogo nos céus, em que Satanás recebe autorização de aterrorizar-lhe a vida – Jó desce a uma condição subumana de vida, torna-se uma criatura nojenta, deplorável, eivado de pústulas cancerosas, com insuportável hálito, um abjeto ser. E ainda para lhe abrir a sepultura viva vieram-lhe três “amigos” os quais imputaram-lhe toda sorte de culpa impiedosa e ininterruptamente. Como explicar tal acontecimento, como discernir tal gravidade, como digerir tão inominável injustiça. Sim é assim que muitos esperam entender, sim é assim que muitos querem entender, sim é assim que muitos ensejam dar razões ao caos instalado na vida daquele resto de homem, daquele arremedo de gente, daquele espectro vivo, sim é com cogitações do tipo:
- Jó pecou – afinal foi isso que afirmaram seus falsos amigos;
- O inimigo se levantou contra Jó, como se o inimigo fosse de igual poder ao de Deus e pudesse empreender toda a desgraça que desejasse sobre quem desejasse;
- Jó é só uma fantasiosa estorieta bíblica, uma fábula, um mito.
Você já viu - no fragmentado, vazio, raso como um pires - Evangelho de hoje, as pessoas pregarem centradas no Livro de Jó, certamente não precisamos dos 318 de Abraão, dos 300 de Gideão, das fundas de Davi, dos caminhos de sal, das cruzes vazadas, nos gazofiláceos santos que recebem o trízimo, você já viu? Não, e sabe por que? Porque o Livro de Jó nos denuncia a Pedagogia de Deus, sim, nos mostra um pouco dos elevados Caminhos do Senhor, dos insondáveis desígnios do Pai, das perfeitas veredas de Deus. Não amados, as respostas ao “infortúnio” de Jó, acima descritas não atendem aos propósitos Divinos. Na verdade quem permitiu que Jó passasse por tudo que passou foi Deus, sim os Caminhos do Senhor não estão atrelados à fragilidade, às necessidades emocionais, às limitações espaço-temporais, aos anseios materiais, às contruções ideológico-teológico-filosóficas nossas. Deus permitiu tudo na vida de Jó por amor, para o crescimento, para abrir os olhos do patriarca, para que no fim – recebendo maior Glória – ouvisse dos lábios feridos, dos olhos áridos, do corpo trêmulo de Jó: “Eu te conhecia de ouvir falar, mas agora que meus olhos te contemplam, eu me abomino nó pó e na cinza.” Que maravilha, que Deus tremendo, Santo, Santo, Santo, quem é semelhante ao Senhor? Quem Grandioso como o Senhor? Quem pode sondar-lhe os Caminhos?
Por isso, a igreja evangélica brasileira anda, hoje, na contramão do Evangelho, ao ministrar inverdades e fantasias oriundas da mente perversa de lobos vorazes, estelionatários da fé, vendilhões de almas, propagadores da teologia da vitória no mundo a qualquer custo, travestidos de ovelhas. Nenhum destes homens tem a coragem de pregar que aquilo que se nos apresenta como mal, como infortúnio, como dor, como dificuldade – muitas vezes – é parte do ensino, da pedagogia, dos elevados Caminhos de Deus para nos podar para darmos frutos de verdadeira piedade. Sim a poda doe na árvore, mas se o agricultor não podá-la, condena-a a ser estéril; se o pai não repreender ao filho condena-o a nefasta experiência de viver para morrer sem limites; se Deus não nos permitir as agruras, as dificuldades, os obstáculos, nos condenaria a uma vida sem perspectiva de crescimento espiritual forte e maduro, ou seja, quando oramos ao Senhor: “Senhor, dá-me o fruto do teu Espírito”, Ele nos permitirá condições em que desenvolvamos o fruto do Espírito, mas permitam-me um severa e necessária observações: Algumas, senão milhares e milhares de pessoas creem que fruto, maturidade, vida com Deus...estão ligados a ser evangélico, freqüência regular a Instituições religiosas cristãs, obedecer aos preceitos de homens, submeter-se ao roubo, ao espólio de lobos cruentos etc. Não meu amado irmão, assim como tudo o que Jó viveu, experimentou sentiu e de que também reclamou – afinal é lícito dizer: “Deus está doendo!”, assim como tudo isso fugiu ao entendimento dos mais sábios da época...assim também crescer na Graça é apenas entendê-la como favor imerecido, vindo da fé – que também é dom de Deus, e compreender que – a despeito das circunstâncias – TODAS AS COISAS COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM AO SENHOR! Como vão as coisas? Não tenha medo mesmo de chorar, mas viva em paz com a Paz de Deus, na vida que é o melhor lugar para se ser Igreja, até mesmo em dois – pois quando dois se reúnem também há culto...simples assim!


Graça e Paz, em Cristo, a todos!


CARLOS

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Amor

AMOR: Eis aí o mais cantado, mais poetizado, mais dramatizado, mais encenado, mais discutido, mais sonhado, mais lido...mais...mais...mais...relacionamento humano. Sim, cremos mesmo que amar é tema, é vida, é realidade inata do ser que – sendo criado à imagem e semelhança do Criador, herdou – mesmo depois da queda – uma fagulha capacitativa de amar. Em nada, sim, em nada, podemos comparar-nos em dimensão de amor a Deus, afinal o Senhor é Santo, seu amor é Santo.
A prova de que, em que pese haver um fiapo de amor em nossos seres – não nos podermos comprar ao Amor divino é que, invariavelmente, nosso “amor” é passional, é paixão, é volúpia, é carnal, é parcial, é limitado, é interesseiro, é fugaz, é momentâneo, é obtuso, é ilícito, é familiar ou congregacional, ou seja, limitado a certas ordens de pessoa e – acima de tudo – não é verdadeiro amor. Sim cremos que amor é torpor e êxtase, é arroubo de espírito, é perene felicidade, é um-sempre-sempre-recebendo, é orgásmico, enfim...
Amor para muitos é pura paixão atrativa, qual seja, aquele história de “amor à primeira vista”, que deveria ser resumida a: “paixão à primeira vista”.
Exagero meu? Não! Busque-se nas Escrituras a Divina revelação sobre a dimensão do amor: Em I Co 13, em que Paulo, centrado no que lhe proferia o Espírito, evidencia-nos a tolice de se crer que com ações, indulgências, entregas fictícias, comportamentos religiosos ou filantrópicos vazios, possamos – sem amor genuíno – atingir quaisquer coisas. Sim, Paulo explicita: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, ainda que desse meu corpo a ser queimado, ainda que desse todos os meus bens, ainda que tivesse toda ciência e sabedoria..ainda...ainda....SEM AMOR EU NADA SERIA.
Então, Paulo – ao contrário do que muitos cogitam, barganham – com dinheiro, com sacrifícios, com liturgias frias, com tanto lixo – declara o enigma do amor:
“O amor tudo suporta, tudo espera, tudo, sofre, tudo crê...”
E agora? O que fazer de meu amor recebedor, carente, religioso, mesquinho, gélido como a Sibéria, raso como um prato, confiável como um serpente, manso como um leão faminto, delicado como um rinoceronte..o que fazer? Afinal...amar não é ser feliz? Assim não cantaram, poetizaram, dramatizaram tantos e tantos?
Não, queridos, não é verdade que Deus nos quer infelizes, mas o amor só é construído com a argamassa do tempo, o cimento das duras experiências, a água seca dos infortúnios, pois se não resistir ao látego, ao açoite da vida...o amor morre, fenece, perece, porque não era amor.
Porém quando o amor Tudo Suporta, como Cristo suportou ser emulado, morto, sacrificado antes da função do mundo a nosso favor, mesmo que não merecêssemos; Tudo Espera, como Cristo esperou receber a Glória do Pai – pois sabia que ela viria - e não transformou pedras em pães, não se prostrou, nem se atirou do Templo; Tudo Sofre, em Cristo a cruz resume tudo; Tudo Crê, como Cristo creu estar reconciliando com o Pai todos os homens, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna e para nos ensinar a amar; só nos resta adorar e...Aleluia!
Então, a você, amado que nos lê, aprenda de Deus a amar!
Tudo suporte...pois se Cristo suportou a lacerante dor da Cruz é para lhe capacitar a suportar os arranhoezinhos das cruzes;
Tudo sofra...pois se Cristo sofreu o desprezo na Cruz é para lhe capacitar sofrer os pedagógicos “nãos” da vida;
Tudo espere...pois se Cristo não avocou usurpou esperar ser reconhecido como Deus, antes esperou humilhou-se e esperou ouvir dos céus; “Este é o meu filho amado em quem me comprazo...foi para lhe capacitar a esperar e ouvir: “Vinde benditos de meu Pai, entrai para a Glória que vos está reservada antes da fundação do mundo;
Tudo creia...pois se Cristo creu que ao terceiro dia o Pai o ressuscitaria e o levaria para o seio do Eterno, foi para você cresse que: “Aquele que crê em mim ainda que morto viverá!
Se por se tornar evangélico, católico, espírita, ortodoxo, teólogo ou qualquer outra cousa, você desaprendeu ou nunca aprendeu a amar, recomendo-lhe ler o mais magnífico Manual de Amor: A vida de Jesus contada por Mateus, Marcos, Lucas e João. Então, sabendo que Deus nos ama, não há como falhar, com Cristo podemos aprender a amar.

Amor e Graça de Deus a todos que se sabem amados!

Carlos.

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