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O quinto pedido, da
oração que Jesus ensinou
aos discípulos, é o
único que merece um
comentário adicional. O
perdão é para a alma
assim como o pão é para
o corpo. Nós não temos a
opção de não perdoar,
perdoar é necessário:
Éramos devedores
(Romanos
3.23: “Todos pecaram e
carecem da glória de
Deus”), uma
dívida impagável, o
preço, era preço de
sangue (Hebreus
9.22: “…sem derramamento
de sangue não há
remissão de pecado”).
Esta dívida nos afastava
do Pai, porque
vivíamos em trevas.
Não há como falar do
perdão sem iniciarmos
trazendo a nossa memória
a maior e mais bela
notícia já proclamada em
todas as épocas: Fomos
perdoados.
Colossenses 2.13-14: “E
a vós outros, que
estáveis mortos pelas
vossas transgressões e
pela incircuncisão da
vossa carne, vos deu
vida juntamente com ele,
perdoando todos os
nossos delitos; tendo
cancelado o escrito de
dívida, que era contra
nós e que constava de
ordenanças, o qual nos
era prejudicial,
removeu-o inteiramente,
encravando-o na cruz”.
Esta é a manifestação da
graça de Deus ao mundo.
Deus perdoou todos os
nossos pecados em Cristo
Jesus.
2 Coríntios 5.19: “a
saber, que Deus estava
em Cristo reconciliando
consigo o mundo, não
imputando aos homens as
suas transgressões, e
nos confiou a palavra da
reconciliação”.
Mas o que isto tem a ver
com o fato de eu ter que
perdoar?
Jesus nos contou uma
história em Mateus 18.
23 a 35. A história ou
parábola do credor
incompassivo. No vs. 32
diz “… perdoei-lhe
aquela dívida toda
porque me suplicaste;
não devias tu igualmente
compadecer-te de teu
conservo, como também me
compadeci de ti?”
Jesus estabelece a
relação entre o perdão:
da mesma forma que fomos
perdoados devemos
perdoar também.
Deus nos perdoou para
que tivéssemos novo
relacionamento com Ele.
Agora Ele institui o
perdão como o meio
através do qual podemos
ter relacionamentos
saudáveis uns com os
outros.
Colossenses 3.13:
“Suportai-vos uns aos
outros, perdoai-vos
mutuamente, caso alguém
tenha motivo de queixa
contra outrem. Assim
como o Senhor vos
perdoou, assim também
perdoai vós”.
Não é uma opção, mas
um mandamento. Não é um
sentimento, mas uma
atitude. Muitos estão
esperando sentir vontade
de perdoar, isto não
acontecerá porque nossa
natureza é pecadora.
Precisamos tomar a
decisão de perdoar, e
receber de Deus a
capacitação para isto e
nossos sentimentos serão
mudados.
Muitas pessoas estão
presas na amargura ou
falta de perdão.
Hebreus
12. 14-15: “Segui a paz
com todos e a
santificação, sem a qual
ninguém verá o Senhor,
atentando,
diligentemente, por que
ninguém seja faltoso,
separando-se da graça de
Deus; nem haja alguma
raiz de amargura que,
brotando, vos perturbe,
e, por meio dela, muitos
sejam contaminados”
Alguém que te fez
algo ou falou algo.
Alguém que não fez o que
você achava que deveria
ter sido feito. Talvez
alguém tenha lhe
agredido, ou alguém que
você ama. Pais e filhos,
maridos e esposas,
irmãos e irmãs, parentes
próximos, amigos na
escola, no trabalho ou
ainda irmãos da igreja.
Pode ser que não seja
uma grande falta, mas há
no seu coração um
descontentamento por
esta ou aquela pessoa.
Pequenas coisas, mas que
deixaram uma marca.
Para termos
relacionamentos
saudáveis, precisamos
tomar uma decisão hoje e
iniciar um processo de
restauração, pedindo e
liberando perdão.
Para que nossa oração
seja eficaz, para que
nosso canal de
comunicação com Deus
esteja desobstruído
precisamos obedecer ao
ensino do perdão.
Não perdoar é como tomar
um copo de veneno e
esperar a outra pessoa
morrer. Em
contrapartida, perdoar é
nos liberar e liberar o
ofensor para que Deus
possa agir em sua vida
com graça.
João
20.23: “Se de alguns
perdoardes os pecados,
são-lhes perdoados; se
lhos retiverdes, são
retidos”.
Nossa vida de oração
está diretamente ligada
à prática do perdão
Marcos
11. 25-26: “E, quando
estiverdes orando, se
tendes alguma coisa
contra alguém, perdoai,
para que vosso Pai
celestial vos perdoe as
vossas ofensas. Mas, se
não perdoardes, também
vosso Pai celestial não
vos perdoará as vossas
ofensas”.
Até mesmo nossa oferta,
como expressão de
adoração está
condicionada ao perdão
Mateus
5.23-24: “Se, pois, ao
trazeres ao altar a tua
oferta, ali te lembrares
de que teu irmão tem
alguma coisa contra ti,
deixa perante o altar a
tua oferta, vai primeiro
reconciliar-te com teu
irmão; e, então,
voltando, faze a tua
oferta”.
Muitas vezes estamos
presos pela falta de
perdão e não entendemos
porque as coisas não
acontecem em nossas
vidas. O perdão é
necessário para o meio
da graça, que é a
oração, seja liberado e
eficaz em nossas vidas.
Porque o perdão é
necessário:
Primeiro porque fomos
perdoados e não temos o
direito de reter esse
presente.
Segundo para que nossos
relacionamentos sejam
sarados e finalmente
para que tenhamos
liberados todo meio da
graça em nossas vidas.
Temos que ter
constantemente um
momento de oração por
capacitação do Espírito
Santo para que haja
quebrantamento e livre
prática do perdão.
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