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TESTEMUNHO DE UM DOS
MAIORES ROQUEIROS BRASILEIROS CONHECIDO MUNDIALMENTE
Rodolfo Abrantes
(ex- integrante da banda
´Os
Raimundos´)

No
ano de 2000, eu estava cheio do que o mundo diz que é o auge,
que é o tesouro, que é beleza e significa fama, dinheiro, etc...
Tudo isso que o mundo pode oferecer para uma pessoa, mas as
pessoas se matam por isso.
Eu estava cheio de tudo isso, mas por dentro eu estava na maior
miséria que já havia enfrentado na vida.
Eu viajei com meu irmão pra praia da Pipa para
passar um revellion junto com ele e durante o tempo que eu
passei com ele eu só sabia falar cinco frases que eram: ‘vamo
fuma’, ‘vamo come’, ‘vamo chapá’, ‘vamo surfá’ e ‘vo não’.
Porque quando ele me chamava para fazer uma coisa diferente
dessas eu dizia ‘vo
não’.
Em um mês
eu falei apenas cinco frases com meu irmão, de tão drogado que
eu era, de tão infeliz, de tão sem assunto e de tão vazio,
porque ninguém dá o que não tem.
Como é que eu ia falar alguma coisa, eu não tinha nada!
Eu era seco, vazio, um nada , um boneco, apenas corpo presente
ali. Em qualquer lugar que eu estivesse, minha cabeça estava
em marte. Eu não sabia nem onde estava.
Tem cidades que eu fui que eu nem sabia que lá já tinha ido.
Lesado,
completamente drogado. Estragado. Usava drogas desde os treze
anos de idade. Mas Deus viu a minha situação e
sabia que dali em diante eu não conseguia carregar nada
sozinho.
Eu estava morrendo, e
com os sintomas de um monte de doenças no meu corpo. Por ser
filho de médicos (mãe pediatra e pai ginecologista e obstetra)
conheço um pouco de doença, então sabia que o que tinha no meu
corpo era algo muito sério.
Comecei a emagrecer de uma hora para outra e tinha uma dor no
estômago que me corroia todos os dias.
Começou a aparecer um monte de caroços debaixo do braço que
doíam muito, cheguei a contar nove caroços debaixo do braço,
fora os da virilha que eram enormes, doíam demais. Eu tinha
que tomar dois anti-inflamatórios por dia para poder fechar os
braços.
Eu estava
em um estado terrível porque sabia que ia morrer. Ter saúde é
uma bênção e quando a temos não damos valor.
Estava nesse estado, sozinho, morando em São Paulo, com uma
vida louca, trezentas namoradas por aí, espalhadas, drogas a
valer, balada todos os dias, fãs de montão, disco de platina,
dinheiro na conta, agenda lotada de shows, mas completamente infeliz.
Aí tinha a
Alexandra, que é minha esposa, que ‘estava passando, vindo do
campo’.
Eu a conheci em 1994, e fui reencontrá-la no ano de 2000.
Deus nos
colocou juntos de uma forma milagrosa pois havia seis anos que
tínhamos nos conhecido e pelo menos uns três que não nos víamos,
eu me reencontrei com ela e nós não desgrudamos mais. Trouxe-a
para São Paulo, para morar comigo.
Ela estava mais drogada do que eu. As drogas que ela consumia
eram muito mais fortes dos que as que eu usava. Mas acontece que
a Alexandra tinha uma coisa dentro
dela que eu não tinha, uma coisa que vale mais do que o mundo
inteiro.
Ela tinha uma semente
que se chama Palavra de Deus dentro do coração dela, porque aos
quinze anos, quando ela me conheceu, ela conheceu a Jesus
também.
Só que
naquela época ela não seguiu nem a mim e nem a Jesus. Mas era o suficiente para saber que Jesus era
o auxílio na hora da dificuldade. Toda vez que
a coisa ficava preta, ela corria para dentro da igreja.
Essa era a mulher que Deus colocou ao meu lado, uma mulher
torta.
Muita gente podia dizer que essa mulher era pior do que eu.
Mas Deus não faz acepção de pessoas e Deus escolhe quem quer.
Não interessa se você é o Presidente da República ou se você é
gari.
Um homem torto, com uma mulher torta. E começamos a brigar e a
nos agredir.
A nossa vida
virou um reflexo de tudo o que nós fazíamos: um casal drogado,
vivendo em pecado, na mentira, porque os pais dela nem sabiam
que ela morava comigo.
Na casa dos pais dela podiam falar cão, mas não podia falar
Rodolfo.
Hoje minha sogra é uma bênção e trabalha conosco.
O cenário para o diabo operar estava completo.
Mas Deus, que é o todo poderoso, começou a mexer as coisas
também.
E a Alexandra começou a buscar a JESUS e a se encher.
E dizer: Se tu me deres o Rodolfo, eu nunca mais te largo.
E o fogo
começou a aumentar e os capetas tentando apagar através de
mim, que era um saco de demônios, mas Deus estava ali
protegendo a brazinha dela, e o foguinho foi pegando e pegou
num ponto que consumiu o Rodolfo no coração dela, ao ponto
dela dizer: Senhor, com Rodolfo ou sem Rodolfo eu nunca mis te
largo!
Já não era eu mais em primeiro lugar, era Deus. Deus estava em
primeiro lugar, aí Deus começou a transbordar na vida dela. Ela
convidou umas irmãs para fazerem uma campanha de oração dentro
de casa para ajudar a Alexandra a carregar
a cruz dela, não pense que ela conseguiu sozinha.
Elas
começaram uma campanha de sete segundas-feiras lá em casa. Eu
fugi das três primeiras. Na quarta, Deus me pegou, não teve
jeito.
Eu não queria saber de crente e achava que era a pior raça,
que crente só servia para tirar dinheiro dos outros. ‘Eu sou
doido, mas crente é ainda mais doido, não presta’. Eu aceitei
Jesus naquele dia, sabe porquê?
Porque Deus dominou o lugar,
Deus dominou o lugar completamente, eu não sabia isso na hora,
claro.
Hoje eu sei.
Aquelas irmãs chegaram com simplicidade.
Eu que nunca tinha visto um culto evangélico na minha vida. O
primeiro era um culto ultra, mega, super pentecostal ao
extremo dentro de casa, dentro da sala em que eu fumava
maconha. Era irmã
correndo, dentro do banheiro todo enfumaçado em que eu tinha
acabado de fumar. Vi lá uma irmã orando na latinha, aliás, uma
latona de maconha que eu tinha. Era irmã
orando pra tudo quanto é lado.
E eu perguntava: Deus que negócio é esse?
Sabe
o que aconteceu?
Deus tomou conta do lugar, Deus tomou conta de tudo.
Era a presença de Deus enchendo aquilo ali. Glória a Deus!
Aceitei Jesus naquela tarde, meio sem saber o que estava
fazendo. Não sei porque eu aceitei Jesus. Acho que foi
para elas irem embora. Mas eu aceitei Jesus e Ele entrou e não
teve mais como escapar.
Ele entrou e ficou e quando Ele
entrou, começou a trabalhar, e começou a mexer as coisas.
Passou uma semana, e o Rodolfão estava lá no segundo culto da
vida dele, dentro de casa, porque eu era tão doido que eu nunca
ia pisar numa igreja, e aí Deus é tão misericordioso que Ele
enfiou uma igreja prontinha dentro de minha casa.
Nessa segunda semana, Deus se revelou para mim dessa maneira, a
irmã começou a orar sem eu pedir nada.
Ela
começou a orar e abaixou a mão até a minha barriga e me
disse que Jesus estava me curando de um câncer para você
saber que Ele é Deus, que Ele te ama e que Ele tem uma
grande obra para fazer na sua vida.
Ela falou que era um câncer de estômago. O interessante é
que eu não tinha contado isso a ninguém.
Meu avô morreu de câncer, dois tios meus morreram de câncer
no estômago, duas tias minha tiveram que arrancar os seios
porque tiveram câncer; era uma maldição que se alastrava na
minha família. Graças a
Deus Jesus Cristo cortou essa maldição quando chegou em mim.
Naquela
tarde a minha dor de estômago desapareceu, e todos os caroços
que eu tinha desapareceram. Passei a engordar, chegando a engordar uns 18 quilos, não de uma hora para outra.
Fui ficando saudável e engordando, feliz. Jesus foi entrando
em minha vida. Fui
curado, passei a viver apaixonadamente por Jesus e aquelas
irmãs começaram a me ajudar, com muito amor.
Fomos
caminhando. Fui expelido daquela banda como um dente que
cariou e que tem que ser arrancado. Deus me tirou de lá.
Graças a Deus, no momento certo. Levei muitas pedradas por
causa disso, levo até hoje. Deus tem um treinamento intensivo
com quem se coloca à sua disposição.
Você
quer servir a Cristo? Então te prepara irmão!
É um privilégio maravilhoso servir a Deus.
Naquele momento os pais da Alexandra que estavam
desviados, começaram a ver a obra, a ver que agente não se
drogava mais, que estávamos noivos, depois nos casamos
rapidinho.
Em meu
primeiro testemunho, subi no púlpito e comecei a chorar.
Eu só sabia dizer: fui curado e não uso mais droga, não
conseguia falar nada mais, só chorava.
Eu não entendia mais nada e pensava: pra falar palavrão no
microfone quando era da Banda eu falava tão bem, porque
que pra falar das coisas de Deus eu não consigo?
É porque
até você se acostumar com o fogo do altar leva tempo!
É o fogo queimando as impurezas ainda.
Quer ter
vitória, anda no caminho do Senhor, obedeça, leia a Bíblia e
siga seus conselhos.
Hoje eu não bebo, não é porque eu não possa, é porque eu não
quero.
Eu quero ter comunhão com o Pai.
Isso vai atrapalhar minha comunhão, então fora com a bebida!
Atitude inteligente é você andar por um caminho que te leva
pra vida e não em um caminho que te leva pro buraco!
Vai pra vida e você vai ver que você será feliz sem uma gota
de álcool! Sem cigarro, sem droga. Você vai ver o que é ser
verdadeiramente feliz e sem nada dessas porcarias!
O caminho
da felicidade nada mais é que a Presença
de Deus em nós!
Isso satisfaz o ser humano.”
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Nome :João Ferreira da Costa
Cidade :Goiânia
Estado :Go
Mensagem: Testemunhos
A Palavra de
Deus não volta vazia.
Meu pai é do tipo que não agüentava ficar sem comunicar, mesmo
sendo agricultor , sempre arrumava um jeito de estar no meio do
povo, tinha assunto de sobra para qualquer ocasião, por isso
quando podia , dava carona a todos que pediam.
Vindo do CEASA em direção à chácara na saída de Goiânia estava
dois rapazes parados pedindo carona na Vila Canaã , concedeu -lhes
essa carona mesmo apertado, colocou os dois na cabine. Dentro da
camioneta, meu pai percebeu que eles não eram pessoas de
confiança, pelo linguajar, só gírias, o tipo também denunciava-os
. Já que não havia mais jeito de fazê-los descer começou a
especular; nisso era perito; compete com os mais refinados
investigadores. Conversa vai, conversa vem, um dos rapazes disse
ao que estava ao lado , diz pra ele quem somos. "Nois somos ladrão
cara" , emendou um relatório de crimes praticados por eles. Isso
não foi surpresa, meu pai já tinha desconfiado, pensou consigo: o
único jeito de aniquilar o pensamento desses jovens é falando de
Jesus Cristo, e começou. Vocês sabem que Jesus é o Salvador do
mundo e ama os ladrões também? Já vira contar a história de Cristo
na cruz, ao lado de dois, onde um foi salvo por ele? Nessa viagem
meu pai soube tudo a respeito deles. Eram violentos, em
determinados momentos achou que não escaparia, combateu -os com a
pregação do evangelho e conselhos para emendar de vida. Chegou no
ponto final do percurso, à Chácara. Da rodovia mostrou o rancho
onde morava, convidou - os para uma refeição ou um pedaço de
rapadura, mas não quiseram descer. No final um deles dava atenção
à pregação, chorava muito ao ouvir - lá , converteu, enquanto o
outro ficou com muito furor, seguiram viagem. Um comovido
chorando, o outro irado seguiram viagem. Só Deus sabe o que eles
possa ter praticado a partir desse dia, mas que ouviram o
evangelho, ouviram.
Como já
disse num testemunho anterior meu pai era muito bom para atender
reivindicações de caronas. Só não atendia o pedido se não
houvesse jeito mesmo, desta feita foi um senhor aparentando,
quarenta anos o felizardo, ganhando locomoção, ainda por
cima a salvação, tudo de graça. O percurso: só 30 Km de
Goiânia ao Guapo. Esse senhor era muito conversador, tagarelou
todo percurso contando vantagem, falando nomes de pessoas ricas
, fazia e acontecia, contou suas façanhas com despachos em
encruzilhadas, era bem atendido pelas entidades espirituais,
seus trabalhos eram sucessos. Meu pai deu corda ; pensava, vou
ver até onde esse homem vai com essa conversa. Chegou no
trevo do Guapo esse cidadão já falado sua vida toda, contou
muitas vantagens, mas o resumo é que passava dificuldades. Fazia
tudo acontecer, mas vivia uma vida pobre , sem horizontes.
Desceu da camioneta, perguntou quanto era a passagem meu pai
disse que não cobrava carona. Então insistiu com ele para beber
uma doze de pinga , disse que era um prazer pagar, meu pai
rejeitou a pinga, ele ofereceu uma cerveja, também rejeitou a
cerveja. Já que o Senhor não quer cobrar nem beber nada, vou
explicar umas coisinhas, para o Sr. Olha se por acaso essa
camioneta estragar, levar no mecânico arrumar , continuar
estragada pode saber que foi coisa feita. Esse negocia de carro
é muito melindroso só com trabalho pra resolver; meu pai deixou
explicar muita besteira até que disse: Olha, até aqui, eu
vinha observando o senhor com suas experiências, agora vou
contar a minha. Começou contando desde quando era alcoólatra,
sua conversão, seu estilo de vida nova, pregou muito para esse
senhor macumbeiro. Ele virou para o meu pai e disse: engraçado
seu Leomar, na semana passada eu estava de carona parei nesse
mesmo lugar, a pessoa que me ofereceu a carona me falou
justamente isso que o Sr. acabou de me dizer. Meu pai disse que
Deus estava dando oportunidades a ele, para aceitar Jesus, mudar
de vida. Nesse momento começou a chorar e perguntar se ainda
tinha jeito pra ele, se havia perdão para um macumbeiro que fez
tantos desarranjos familiares , trabalhos para colocar doenças
e matar pessoas. Foi bem esclarecido, mas no começo não queria
decidir depois de alguns minutos falando do amor de Deus e que
todos tem oportunidades resolveu aceitar, chorando levantou os
braços na beira da rodovia e recebeu oração. “Mais um peixe
preso nas malhas da rede do Senhor Jesus”:
Muito antes
de comprar a chácara em Goianira meu pai arrendou uma no
entroncamento do Varjão a 80 Km de Goiânia, aproximadamente 100
Km do CEASA . Acabava de colher verduras tarde, para superar o
atraso, pisava fundo na sua camioneta Dorgd oito cilindros ,
tornava essa distancia mínima. Muitas vezes os guardas rodoviários
multava-o e repreendia. O Senhor está voando! Não deve correr
tanto.
Nessa
trajetória encontrava um doido , mala nas costas como dizem, às
vezes ele vinha outrora ia, mas todas vezes meu pai o via em um
determinado trecho dessa estrada.
Um dia retornava
à chácara, o doido vinha em direção contrária em uma distancia,
comovido pelo Espírito Santo; como se fosse uma voz, ele sentiu
algo mandando ele falar de Jesus Cristo ao homem. Parou no
acostamento, em frente dele, certificou que a estrada estava
livre e chamou: hei!.. Você aí vem cá. O doido respondeu:
-
Está
falando comigo?
-
Sim
é com você mesmo, vem cá.
Ele ficou sem
confuso sem saber se atendia o chamado, ou se corria, com a
insistência ele foi aproximando desconfiado. Meu pai perguntou:
Pra onde você está indo?
-
Eles
me disseram que é pra eu ir para lá, depois é pra eu voltar.
-
Eles
quem?
-
Eles.
Meu pai disse a
ele: Olha, eu vejo que você gosta de andar, viajar e eu
também, por isso te convido a fazer uma grande viajem comigo ,
nessa viajem vai muita gente de todos lugares. O homem regalou os
olhos e respondeu:
- Pra onde,
quando vai ser a viajem ?
-
A
viajem é para os céus, breve iremos. Jesus vai nos levar. Você
quer ir?
- Não
posso, eles não deixam.
-
Pode
sim Jesus é maior, te liberta.
A pregação durou
certo tempo até que o doido converteu, ajoelhou, recebeu oração
foi liberto, ficou lúcido, contou sua história: era de uma cidade
em MG, começou a ouvir vozes, perdeu o sentido até chegar nesse
estágio. Ficou liberto ali naquele momento. Certamente voltou à
sua terra porque não mais foi visto andando naquela rodovia.
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Nome: Vanderlei Velasco Nunes
Cidade: Bauru
Estado: SP
Mensagem: O verdadeiro amor
O Amor de Cristo.
No inicio da
minha conversão, freqüentávamos uma comunidade Cristã, em Bauru,
composta na maioria de jovens. Eu, minha esposa e meus três filhos
éramos muito atuantes.
Certo dia,
combinamos de participar de um culto em Piratininga, cidade
vizinha, onde se apresentaria um grupo de Brasília, eram artistas
convertidos.
Naquela noite
ministrou um artista plástico chamado Nilton e ele falou do amor
de Jesus. No final da pregação fez o apelo para aqueles que
sentissem falta de amor viesse receber uma oração e
surpreendentemente quase toda platéia foi à frente.
No meu sentido
crítico comecei a murmurar...
- “Crente é muito cheio de
probleminhas – olha quanta gente que só quer receber... – Eu não
vou lá porque sou muito amado. - Minha esposa, meus filhos, meus
amigos, muitos jovens da igreja que estão direto freqüentando
minha casa, se não
me amassem evitariam. - Sempre que chego a igreja, muitos vem me
abraçar. - Porque ser hipócrita e ir lá receber uma oração por
algo que eu tenho de sobra?”
O culto acabou por volta de 22h30min
e chegamos em casa a meia noite. Naquela segunda feira tínhamos um
compromisso com um grupo que se reunia numa casa para buscar o
Senhor, em oração, às 5 horas da madrugada. E lá fui eu, minha
esposa e meus filhos. O grupo era de aproximadamente 15 pessoas,
todos jovens, sentávamos no chão, num círculo, na sala de visitas,
onde pudessem ficar um frente os outros. Um por um orava por
aquilo que viesse no coração e todos concordávamos. Durante as
orações começou a vir em meu pensamento o culto do dia anterior, a
falta de amor.
Algo me questionava dizendo: - Será
que você é amado mesmo? – Estes jovens te amam de verdade? - Ou
será que ele te toleram por causa dos teus filhos, jovem ama jovem
e eles me “engolem” porque tenho uma boa casa para recebê-los,
tenho um carro que posso levá-los a muitos lugares e sempre que
posso lhes pago o lanchinho, quando vamos a uma lanchonete e
etc... Fiquei muito incomodado com aquelas dúvidas no meu
coração.
Repentinamente ouvi um dos
participantes dizer: - “O Senhor está me dizendo que devemos
um orar com o outro que mais ama." Eu entendi assim, e de olhos
fechados fiquei imaginando que no mínimo uns três viriam orar
comigo. Por uns instantes notei que estava só e dei uma olhadinha
no grupo que para minha surpresa eu estava “impar” e ninguém veio
a mim.
Irmãos, que decepção, a dor foi
enorme. Me sentir marginalizado, um abandonado. Doeu tanto que
começou a brotar lágrimas dos meus olhos. Bruscamente levei as mão
para esfregá-los e disfarçar as lágrimas, porque não queria
demonstrar nenhuma fraqueza, mas pareceu-me que esbarrei com
força, nos olhos, porque se deu um clarão amarelado, como se
tivesse mesmo me machucado e ao tentar enxergar vi tudo embaçado.
Não dava para ver ninguém na sala,
era como uma névoa muito forte e de repente eu vi um vulto de um
homem alto, vestido de túnica até os pés, de cabelos longos e uma
luz muito forte por detrás dele que me impediu de enxergar sua
fisionomia. Era semelhante alguém na noite escura, com neblina,
na frente de um carro com os faróis acesos, andando na minha
direção.
Eu estava sentado no chão e aquele
vulto parou bem na minha frente, de pé, e falou-me:
- Isso que
você está sentindo aí dentro, é o que Eu sinto em relação a ti.
Gostaria que me amasse na medida em que te amo. Eu vim para te
mostrar o meu amor.
Não me agüentei e explodi em choro.
Todos que estavam na sala não entenderam nada e ficaram
preocupados por me verem sozinho, minha visão voltou
imediatamente. A confusão na minha cabeça foi grande, não
conseguia acreditar no que acabara de acontecer, achei que poderia
ser um sonho, pois estava muito cansado e resolvi não contar para
o pessoal, por achar que tinha sido fruto da minha mente.
Realmente tudo
pareceu um sonho, mas no meu coração tive a certeza de que Jesus
se apresentou para dizer-me que nos ama.
Daquele dia em
diante não mais tive dúvidas a respeito de Deus e posso
afirmar que Jesus vive e está presente onde dois ou mais estiverem reunidos
no seu nome. |
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Deus o encontrou
Esta é uma
história verídica, narrada por John Powell, S.J., professor de
Teologia da Fé, da Loyola University de Chicago, EUA. .
"Um dia, há muitos anos atrás, eu estava de pé na porta da sala,
esperando meus alunos entrarem para nosso 1º dia de aula do
semestre. Foi aí que vi Tom, pela primeira vez. Não consegui
evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando
seus
cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte cm abaixo dos
ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a
moda estava apenas começando nessa época.
Mesmo sabendo que o que importa não é o que está fora, mas o que
vai dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado.
Imediatamente classifiquei Tom com um "E" de Estranho... muito
estranho! Tommy acabou se revelando o "ateísta de plantão" do meu
curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objeções ou
questionava sobre a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos
amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o
semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era
bastante incômodo.
No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou, num tom
ligeiramente irônico:
- O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
Resolvi usar uma terapia de choque:
- Não, eu não acredito! - respondi.
- Ah! - ele respondeu - Pensei que era este o produto que o senhor
esteve tentando nos vender nos últimos meses.
Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto:
- Eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho
absoluta certeza de que Ele o encontrará um dia.
Ele deu de ombros e foi embora da minha sala e da minha vida.
Algum tempo depois soube que Tommy tinha se formado e, em seguida,
recebi uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal. E
antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver.
Quando entrou na minha sala, percebi que seu físico tinha sido
devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais,
devido à quimioterapia. Entretanto, seus olhos estavam brilhantes
e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.
- Tommy, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente! -
falei.
- Ah, é verdade, estou seriamente doente. Tenho câncer nos dois
pulmões. É uma questão de semanas, agora.
- Você consegue conversar bem a esse respeito?
- Claro, o que o senhor gostaria de saber?
- Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que está morrendo?
- Acho que poderia ser pior.
- Como assim?
- Bem, eu poderia ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou
ideais, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e
dinheiro são as coisas mais "importantes" da vida.
Lembrei-me da classificação que atribuí a ele: "E" de "
Estranho".(Parece que as pessoas que recebem classificações desse
tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o
assunto).
- Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo - disse Tom - foi a
frase que o senhor me disse no último dia de aula. (Ele se
lembrava!...) Tom continuou:
- Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus
algum dia e o senhor respondeu 'Não', o que me surpreendeu. Em
seguida, o senhor disse, "mas Ele o encontrará". Eu pensei um
bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse
muito interessado no assunto. Mas quando os médicos removeram um
nódulo da minha virilha e me
disseram que se tratava de um tumor maligno, comecei a pensar com
mais seriedade sobre a idéia de procurar Deus. E quando a doença
se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros
desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não
apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma
coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado,
desanimado. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima
do muro alto atrás de onde Deus poderia estar... ou não... eu
desisti, simplesmente. - Decidi que de fato não estava me
importando... com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer
coisa parecida. E de cidi utilizar o tempo que me restava fazendo
alguma coisa mais proveitosa. Pensei no senhor e nas suas aulas e
me lembrei de uma
coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: "A tristeza mais
profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase
tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter
dito às pessoas queridas o quanto você as amou."
Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai.
Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele:
- Papai...eu disse.
- Sim, o que é? - ele perguntou, sem baixar o jornal.
- Papai, eu gostaria de conversar com você.
- Então fale.
- É um assunto muito importante!
O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente.
- O que é?
- Papai, eu o amo muito. Só queria que você soubesse disso. O
jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu
jamais havia visto:
Ele chorou e me abraçou com força. E conversamos durante toda a
noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi
tão bom poder me sentar junto do meu pai, conversar, ver suas
lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava!...
Foi uma emoção indescritível!
- Foi mais fácil com minha mãe e com meu irmão mais novo. Eles
choraram também e nós nos abraçamos e falamos coisas realmente
boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos
mantido em segredo por tantos anos, e que era tão bom partilhar.
Só lamentei
uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, me privando de
momentos tão especiais.
Naquela hora eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas
que amava.
- Então, um dia, eu olhei, e lá estava ELE. Ele não veio ao meu
encontro quando Lhe implorei. Acredito que estava agindo como um
domador de animais que, segurando um chicote, diz: - Vamos, pule!
Eu lhe dou três dias... três semanas... Parece que Deus não se
deixa impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que
importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou. O senhor estava
certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de
procurar por Ele.
- Tommy - eu disse, bastante comovido - o que você está dizendo é
muito mais importante e muito mais universal do que você pode
imaginar. Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira
certa de encontrar Deus, não é fazendo dEle um bem pessoal, uma
solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis,
mas sim tornando-se disponível para o verdadeiro Amor. O apóstolo
disse isto: "Deus é Amor e aquele que vive no Amor, vive com Deus
e Deus vive com ele".
- Tom, posso lhe pedir um favor? Você sabe que me deu bastante
trabalho quando foi meu aluno. Mas (aos risos) agora você pode me
compensar por aquilo. Você viria à minha aula de Teologia da Fé e
contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu
lhes
contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!
- Oooh!... eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou
preparado para enfrentar seus alunos.
- Então, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para
mim.
Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com a
minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então
marcamos uma data.
Mas, o dia chegou... e ele não pode ir. Ele tinha outro encontro,
muito mais importante do que aquele. Ele se foi... Tom havia dado
o grande passo para a verdadeira realidade. Ele foi ao encontro de
uma nova vida e de novos desafios. Antes dele morrer, ainda
conversamos uma vez.
- Não vou ter condições de falar com sua turma. - ele disse.
- Eu sei, Tom.
- O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria... com todo
mundo por mim?
- Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que
puder.
Portanto, a todos vocês que foram pacientes, lendo esta declaração
de amor tão sincera, obrigado por fazê-lo. E a você Tommy, onde
quer que esteja, aí está: eu falei com todo
mundo... do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que
tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus
amigos, para que mais gente possa conhecê-la..."
"OS AMIGOS SÃO O MEIO PELO QUAL DEUS GOSTA DE CUIDAR DE NÓS!..."
IRMÃO SILVEIRA
Servo do Deus Vivo
"Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que
não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da
verdade." |
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ÍNDICE
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Éramos uma única família
Éramos a única
família no restaurante com uma criança. Eu coloquei Daniel numa
cadeira para crianças e notei que todos estavam tranqüilos,
comendo e conversando.
De repente, Daniel gritou animado, dizendo: "Olá, amigo!", batendo
na mesa com suas mãozinhas gordas. Seus olhos estavam bem abertos
pela admiração e sua boca mostrava a falta de dentes. Com muita
satisfação, ele ria, se retorcendo. Eu olhei em volta e vi a razão
de seu contentamento. Era um homem andrajoso, com um casaco jogado
nos ombros: sujo, engordurado e rasgado. Suas calças eram trapos
com as costuras abertas até a metade, e seus dedos apareciam
através do que foram, um dia, os sapatos. Sua camisa estava suja e
seu cabelo não havia sido penteado por muito tempo. Seu nariz
tinha tantas veias que parecia um mapa.
Estávamos um pouco longe dele para sentir seu cheiro, mas asseguro
que cheirava mal. Suas mãos começaram a se mexer para saudar.
"Olá, neném. Como está você?", disse o homem a Daniel. Minha
esposa e eu nos olhamos: "Que faremos?". Daniel continuou rindo e
respondeu, "Olá, olá, amigo".
Todos no restaurante nos olharam e logo se viraram para o mendigo.
O velho sujo estava incomodando nosso lindo filho. Trouxeram a
comida e o homem começou a falar com o nosso filho como um bebê.
Ninguém acreditava que o que o homem estava fazendo era simpático.
Obviamente, ele estava bêbado. Minha esposa e eu estávamos
envergonhados. Comemos em silêncio; menos Daniel que estava super
inquieto e mostrando todo o seu repertório ao desconhecido, a quem
conquistava com suas criancices. Finalmente, terminamos de comer e
nos dirigimos à porta. Minha esposa foi pagar a conta e eu lhe
disse que nos encontraríamos no estacionamento. O velho se
encontrava muito perto da porta de saída. "Deus meu, ajuda-me a
sair daqui antes que este louco fale com Daniel", disse orando,
enquanto caminhava perto do homem. Estufei um pouco peito,
tratando de sair sem respirar nem um pouco do ar que ele pudesse
estar exalando. Enquanto eu fazia isto, Daniel se voltou
rapidamente na direção onde estava o velho e estendeu seus braços
na posição de "carrega-me". Antes que eu pudesse impedir, Daniel
se jogou dos meus braços para os braços do homem. Rapidamente, o
velho fedorento e o menino consumaram sua relação de amor. Daniel,
num ato de total confiança, amor e submissão, recostou sua cabeça
no ombro do desconhecido. O homem fechou os olhos e pude ver
lágrimas correndo por sua face. Suas velhas e maltratadas mãos ?
cheias de cicatrizes, dor e trabalho duro ? suave, muito
suavemente, acariciavam as costas de Daniel. Nunca dois seres
haviam se amado tão profundamente em tão pouco tempo. Eu me
detive, aterrado. O velho homem, com Daniel em seus braços, por um
momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse
com voz forte e segura: "Cuide deste menino". De alguma maneira,
com um imenso nó na garganta, eu respondi: "Assim o farei". Ele
afastou Daniel de seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor.
Peguei meu filho e o velho homem me disse: "Deus o abençoe,
senhor. Você me deu um presente maravilhoso". Não pude dizer mais
que um entrecortado "obrigado". Com Daniel nos meus braços,
caminhei rapidamente até o carro. Minha esposa
perguntava por que eu estava chorando e segurando Daniel tão
fortemente, e por que estava dizendo: "Deus meu, Deus meu, me
perdoe".
Eu acabava de presenciar o amor de Cristo através da inocência de
um pequeno menino que não viu pecado, que não fez nenhum juízo; um
menino que viu uma alma e uns adultos que viram um montão de roupa
suja. Eu fui um cristão cego carregando um menino que não era.
Eu senti que Deus estava me perguntando: "Estás disposto a dividir
seu filho por um momento?", quando Ele compartilhou Seu Filho por
toda a eternidade.
O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou: "Eu asseguro
que aquele que não aceite o reino de Deus como um menino, não
entrará nele." (Lucas 18 - 17).
Apenas repita esta frase e verá como Deus se move: "Senhor Jesus
Cristo, te amo e te necessito, vem a meu coração, por favor".
NÃO O IGNORE E ELE TE ABENÇOARÁ!!! |
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Como Deus nos usa
Nome: Vanderlei Velasco Nunes
Cidade: Bauru
Estado: SP
Mensagem: A Obra de Deus
Certa ocasião,
estive ajudando um pastor da
Igreja do Evangelho Quadrangular, da Vila Dutra de Bauru. Um
bairro humilde, na periferia da cidade. Iniciamos um grupo de
"visita aos lares" para levar a benção de Deus às famílias
necessitadas que abrissem suas portas. Nosso principal objetivo
era levar a "Palavra de Deus" e incentivar as famílias congregarem
com a igreja, freqüentando discipulados, cultos e conhecer melhor
o Senhor Jesus, aprendendo sobre a libertação e salvação. Havíamos
organizados para toda quarta feira, as 20horas.
Uma certa quarta
feira, havia acabado de chegar de viagem, era umas 19:00 horas e
estava um pouco cansado, disse para minha esposa que não estava
disposto a ir na visita daquele dia. Liguei a TV e deitei-me para
descansar e começou a vir na minha mente o compromisso da visita,
pensava nos integrantes quais não tinham ainda muita experiência
da obra e como eu costumo honrar com meus compromissos não seria
justo simplesmente deixar de ir sem avisar ninguém. O único
telefone que possuía não atendeu, pensei comigo: - Deve ter
já saído para encontrar o grupo.
O cansaço estava
falando mais alto, já era 19:30 e dizia para Deus: - Pai, me
perdoa mas estou indisposto hoje, separa alguém lá para conduzir o
grupo e a reunião e os abençoe no Nome de Jesus.
Comecei a ficar
muito incomodado e Deus falava no meu coração que deveria ir
porque já havia assumido o compromisso que deveria honrá-lo e não
deixar as pessoas me esperando sem qualquer aviso. Isso não é o
que eu gostaria para mim e que não deveria fazê-lo. Levantei e fui
movido a ir, já era 19:40 e a Vila fica distante uns 10km da minha
residência e tinha que ir um pouco rápido para chegar em tempo no
local combinado, que era a porta da Igreja.
Cheguei lá faltava
uns cinco minutos para as 20 horas e não tinha ninguém me
esperando. Confesso que fiquei meio preocupado e pensando:
não veio ninguém e eu nem sei onde é a visita... não é justo
que cansado do jeito que estou e vindo de tão longe vou perder a
viagem... tenha misericórdia Senhor, será que mereço isso? Já era
20 horas, vou esperar mais cinco minutos e se não aparecer ninguém
vou embora e não apareceu.
Falei com meu
Senhor: Pai, o que estou fazendo de errado, estava em casa
indisposto, o Senhor me fez vir aqui e parece que perdi a viagem,
são 20 km ida e vinda, tenha misericórdia. Liguei o carro e estava
manobrando para sair e ir embora quando ouvi um voz me chamando,
ao longe. Era uma irmãzinha que vinha apressadamente abanando a
mão, para me chamara a atenção. Aguardei e ela chegou dizendo: -
desculpe, é que tinha mais pessoas do que o normal e não caberiam
no carro e foram andando e esqueceram de deixar alguém para lhe
avisar. Quando lembramos voltei correndo.
Perguntei-lhe onde
era a visita e disse-me ser na casa de uma pessoa que começou a ir
na igreja, na semana passada e estava com muita dificuldades, seu
companheiro era sorveteiro (vendia sorvete na rua, empurrando o
carrinho) e bebia muito, gastava quase todo dinheiro, que ganhava
durante o dia, em aguardente.
Meu Deus... pensei
eu. Eu não mereço isso. Depois de um dia exaustivo, estava
indisposto, no conforto do meu lar, o Senhor me fez vir até aqui
para visitar um sorveteiro que é bêbado, tenha dó de mim.
Andamos até o fim
de uma rua sem pavimentação e pediu-me para parar perto do grupo
de umas seis pessoas, porque tínhamos que pegar um "carreador"
(trilha) até a casa da visita. Fomos pelo caminho uns 50 metros e
chegamos num casebre de três cômodos (cozinha, quarto e varanda) e
a senhora nos acomodou no quarto, porque não tinha sala e uns
sentados na cama outros em pé conversando as preliminares quando
alguém perguntou se o companheiro da senhora estava ali e ela
respondeu com um gesto de que ele estava embriagado e disse que
estava saindo do banho, num banheirinho ao lado da varanda, fora
da casa. Falei para o grupo começar a cantar uns "courinhos de
louvor" a fim de ir libertando porque "a coisa ali iria ser brava"
e nos meus pensamentos continuava com muita pena de mim cobrando
de Deus a minha frustrada visita. Disse comigo, eu devia ter
ficado em casa, mas já que estou aqui, Senhor me dê uma palavra
que seja da tua parte e abri a Bíblia aleatoriamente colocando o
dedo entre as páginas, quando o cidadão sorveteiro e companheiro
da nova irmã, na porta do quarto e falou:
- Me desculpem por
não estar pronto para recebê-los porque a "Fulana" (companheira)
me falou agora pouco, quando cheguei em casa, que vocês viriam
então apressei-me em tomar um banho. Sejam bem vindos se forem da
parte de Deus em Nome de Jesus.
Confesso que me
surpreendi com a aparência e a forma perfeita que falou,
demonstrando ser uma pessoa com conhecimento de vocabulário e
educada, imediatamente perguntei se ele gostaria de receber e
concordar com uma oração. Com o seu consentimento comecei a orar
ao Senhor pedindo a misericórdia sobre aquelas vidas e outras mais
que não me lembro e por fim com o dedo marcando uma parte da
Bíblia, abri e disse-lhe: - e tem mais, o Senhor hoje lhe
diz (correndo os olhos sobre a página comecei a ler) " Todo o que
o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o
lançarei fora" (João 6.37). Aquele rapaz caiu de joelhos no chão
em prantos, assustando a todos presentes, clamando perdão para sua
vida e dando glórias, prometendo voltar ao Senhor. Eu esta
atônito, sem entender nada quando o rapaz falou a todos:
-Vou confessar a
vocês algo que nem minha companheira sabe. Eu fui um missionário
trabalhando na África, estava casado e minha esposa grávida de
gêmeos veio para São Paulo afim de ter os filhos, porque na África
tínhamos poucos recursos e poderia ser um parto complicado e junto
com a família dela, seus pais cuidariam de tudo e eu viria assim
que marcassem o parto. Numa manhã, ela ia indo para uma consulta
quando sofreu um acidente, com o carro que ela estava e veio a
falecer junto com os filhos. Não pude nem estar presente no velório e
revoltei-me contra Deus, abandonando tudo e entreguei-me à
bebida e ao mundo. Nestes últimos cinco anos minha vida foi só de miséria,
mas ultimamente tenho sentido muita tristeza e envergonha do que
me tornei e hoje tenho a certeza do amor de Deus.
Fui embora pra
minha casa muito feliz de poder ter sido usado para o resgate de
uma pessoa preciosa. Nunca mais vi o Missionário e nem sei o que
lhe aconteceu, porque a minha parte foi feita, a de me dispor para
Deus.
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